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Concílio de Jerusalém

O Concilio de Jerusalém foi uma reunião inicial entre as lideranças cristãs nos meados do século I, para abordar se os gentios (não-judeus) deveriam seguir as leis de Moisés.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 16/07/2026
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Desenvolvimento

Entre alguns da Judeia estabeleceu-se uma dúvida e uma polêmica: saber se os gentios, ao se converterem ao cristianismo, teriam que adotar algumas das práticas antigas da Lei Mosaica para poderem ser salvos, inclusive o fazer-se circuncidar. O apóstolo Paulo, ao levar o cristianismo a outros povos, não exigia a circuncisão desses novos cristãos. Diante disso os presbíteros de Jerusalém se reuniram em torno de Pedro (que já exercia sua função de chefe dos Apóstolo e da igreja) e Tiago, o Justo'. Pedro, então, levanta-se diante de todos com autoridade em Atos 15 , 7 - 12: "Depois de muita discussão, Pedro levantou-se e dirigiu-se a eles: "Irmãos, vocês sabem que há muito tempo Deus me escolheu dentre vocês para que os gentios ouvissem de meus lábios a mensagem do evangelho e cressem. Deus, que conhece os corações, demonstrou que os aceitou, dando-lhes o Espírito Santo, como antes nos tinha concedido. Ele não fez distinção alguma entre nós e eles, visto que purificou os seus corações pela fé. Então, por que agora vocês estão querendo tentar a Deus, pondo sobre os discípulos um jugo que nem nós nem nossos antepassados conseguimos suportar? De modo nenhum! Cremos que somos salvos pela graça de nosso Senhor Jesus, assim como eles também".

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Conclusão

Apesar de ser tecnicamente mais correto considerar esta reunião um sínodo ou um concílio regional, esta primeira reunião magna cristã foi muito importante para o início do cristianismo, porque teve como principal decisão libertar a Igreja nascente do peso da Lei mosaica [carece de fontes?], acabando assim com o problema relativo à da circuncisão para os não hebreus, confirmando para sempre o ingresso e a aceitação dos gentios (não hebreus) na fé cristã. Por isso, a sua importância não é inferior à de qualquer dos outros concílios ecuménicos que lhe vieram a suceder a partir do século III. A Enciclopédia Judaica considera a decisão de Tiago e Paulo por não obrigar a circuncisão de não judeus, assim como as leis referentes ao sangue, carne sufocada e prostituição, originada do conceito de Leis de Noé, leis que o judaísmo considerava que deveriam ser seguidas pelos gentios. Portanto o concílio não estava chegando a novas conclusões em relação a como tratar os gentios, mas seguindo uma tradição judaica já estabelecida.

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Fontes consultadas

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