Comédia cinematográfica
Uma comédia cinematográfica é uma classificação de filme com humor ou que pretende provocar o riso da audiência. Juntamente ao drama, é um dos mais importantes gêneros de cinema.
O filme cômico, que se caracteriza pela inclusão de gags, pilhérias ou brincadeiras, tanto visuais como verbais, começou sua existência praticamente no início desta arte. L'arroseur Arrosé (O Regador Regado), de 1896, filme francês dos irmãos Lumière, é considerado a primeira comédia da história do cinema. Desde o começo, criaram-se filmes em que se mostravam imagens que alegravam ou faziam rir o espectador, ainda que fosse sem o acompanhamento do som. Nestas comédias, quase em sua totalidade estadunidenses, utilizavam-se de perseguições, golpes, quedas, surpresas dos personagens para conseguir a hilaridade do público. Era um cinema cheio de golpes com tortas, choques de automóveis, velozes perseguições policiais e inúmeras situações mais ou menos insólitas. Observam-se ali os protótipos do que seria o cinema de comédia.
A comédia muda teve origem no vaudeville, no café concerto, no music-hall e no circo. Os fatores externos, e não propriamente a personagem, eram os desencadeadores das situações inusitadas e sem sentido, dando graça aos instantes, sem qualquer preocupação, na época, com a continuidade narrativa. L'arroseur arrosé ("O Regador Regado"), de 1896, filme francês dos irmãos Lumière, é considerado a primeira comédia da história do cinema. No entanto, ainda antes desse filme, já se poderia dizer que “Sneeze” (“O Espirro”), de 1894, dirigido por William Dicson e estrelado por Fred Ott, para a Companhia Kinetoscópica, teria sido a primeira comédia do cinema. Na verdade, foi um filme rodado por acaso, numa das tentativas de Edison em viabilizar o cinematógrafo. Ott era um simples empregado da companhia, mas pode ser considerado como o primeiro ator cômico do cinema. Alguns anos mais tarde, Max Linder conseguiu criar um personagem com características individuais, destacando-se mediante os recursos cômicos da época, feitos através de situações disformes ou cortes abruptos de câmara. Um dos seus principais filmes foi Max Pédicure Pour Amour (“Calista Por Amor”), de 1912, já revelando estrutura narrativa e algum lirismo (que mais tarde inspiraria Charles Chaplin para a criação de seu genial vagabundo).


