Marco Buzzi
Marco Aurélio Gastaldi Buzzi é um jurista e magistrado brasileiro, atual ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ).
Marco Buzzi formou-se em direito pela Universidade do Vale do Itajaí em 1980, concluindo mestrado pela mesma instituição em 2001. Especializou-se em Direito do Consumidor pela Universidade de Coimbra em 2002. Em 1982, foi aprovado em primeiro lugar no concurso para ingresso na magistratura catarinense, sendo promovido a desembargador do Tribunal de Justiça de Santa Catarina em 2002. Foi membro do conselho fiscal e presidente da Associação dos Magistrados Catarinenses e membro do conselho executivo da Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB). Em 2011, foi nomeado ministro do STJ, em vaga destinada a membro de Tribunal de Justiça estadual.
Contribuição ao "Movimento pela Conciliação"
O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) é importantíssimo à consolidação do movimento pela conciliação, sendo criado em dezembro de 2004 e instalado provisoriamente junto às dependências do Supremo Tribunal Federal realizou em novembro de 2005 o evento denominado “I Encontro Nacional de Coordenadores dos Juizados Especiais - Estaduais e Federais”, sob direção do então Presidente do STF, Ministro Nelson Jobim. Nessa oportunidade, foram sugeridas, postas em deliberação e aprovadas – em uma espécie de assembleia geral – as metas institucionais voltadas aos Juizados Especiais. Na gênese do que se conhece como o atual CNJ, determinou-se como prioridade cinco áreas de atuação, quais sejam: (i) apoio à informatização, virtualização e automação; (ii) incentivo à padronização de atos e de procedimentos; (iii) prevenção de litígios; (iv) acompanhamento de penas alternativas; e (v) juizados informais de conciliação e meio não adversariais de resolução de conflitos. Essas áreas foram integradas às demais metas de gestão do Conselho, sendo convalidado e definido como um dos Coordenadores Nacionais do projeto de “Juizados Informais de Conciliação” o magistrado Marco Aurélio Gastaldi Buzzi, então desembargador do Tribunal de Justiça de Santa Catarina, tendo em vista ter participado da elaboração do pré-projeto e exposição dele no plenário da assembleia realizada junto ao CNJ.
Processo disciplinar
Em 14 de janeiro de 2026, no depoimento à Polícia Civil de São Paulo, a jovem de 18 anos relatou que o assédio ocorreu durante uma viagem à casa de praia do ministro Buzzi em Balneário Calboriú, em Santa Catarina, no início do mesmo ano. Em fevereiro de 2026, o ministro Marco Buzzi foi informado por membros do Superior Tribunal de Justiça sobre uma acusação de assédio sexual feita por uma jovem de 18 anos, filha de amigos, após um episódio ocorrido em Balneário Camboriú, Santa Catarina, em janeiro daquele ano. Segundo relatos publicados por veículos de imprensa, a jovem afirmou que o ministro teria tentado agarrá-la durante um banho de mar, o que levou à abertura de boletim de ocorrência e à instauração de sindicância administrativa no STJ, além de investigação no Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Em nota, o ministro Marco Buzzi disse que “foi surpreendido com o teor das insinuações divulgadas por um site, as quais não correspondem aos fatos”. “Repudia, nesse sentido, toda e qualquer ilação de que tenha cometido ato impróprio”, afirmou. Foi afastado do cargo no dia 10 de fevereiro de 2026.


