Código Taihō
O Código Taihō ou Código de Taihō foi uma reorganização administrativa editada em 701 no Japão, ao final do Período Asuka. Foi historicamente um dos Ritsuryō-sei . Foi compilado sob a direção do Príncipe Osakabe, Fujiwara no Fuhito e Awata no Mahito a pedido do Imperador Monmu e, assim como outros projetos do governo daquele período, foi largamente uma adaptação do sistema de governo da Dinastia Tang da China.
O Código Taihō estabeleceu dois órgãos de governo: o Departamento de Cultos (神祇官, Jingi-kan) e o Departamento de Estado (太政官, Daijō-kan). O Jingi-kan era o principal órgão, tendo precedência sobre o Daijō-kan, e cuidava de todas as matérias espirituais, religiosas e ritualísticas. O Daijō-kan cuidava de todas as matérias seculares e administrativas. O Jingi-kan, ou Departamento de Cultos, era responsável pelos festivais anuais e cerimônias oficiais da corte como as coroações, a manutenção dos santuários xintoístas, a disciplina dos guardas dos santuários, e a observação e registro de oráculos e adivinhações. É importante notar que o departamento, apesar de governar todos os santuários xintoístas do país, não tinha conexão com o budismo. O Daijō-kan, ou Departamento de Estado, gerenciava todas as questões seculares e era encabeçado pelo Grande Conselho de Estado, presidido pelo Daijō Daijin (太政大臣, Chanceler). Os Ministros da Esquerda e Direita (Sadaijin 左大臣 e Udaijin 右大臣 respectivamente), Controladores da Esquerda e Direita (Sadaiben 左大弁 e Udaiben 右大弁), quatro Grandes Conselheiros (Dainagon 大納言) e três Conselheiros Menores (Shōnagon 少納言) formavam o Conselho, e eram responsáveis ao Daijō-daijin. Os oito ministros de governo eram responsáveis pelos Controladores e Ministros da Esquerda e Direita.
O país foi dividido em províncias chamadas kuni (国), e o governo central indicava governadores provinciais, kokushi (国司), divididos em quatro níveis ( Shitōkan), kami, suke, jo e sakan para cada província. As províncias foram depois divididas em distritos chamados gun (郡) ou kōri, administrados por oficiais locais denominados gunji (郡司). Esses oficiais locais eram primariamente responsáveis por manter a paz, coletar impostos, recrutar trabalho para a corveia, manter registros da população e de loteamento de terras. Com a posterior subdivisão dos distritos, a organização local variou muito, mas sempre mantendo o modelo de uma vila chefiada por um líder. Contudo, o número de províncias não era fixo. À medida que novas terras se desenvolviam, novas províncias eram criadas. À época da edição do código, havia 66 províncias compreendendo 592 distritos.
O sistema chinês conhecido como ritsuryō no Japão foi adotado ao mesmo tempo pelos reinos da Coreia e do Japão. Segundo o Shoku Nihongi, a comissão do Código Taihō era formada por 18 aristocratas japoneses e um estudioso chinês (薩弘恪 Satsu Koukaku) O estudioso chinês Satsu teve um papel importante. Ele participou da edição do Nihonshoki, sendo recompensado pelo Imperador do Japão.
O entendimento das condições anteriores à edição das reformas do Taihō continua repleto de questões, mas há muitos tópicos que podem ser inferidos – por exemplo: A examinação dos textos anteriores é um trabalho da historiografia – por exemplo: Apesar de essencial como ponto de partida, qualquer lista de eventos seriais revelaria apenas parte dessa história – por exemplo:


