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CMMI

O CMMI é um modelo de referência que contém práticas necessárias à maturidade em disciplinas específicas. O modelo é gerenciado pelo Instituto CMMI, uma organização da ISACA. Desenvolvido pelo SEI da Universidade Carnegie Mellon, o CMMI é uma evolução do CMM e procura estabelecer um modelo único para o processo de melhoria corporativo, integrando diferentes modelos e disciplinas. O CMMI é um conjunto comprovado de práticas globais recomendadas que impulsiona o desempenho dos negócios por meio da criação e do benchmarking(avaliação comparativa) de recursos-chave serna.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 13/07/2026
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Evolução Histórica

Na década de 1930, Walter Shewhart começou a trabalhar na melhoria de processos com os seus princípios de controle estatístico da qualidade [Shewhart 1931]. Esses princípios foram refinados por W. Edwards Deming [Deming 1986], Philip Crosby [Crosby 1979], e Joseph Juran [Juran 1988]. Watts Humphrey, Ron Radice, e outros estenderam esses princípios ainda mais e começaram a aplicá-los aos softwares em seus trabalhos na IBM e do SEI [Humphrey 1989]. O livro de Humphrey, Gerenciando o Processo de Software, fornece uma descrição dos princípios e conceitos básicos sobre os quais muitos dos CMMs se baseiam. O CMMI surgiu durante a década de 1980 como um modelo para avaliação de risco na contratação de empresas de software pelo Departamento de Defesa dos Estados Unidos que desejava ser capaz de avaliar os processos de desenvolvimento utilizados pelas empresas que concorriam em licitações como indicação da previsibilidade da qualidade, custos e prazos nos projetos contratados. Para desenvolver esse processo, o DOD constituiu junto a Carnegie-Mellon University o SEI (Software Engineering Institute), o qual além de ser responsável pela evolução da família CMM, realiza diversas outras pesquisas em engenharia de software.

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Sobre o CMM

Imagem: Cognizant Technology Solutions · BY-SA · Openverse

Um Capability Maturity Model, incluindo o CMMI, é uma representação simplificada do mundo. CMMs contêm os elementos essenciais dos processos eficazes. Esses elementos são baseados nos conceitos desenvolvidos por Crosby, Deming, Juran, e Humphrey. O SEI adotou a premissa de gestão de processos, "a qualidade de um sistema ou o produto é altamente influenciada pela qualidade do processo utilizado para desenvolvê-lo e mantê-lo", e definiu CMMs que incorporaram essa premissa.

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Dimensões

Imagem: juhansonin · BY-SA · Openverse

O CMMI foi construído considerando três dimensões principais: pessoas, ferramentas e procedimentos. O processo serve para unir essas dimensões.

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Disciplinas

Imagem: lshimokawa · BY-NC-ND · Openverse

O processo inclui três disciplinas ou corpos de conhecimento (body of knowledges), sendo elas: A engenharia de software é similar à engenharia de sistemas em relação às áreas de processo, apenas com enfoque diferente nos processos. As áreas de processo requeridas para engenharia de sistemas são as mesmas para engenharia de software, mas o nível de maturidade que é diferente.

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Representações

O CMMI possui duas representações: "contínua" ou "por estágios". Estas representações permitem à organização utilizar diferentes caminhos para a melhoria de acordo com seu interesse.

Representação Contínua

Define uma sequência para melhoria de uma área de processos e ao mesmo tempo permite uma flexibilidade na escolha das áreas de processo a serem melhoradas, possibilitando a organização direcionar seus esforços de melhoria nas áreas que julgar mais relevante. É caracterizado por: Níveis de Capacidade (Capability Levels): Nesta representação a capacidade é medida por processos separadamente, onde é possível ter um processo com nível um e outro processo com nível cinco, variando de acordo com os interesses da empresa. No nível 1(um) o processo é executado de modo a completar o trabalho necessário para a execução de um processo. A representação contínua é indicada quando a empresa deseja tornar apenas alguns processos mais maduros, quando já utiliza algum modelo de maturidade contínua ou quando não pretende usar a maturidade alcançada como modelo de comparação com outras empresas.

Representação Por Estágios

Disponibiliza uma sequência pré-determinada para melhoria baseada em estágios que não deve ser desconsiderada, pois cada estágio serve de base para o próximo. É caracterizado por Níveis de Maturidade (Maturity Levels): Nesta representação a maturidade é medida por um conjunto de processos. Assim é necessário que todos os processos atinjam nível de maturidade dois para que a empresa seja certificada com nível dois. Se quase todos os processos forem nível três, mas apenas um deles estiver no nível dois a empresa não irá conseguir obter o nível de maturidade três. Esta representação é indicada quando a empresa já utiliza algum modelo de maturidade por estágios, quando deseja utilizar o nível de maturidade alcançado para comparação com outras empresas ou quando pretende usar o nível de conhecimento obtido por outros para sua área de atuação.

Representação Contínua vs Representação por Estágio

Na representação contínua o nível de capacidade é medido para uma área ou um conjunto de áreas de processos definido pela organização. Já na representação por estágio, o nível de maturidade é medido para um conjunto de áreas de processos definido previamente no modelo.

Modelo de estrutura (v2.0)

Na versão 2.0, a separação de representação acima foi cancelada e agora existe apenas um modelo coeso. O modelo é dividido em 4 categorias, 12 capacidades e 25 áreas de processo (com iniciais entre parênteses e os mais altos níveis de maturidade atingíveis entre colchetes):

Modelo de estrutura (v1.3)

Dependendo das áreas de interesse (aquisição, serviços, desenvolvimento) usadas, as áreas de processo que ele contém irão variar. As áreas de processo são as áreas que serão cobertas pelos processos da organização. A tabela abaixo lista as dezessete áreas principais de processo do CMMI que estão presentes para todas as áreas de interesse do CMMI na versão 1.3.

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Áreas de Processo

Imagem: Taissa77 · BY-SA · Openverse

O modelo CMMI v1.3 (CMMI-DEV) contém 32 áreas de processo. Em sua representação por estágios, as áreas são divididas da seguinte forma: Nível 4: Quantitativamente gerenciado / Gerido quantitativamente

Modelos e áreas de processo

As áreas de processo variam com base no modelo escolhido, não sendo as mesmas áreas para todos os modelos (CMMI-DEV, CMMI-ACQ ou CMMI-SVC). O CMMI-DEV divide os processos em quatro categorias: 1 - Gestão de Processos (5 processos) 2 - Gestão de projetos (8 processos) 3 - Engenharia (6 processos) 4 - Suporte (6 processos) 1. Gestão de Processo 1.1 - Foco no Processo Organizacional - (OPF - Organizational Process Focus) - (SE/SW) 1.2 - Definição do Processo Organizacional - (OPD - Organizational Process Definition) - (SE/SW) 1.3 - Treinamento Organizacional - (OT - Organizational Training) - (SE/SW) 1.4 - Desempenho de Processo Organizacional - (OPP - Organizational Process Performance) - (SE/SW) 1.5 - Inovação e Implementação Organizacional - (OID - Organizational Innovation and Deployment) - (SE/SW)

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ISO/IEC 15504

Imagem: Guy4261 · BY-SA · Openverse

A ISO/IEC 15504, também conhecida como SPICE, define um "processo para relatórios técnicos no assessoramento em desenvolvimento de software", e similarmente ao CMMI possui níveis de maturidade para cada processo. O CMMI não é baseado nesta norma, mas sim compatível.

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Avaliações

Imagem: Taissa77 · BY-SA · Openverse

Uma organização não pode ser certificada no CMMI, entretanto é avaliada. Dependendo do tipo de avaliação, a organização pode receber uma classificação de nível de maturidade (1-5) ou um perfil de realização de nível de capacidade. Muitas organizações encontram valor em medir seu progresso realizando uma avaliação. As avaliações são geralmente conduzidas por um ou mais dos seguintes motivos: E as avaliações dessas organizações usando um modelo CMMI precisam estar em conformidade com os requisitos definidos no documento de Requisitos para o CMMI (ARC).

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Segurança

Imagem: Hanes282 · BY-SA · Openverse

Para abordar as preocupações de segurança do usuário, estão disponíveis dois guias de segurança não oficiais. Considerando o caso do conteúdo de segurança no CMMI para Serviços, há uma área de processo, o Gerenciamento de segurança. Segurança por Design com o CMMI para Desenvolvimento, a versão 1.3 tem as seguintes áreas de processo: . OPSD - Preparação Organizacional para o Desenvolvimento Seguro . SMP - Gerenciamento Seguro em Projetos . SRTS - Requisitos de segurança e solução técnica . SVV - Verificação e validação de segurança Embora não afetem os níveis de maturidade ou capacidade, essas áreas de processo podem ser relatadas em resultados de avaliação.

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Aplicações

Imagem: Mi [de Camila] Cortielha · BY-NC-SA · Openverse

O modelo CMMI lida principalmente com os processos que devem ser implementados, e não tanto com a forma como eles podem ser implementados. E nada garante que a aplicação do CMMI numa organização aumentará o desempenho e qualidade nos seus processos. Turner & Jain (2002) argumentam que, embora seja óbvio que existem grandes diferenças entre o CMMI e o desenvolvimento de software ágil, ambas as abordagens têm muito em comum. Eles acreditam que nenhuma das maneiras é o caminho "certo" para desenvolver software, mas que existem fases em um projeto em que uma das duas é mais adequada. Eles sugerem que se deve combinar os diferentes fragmentos dos métodos em um novo método híbrido. Sutherland et al. (2007) afirmam que uma combinação de Scrum e CMMI traz mais adaptabilidade e previsibilidade do que qualquer um sozinho. David J. Anderson (2005) dá dicas sobre como interpretar o CMMI de maneira ágil.

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Fontes consultadas

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