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Colônia da Jamaica

A Colônia da Coroa da Jamaica e suas Dependências foi um território britânico de 1655 a 1962. Invadida e capturada de posse espanhola em 1655, a Jamaica tornou-se um centro de exportação de cana-de-açúcar, cultivada por meio de trabalho escravo africano. Durante o domínio britânico, a colônia enfrentou diversas rebeliões e conquistou sua independência em 1962.

Fonte: Wikipédia (pt)Texto didático por IAAtualizado em 29/08/2026

Pontos-chave

  • A Jamaica foi colônia britânica de 1655 a 1962, após ser capturada da Espanha.
  • A economia colonial baseou-se na exportação de cana-de-açúcar, com uso intensivo de mão de obra escrava africana.
  • A ilha foi palco de várias rebeliões e teve uma história marcada pela brutalidade do regime escravista.
  • Marcus Garvey, importante ativista negro, teve papel relevante na luta por direitos e na política jamaicana.
  • A Jamaica conquistou sua independência em 1962.
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História da Jamaica

A história da Jamaica como colônia britânica é marcada por figuras influentes como Marcus Garvey, ativista negro e fundador da Associação Universal para o Progresso Negro. Garvey lutou por melhores condições para a população negra e indígena, e promoveu o movimento de retorno à África. Apesar de sua importância, enfrentou perseguições e deportação, mas foi posteriormente reconhecido como herói nacional jamaicano. A colonização inglesa teve início com a invasão de Oliver Cromwell em 1655, que resultou na captura da ilha espanhola. A economia se desenvolveu com base na cana-de-açúcar, impulsionando a escravidão, e a sociedade passou por transformações após a emancipação, com lutas por direitos políticos e sociais.

Invasão Inglesa de 1655

No final de 1654, Oliver Cromwell, líder inglês, ordenou o "Western Design", uma expedição contra as colônias espanholas no Caribe. Em abril de 1655, o general Robert Venables liderou um ataque ao forte espanhol em São Domingos, Hispaniola, que foi repelido pelos espanhóis. As tropas inglesas, enfraquecidas por doenças, então se dirigiram à Jamaica, uma ilha espanhola sem defesas recentes. Em maio de 1655, cerca de 7.000 soldados ingleses desembarcaram perto da capital, Spanish Town, dominando rapidamente as poucas tropas espanholas. A população total da Jamaica na época era de apenas cerca de 2.500 pessoas.

Colonização e População

O governo de Cromwell trouxe servos contratados e prisioneiros das batalhas na Irlanda e Escócia, além de criminosos comuns, para aumentar a população branca da ilha. Essa prática continuou após a restauração de Carlos II, com a chegada de imigrantes do continente norte-americano e de outras ilhas, além de bucaneiros ingleses. No entanto, doenças tropicais mantiveram a população branca abaixo de 10.000 até por volta de 1740. A migração da Grã-Bretanha elevou a população branca para 80.000 na década de 1780. No final do século XVII, as importações de escravos fizeram a população negra superar a branca em pelo menos três vezes, embora a população escrava não tenha ultrapassado 9.500 nas décadas de 1670 e 1680.

Ascensão da Cana-de-Açúcar

Em meados do século XVII, os holandeses introduziram a cana-de-açúcar nas Índias Ocidentais Inglesas, vinda do Brasil. Eles incentivaram os produtores locais a substituir o cultivo de algodão e tabaco pela cana-de-açúcar. Com a queda nos preços do algodão e do tabaco, devido à concorrência das colônias norte-americanas, os agricultores aderiram à nova cultura, impulsionando as economias caribenhas. O açúcar tornou-se cada vez mais popular na Grã-Bretanha, sendo usado em bolos e para adoçar chás. No século XVIII, o açúcar suplantou a pirataria como principal fonte de renda da Jamaica, que se tornou a maior exportadora de açúcar do Império Britânico, e no final do século, o açúcar era a maior importação da Grã-Bretanha.

Brutalidade da Escravidão

A opressão dos africanos escravizados na Jamaica era considerada uma das mais brutais do mundo. Os castigos infligidos pelos senhores brancos incluíam práticas como forçar um escravizado a defecar na boca de outro e mantê-lo amordaçado por horas (conhecida como "Dose de Derby"), açoitamentos severos, chicotadas até a morte, "decapagem" (açoitar até a pele abrir e depois cobrir com sal e pimenta), enforcamento pelos pés, estupro coletivo e marcação na testa. Em 1739, Charles Leslie escreveu que "Nenhum País supera [a Jamaica] no tratamento bárbaro dos Escravos, ou nos métodos cruéis que usam para matá-los."

Pessoas Livres e Direitos

No século XVIII, muitos escravos conquistaram a liberdade, algumas vezes através de relacionamentos com proprietários de plantações brancos, que viam suas parceiras escravizadas como "amantes". Em 1780, Cubah Cornwallis, uma mulher negra livre, ganhou notoriedade ao cuidar da saúde do herói naval britânico Horatio Nelson em Port Royal. Na primeira metade do século XVIII, diversas pessoas de cor livres tentaram se declarar legalmente brancas na Assembleia para melhorar suas chances na sociedade jamaicana. O grande número de pedidos levou a Assembleia a considerar legislação para impor restrições a essas tentativas.

Jamaica Pós-Emancipação

O período após a emancipação, na década de 1830, foi marcado por conflitos entre os proprietários de plantações e o Colonial Office sobre o grau de participação política que deveria ser concedido aos negros libertos. Em 1840, a Assembleia alterou as qualificações de voto, permitindo que um número significativo de negros e mestiços votasse, mas impôs restrições de propriedade (renda anual de £180, propriedade real de £1.800 ou total de £3.000). Essas exigências excluíam a maioria dos homens negros libertos do direito de voto, impedindo mudanças substanciais no sistema político. Os interesses da classe plantadora, focados na lucratividade de suas propriedades, continuaram a dominar a Assembleia.

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Economia Colonial

Inicialmente, os colonizadores espanhóis na Jamaica focaram na extração de metais preciosos, sem grande desenvolvimento da ilha. Com a ocupação inglesa em 1655, iniciou-se a construção de uma economia agrícola baseada no trabalho escravo, voltada para a Revolução Industrial inglesa. Durante o século XVII, foram estabelecidos os alicerces da economia de plantation de açúcar, com grandes propriedades administradas por agentes e uma crescente população escrava que superava a branca em pelo menos cinco para um no final do século. Devido às condições de vida extremamente duras e alta mortalidade, a expansão da população escrava dependia do comércio transatlântico, em vez do crescimento natural.

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