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Código aeroportuário IATA

Código aeroportuário IATA, também conhecido como identificador de localização IATA, código de estação IATA, ou simplesmente identificador de localização, é um geocódigo único, composto por três letras, utilizado para identificar muitos aeroportos, cidades e áreas metropolitanas ao redor do mundo, definido pela Associação Internacional de Transportes Aéreos.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 10/07/2026
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Histórico

A codificação aeroportuária começou nos Estados Unidos na década de 1930, sendo que as companhias aéreas costumavam escolher seus próprios códigos, compostos por duas letras, as mesmas utilizadas pelo Serviço Meteorológico Nacional (em inglês: National Weather Service — NWS) para identificar as principais cidades. No final da década de 1940, havia aeroportos demais para o número de códigos de duas letras disponíveis, e o sistema migrou para os códigos de três letras utilizados atualmente. O Aeroporto Internacional de Los Angeles, por exemplo, era originalmente identificado apenas como LA, mas, a partir de 1947, se tornou LAX. A IATA interveio na década de 1960, quando as companhias aéreas decidiram que precisavam de um processo padronizado para evitar confusões. A composição de três letras oferecida pelo código aeroportuário IATA permite 17 576 permutações, assumindo que todas as letras possam ser usadas em conjunto.

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Utilização

Os códigos aeroportuários são empregados em sistemas de reservas das companhias aéreas, tabelas de horários de aeroportos, emissão de passagens, e em outras áreas onde um identificador único para um aeroporto se faz necessário. As letras em destaque exibidas nas etiquetas de bagagem coladas durante o processo de check-in realizado nos aeroportos são um exemplo da utilização deste código. Via de regra, o código remete ao nome do aeroporto, ou sua localização, como CDG, para o Aeroporto Charles de Gaulle, em Paris, ou LIS, para o Aeroporto Humberto Delgado, em Lisboa. Não há, no entanto, nenhuma obrigatoriedade de que o código contenha as letras, ou uma sequência, que remeta a tais características.

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Criação de novos códigos

De acordo com a Resolução 763, para a criação de novo código para um aeroporto, são exigidos o pagamento de uma taxa, o preenchimento de formulário oficial disponibilizado pela IATA, bem como o fornecimento de provas visuais, como fotos da estrutura física e da sinalização do local. Quando um aeroporto ainda não se encontra em operação, uma carta da autoridade de aviação civil deve ser apresentada, confirmando a data de abertura. Além disso, é necessário confirmar as operações comerciais que serão realizadas no local. Já para locais não aeroportuários, como estações de trem, ônibus ou balsas, é preciso também confirmar as operações comerciais programadas, além de apresentar uma autorização válida, emitida por um órgão governamental que permita a prestação de serviços de transporte. Outro requisito é o envio de uma cópia de um acordo de tráfego intermodal com uma companhia aérea que possua um código IATA válido.

Regras de criação

Existem regras estabelecidas pela IATA para a criação e atribuição de códigos aeroportuários, principalmente para garantir que cada novo código criado seja único. A criação de um novo código tem como preferência inicial o uso das três primeiras letras do nome do local, desde que ainda não estejam atribuídas. Caso isso não seja possível, a segunda opção é escolher uma combinação ainda não utilizada que, preferencialmente, comece com a primeira letra do nome do local. O solicitante também pode sugerir à IATA códigos preferenciais, desde que estejam disponíveis. Considerações específicas são empregadas para as áreas metropolitanas: quando uma cidade for atendida por apenas um aeroporto, o mesmo código será usado tanto para o aeroporto quanto para a cidade — como é o caso de Genebra, cujo código é GVA. Por outro lado, quando a cidade tiver mais de um aeroporto, cada aeroporto receberá seu próprio código, e a área metropolitana poderá ter um código separado, ou utilizar o de um dos aeroportos. Um exemplo é Washington, D.C., que possui os aeroportos Nacional Ronald Reagan (DCA), Baltimore-Washington (BWI) e Internacional Washington Dulles (IAD), enquanto o código da área metropolitana é WAS.

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Fontes consultadas

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