Comunidades judaicas de Portugal
As raízes dos judeus em Portugal são muito anteriores à formação da nacionalidade. Quando D. Afonso Henriques obteve o reconhecimento do seu reino independente, em 1143, já viviam judeus na Península Ibérica há, pelo menos, um milénio. Os judeus diferenciavam-se dos outros povos por se considerarem sempre uma nação no exílio, cujo anelo milenário era o retorno à sua Terra, sem ambições territoriais onde quer que encontravam asilo. Só contribuindo para a prosperidade dos seus anfitriões podiam assegurar o bom acolhimento.[carece de fontes?]
Nota: Como antes de 1948 não existia Estado de Israel, judeu e israelita eram sinónimos, por isso muitas comunidades optaram pela palavra "Israelita" em vez de "Judaica".
Lisboa
A Comunidade Israelita de Lisboa foi reconhecida oficialmente em 1913. Congrega os judeus da Grande Lisboa. A sua sede encontra-se na Avenida Alexandre Herculano, n.º 59, em Lisboa. Aí está edificada a Sinagoga Shaaré Tikva (Portas da Esperança). Segundo o site oficial da Comunidade Israelita de Lisboa, são objectivos da Comunidade promover a educação religiosa das novas gerações nos valores do Judaísmo, angariar novos membros e reforçar o envolvimento da mesma no meio e no país, dialogando e interagindo com as autoridades e instituições civis e religiosas. Entre 2004 e 2012 existiu também uma vibrante comunidade de judaismo conservador (Masorti) - Kehilat Beit Israel. Esta comunidade ofereceu uma forma inovadora de encarar o judaismo, as mulheres foram contadas para Minyan e serviu de ponte entre a velha comunidade e o mundo exterior. Devido à crise económica e à emigração a comunidade foi desmantelada.
Porto
A história da sinagoga Kadoorie está intrinsecamente ligada à história do seu fundador, capitão Artur Barros Basto, um oficial do exército português convertido ao Judaísmo e que se tornou um importante líder comunitário. Tendo montado a sua vida no Porto, em 1921, o capitão tratou logo de reunir cerca de vinte judeus asquenazim naturais da Lituânia, Polónia, Alemanha e Rússia, recém chegados à cidade e que viviam do comércio. Estes não possuíam sinagoga, não estavam organizados e tinham que se deslocar a Lisboa sempre que, por motivos religiosos, era necessário. Em 1923, foi registada oficialmente no Governo Civil do Porto a Comunidade Israelita do Porto. Da mesma faziam parte o capitão Barros Basto e as famílias asquenazim. O actual edifício da sinagoga só começaria a ser construído alguns anos mais tarde, mas a comunidade organizou-se e arrendou provisoriamente uma casa, na Rua Elias Garcia, que passou a funcionar como sinagoga.
Belmonte
A Comunidade Judaica de Belmonte foi reconhecida oficialmente em 1989. Congrega os judeus de Belmonte e arredores. A sua sede encontra-se na Rua Fonte Rosa, 6250-041, Belmonte. Aí está edificada a Sinagoga Beit Eliahu (Casa de Elias). Segundo o blogue oficial da Comunidade Judaica de Belmonte, esta é a única comunidade de Portugal que se pode considerar realmente portuguesa. Os seus membros são descendentes de cristãos-novos que durante toda a época da inquisição conseguiram preservar muitos dos ritos, orações e relações sociais, casando-se entre si no seio de poucas famílias.[carece de fontes?]


