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José Maurício Nunes Garcia

José Maurício Nunes Garcia foi um sacerdote católico, professor de música, mestre de capela, organista, regente e compositor brasileiro. Sua carreira transcorreu entre o fim do período colonial, a permanência da corte portuguesa no Rio de Janeiro e os primeiros anos do Império do Brasil. De ascendência africana e filho de pardos forros, nasceu numa família de poucos recursos. Estudou música, línguas, retórica e filosofia e começou a ensinar ainda jovem. Para seguir o sacerdócio precisou obter dispensa do chamado "defeito de cor", impedimento previsto no processo de habilitação eclesiástica. Foi ordenado padre em 1792 e, seis anos depois, tornou-se mestre de capela da Catedral do Rio de Janeiro.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 31/08/2026
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Vida

Primeiros anos

José Maurício Nunes Garcia nasceu no Rio de Janeiro em 22 de setembro de 1767, e foi batizado na Catedral em 20 de outubro. Seu pai foi Apolinário Nunes Garcia, nascido na Ilha do Governador, batizado na Igreja de Nossa Senhora da Ajuda, teria sido tenente ou mestre de campo e trabalhou como alfaiate. Sua mãe foi Vitória Maria da Cruz, natural da freguesia de Nossa Senhora de Nazaré da Cachoeira do Ouro Preto, no bispado de Mariana, que tivera como primeiro marido Raimundo Pereira de Abreu, de quem havia herdado algumas terras em Ubatiba, localidade próxima a Maricá. Seus pais eram mestiços. No processo de habilitação para o sacerdócio de José Maurício, o pai é descrito como "pardo forro, filho natural de Ana Correa do Desterro, crioula da Guiné, e de pai incógnito", e a mãe como "parda forra, filha natural de Joana Giz (Gonçalves), crioula, e de pai incógnito". Casaram-se na Igreja de Santa Rita do Rio de Janeiro, em 14 de agosto de 1762. Testemunhos da época os declaram "sempre bons católicos, vivendo com muita decência", e o pai vivera "com bom crédito de seu ofício de alfaiate".

Apogeu

Em 1798 recebeu licença para pregar e, em 2 de julho, foi nomeado mestre de capela da Catedral, substituindo o idoso cônego João Lopes Ferreira. Permaneceu no cargo até a morte. Na época, servia como Catedral a atual Igreja de Nossa Senhora do Rosário e São Benedito. Como mestre de capela, José Maurício compunha novas obras e dirigia os músicos e cantores nas cerimônias, além de atuar como organista, mas ele já compunha peças para esta igreja mesmo antes de ser designado para a função. São conhecidas 32 partituras para uso litúrgico compostas até a data de sua posse, incluindo várias antífonas, salmos e graduais, as vésperas das Dores, de Nossa Senhora e dos Apóstolos, um magnificat, dois misereres e outras peças para a Semana Santa. Em 1799 ingressou na irmandade ligada a esta igreja.

Últimos anos

Em 1813 José Maurício retomou uma atividade composicional mais regular. A Irmandade de Nossa Senhora do Carmo o fez compositor oficial e encomendou-lhe dois salmos. A dedicatória escrita para essas obras tem tom alegre e humorístico. Do mesmo ano são as Matinas da Assunção e a Missa Pequena. Essas composições exigem formações vocais e instrumentais menores que as grandes obras escritas para a corte. Nos anos seguintes compôs as Matinas do Apóstolo São Pedro e a Novena do Apóstolo São Pedro, relacionadas ao retorno do papa Pio VII a Roma após seu cativeiro em Savona por ordem de Napoleão. Ao que parece, elas não chegaram a ser executadas. Em 1816, nas comemorações pela elevação do Brasil à condição de Reino Unido a Portugal e Algarves, dirigiu um Te Deum na Igreja dos Terceiros de São Francisco de Paula. No mesmo ano faleceu a rainha D. Maria I. Após comparecer à cerimônia de sepultamento, voltando para sua casa, assistiu ao falecimento de sua própria mãe, com quem sempre vivera. Seu famoso Requiem de 1816 foi composto para honrar a memória de D. Maria e foi executado na Igreja do Carmo, mas sua intensidade dramática mostra que a lembrança de sua mãe estava presente. Disse o barão de Taunay, seu contemporâneo, que fora escrito "entre lágrimas". Em 4 de julho, Fortunato Mazziotti foi promovido a mestre de capela da Capela Real, passando a compartilhar o cargo com José Maurício. No mesmo ano chegou à corte o compositor austríaco Sigismund Neukomm, que se tornou amigo de José Maurício. Neukomm trouxe consigo um interesse particular pela música de Mozart e Haydn e lhe forneceu cópias de partituras desses compositores. José Maurício dirigiu, em 1819, a primeira audição brasileira do Requiem de Mozart. Há notícias de uma possível execução do oratório A Criação de Haydn em 1821. José Maurício também compôs dois salmos a partir de material da obra, e elementos de A Criação aparecem em outras composições tardias.

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Obra

Visão geral

O padre José Maurício floresceu numa época crítica para a história brasileira. O Rio de Janeiro, pouco antes da chegada da corte portuguesa, culturalmente em nada se distinguia dos demais grandes centros nacionais (Salvador, Recife, Minas Gerais e São Paulo). A presença da corte mudou esta situação radicalmente e de improviso, atraindo todas as atenções e passando a ser o centro de irradiação de estéticas novas, nomeadamente o Neoclassicismo, já favorecido na metrópole lusitana, com o consequente abandono da tradição barroca e rococó, que até então continuava a exercer grande influência em toda a colônia brasileira. É certo que a tradição ancestral não foi erradicada imediatamente, mas, dali em diante, o patrocínio oficial à vertente neoclássica, reforçada pela atividade da Missão Francesa e outros artistas, desencadeou um rápido declínio para a estética antiga. José Maurício foi, portanto, um personagem de transição.

Principais obras

Devido à escassez de estudos abrangentes sobre sua produção, há pouco consenso a respeito de quais sejam suas obras capitais. Porém, Cleofe de Mattos, Ricardo Bernardes e Carlos Alberto Figueiredo, que estão entre os principais estudiosos de José Maurício, citam entre as maiores as missas da Conceição, de Nossa Senhora do Carmo, de Santa Cecília e a Pastoril, junto com o Requiem e o Ofício de Finados de 1816, e as Matinas de Finados. Por outro lado, há pouca utilidade prática na análise da produção através do critério da forma (missa, antífona, moteto, etc), uma vez que em cada grupo observa-se grande diversidade de soluções. Os graduais se destacam pelo seu grande número, havendo 27 catalogados independentemente, e diversos mais incluídos em outros ofícios da Semana Santa ou nos Requiems. São em geral composições curtas para coro a quatro vozes e instrumentação reduzida a cordas, flautas e trompas. Os hinos, novenas, salmos, motetos e formas afins também são numerosos, compostos para os ofícios de Matinas, Laudes ou Vésperas, em geral para coro e órgão. Em diversos é usado o cantochão acompanhado de baixo cifrado. O grau de elaboração é muito variado, desde as Matinas de Natal, de 1799, com um tratamento muito abreviado, até as Matinas da Assunção, de 1813, com seções incomumente longas. As Matinas do Apóstolo São Pedro, de 1815, se distinguem pelo uso ocasional de coros compostos apenas para quarteto de tenores ou de baixos.

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Professor e instrumentista

O talento de José Maurício na docência foi reconhecido em sua vida e a partir da escola que abriu desenvolveu um trabalho ativo no sentido de desenvolver o gosto musical do público carioca de seu tempo. As aulas gratuitas que mantinha em sua casa na Rua das Marrecas são documentadas entre 1794 e 1822. Entre seus alunos estiveram Francisco Manuel da Silva, Cândido Inácio da Silva, Francisco da Luz Pinto, Francisco da Motta e o padre Manoel Alves Carneiro. Décadas depois, Francisco Manuel, Luz Pinto, Motta e Carneiro participaram do grupo reunido em torno da criação do Conservatório de Música do Rio de Janeiro, e Luz Pinto foi o primeiro professor a ministrar aulas na instituição. Cleofe de Mattos escreveu: O próprio José Maurício Nunes Garcia Júnior deixou um relato sobre as aulas. Ainda criança, estudou uma "artinha" escrita pelo pai e cantou como primeiro soprano da classe. Recordou uma execução do Stabat Mater de Haydn em que os alunos cantaram sem instrumento para sustentar as vozes e uma disputa de extensão vocal com o castrato Giovanni Francesco Fasciotti, na qual afirmou ter alcançado três notas acima do cantor italiano. Também disse que o pai fora seu preceptor e passou a dedicar mais tempo à sua educação depois do retorno de D. João VI a Portugal.

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Nacionalismo musical

Poucos anos depois da morte de José Maurício começaram a surgir textos sobre sua música e sua biografia. Em 1836, Manuel de Araújo Porto-Alegre publicou na revista Nitheroy, em Paris, o artigo Idéias sobre a música. O texto discutia a existência de caracteres musicais nacionais, contrapondo as escolas alemã e italiana, e chamava José Maurício de "fluminense Mozart". Porto-Alegre terminou desejando que suas obras circulassem até serem ouvidas na Europa. Porto-Alegre voltou ao compositor em 1856 nos Apontamentos sobre a Vida e Obras do Padre José Maurício Nunes Garcia. Aproximou sua música de modelos austro-germânicos, especialmente Mozart, Haydn e Beethoven, cuja obra associava à ciência e à severidade musical. No século XIX o padre José Maurício em geral foi tido como o melhor representante brasileiro da estética classicista germânica, sendo apresentado como uma prova de uma civilização que nada tinha a dever à Europa, embora se estabelecesse uma clara filiação aos modelos europeus, o que ao mesmo tempo legitimava sua produção para os olhos do estrangeiro e engrandecia o orgulho nacional, mas subentendia, no entanto, um sentimento de inferioridade latente. Na análise de Luiz Guilherme Goldberg,

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Raça e branqueamento historiográfico

A questão racial entrou nas análises de sua vida e obra desde os escritos de Porto-Alegre, que empregou expressões como "cor mestiça", "raça mista" e "mulato". No fim do século XIX, o Visconde de Taunay dedicou numerosos textos a José Maurício. Sua preferência pela música austro-germânica convivia com suas ideias sobre raça, imigração e a formação do Brasil. Taunay chegou a chamá-lo de "mulato quase negro", e apresentava José Maurício como um caso excepcional de realização artística entre os mestiços. Em 1901, Afonso Celso incluiu José Maurício numa relação de "negros e filhos de negros ilustres" brasileiros. No centenário de sua morte, em 1930, a revista Illustração Musical, dirigida por Oscar Lorenzo Fernandez, dedicou sua terceira edição a José Maurício. O número publicou textos de Luiz Heitor Corrêa de Azevedo, Mário de Andrade, Manuel Diégues Júnior e outros autores. Neles aparecem termos como "mestiço", "mulato", "mulato claro" e "pessoa de cor". Alguns textos discutiam obstáculos relacionados à sua ascendência africana, enquanto outros davam pouca atenção ao assunto. Nas décadas de 1930 e 1940, quando a mestiçagem recebeu novo tratamento no pensamento brasileiro, sua música passou a ser usada também na procura por antecedentes de uma expressão musical própria do país.

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Recuperação da obra

Primeiros estudos

José Maurício não teve seguidores diretos, mas foi um dos poucos compositores do período colonial que não foram esquecidos completamente pelas gerações seguintes. Ainda em vida teve muitas de suas composições copiadas e divulgadas em outras regiões do Brasil. Com a reestruturação da Capela Real (renomeada Capela Imperial) no reinado de dom Pedro II, posta sob a direção de Francisco Manuel da Silva, um antigo aluno de José Maurício, Ver nota algumas de suas composições voltaram ao repertório oficial, embora rearranjadas para se conformarem aos gostos românticos então prevalentes. Outras composições continuaram sendo executadas em Minas Gerais, São Paulo e no Rio Grande do Sul, e ao longo do século XIX encontraria grandes defensores em Manuel de Araújo Porto-Alegre, no Visconde de Taunay e em Bento das Mercês.

Cleofe Person de Mattos

Musicólogo e antigo bibliotecário do Instituto Nacional de Música, Luiz Heitor Corrêa de Azevedo teve acesso às coleções institucionais de manuscritos, publicou um catálogo da obra do padre em 1932 e, tornando-se em 1934 editor da Revista Brasileira de Música, publicou edições críticas de várias partituras, incluindo o Réquiem de 1809 e o Tantum ergo, abrindo caminho para que a partir da década de 1940 a musicóloga e maestrina Cleofe Person de Mattos, com quem ele colaborou, assumisse o protagonismo nos estudos mauricianos. Azevedo e Mattos produziram, junto com outros estudiosos, destacando-se Mercedes Reis Pequeno, a Bibliografia Musical Brasileira (1820-1950), que contém uma compilação de tudo o que foi escrito sobre José Maurício até a data. Mattos produziu um substancial corpo de trabalhos que constituíram a base dos avanços posteriores e ainda são marcos referenciais inescapáveis. Executou suas peças em muitos lugares, escreveu artigos, redescobriu partituras e empreendeu restaurações, e deixou como um dos seus maiores legados a publicação do primeiro catálogo temático elaborado com critérios modernos, depois dos catálogos de Joaquim José Maciel (1887), Miguel Pedro Vasco (1902) e Correia de Azevedo (1932) e dos catálogos parciais do padre Antônio Romualdo da Silva (1922) e Olinto de Oliveira (s/d.).

Estudos recentes

Em 2002, a Funarte publicou dezoito obras sacras e profanas de José Maurício em uma coleção coordenada por Ricardo Bernardes, com edições preparadas por Bernardes, Cláudio Antonio Esteves e Maurício Monteiro. O Projeto Restauração e Difusão de Partituras trabalhou com manuscritos do Museu da Música de Mariana e publicou edições Urtext da Missa em mi bemol CPM 118, das Matinas e Encomendação de Defuntos CPM 183, de Libera me, Memento e Ego sum resurrectio CPM 213a e de outro Memento CPM 189. As edições traziam aparato crítico, estudo das fontes, textos introdutórios e partes para execução. A Biblioteca Alberto Nepomuceno da Escola de Música da UFRJ recebeu nova catalogação. O Museu Carlos Gomes, em Campinas, reorganizou seus manuscritos musicais. A Coleção Francisco Curt Lange, guardada no Museu da Inconfidência, recebeu catálogos próprios, e o Museu da Música de Mariana também reorganizou seu acervo. Em 2005, o acervo musical do Cabido Metropolitano do Rio de Janeiro foi reorganizado e catalogado, e parte das fontes passou a ser oferecida em formato digital e em CD-ROM. Em 2009, o Arquivo Cleofe Person de Mattos foi disponibilizado na internet e em CD-ROM. O arquivo contém reproduções digitalizadas de muitas das fontes consultadas por Cleofe, inclusive manuscritos da Biblioteca Alberto Nepomuceno.

Catálogo de obras

A identificação das composições de José Maurício segue principalmente o Catálogo temático das obras do Padre José Maurício Nunes Garcia, publicado por Cleofe Person de Mattos em 1970. Os números do catálogo são indicados pela sigla CPM, seguida do número atribuído à obra. O catálogo relaciona e descreve cerca de 235 composições para as quais Mattos encontrou fontes durante sua pesquisa, além de trazer um apêndice de obras desaparecidas conhecidas por documentos e catálogos anteriores e uma seção de obras de autoria discutível. Mattos agrupou o repertório em obras avulsas, missas, ofícios, música para cerimônias fúnebres, música para a Semana Santa, obras profanas, instrumentais, teóricas e orquestrações. As obras avulsas foram divididas em categorias como antífonas, benditos, cânticos, hinos, ladainhas, motetos, novenas, salmos, Tantum ergo e Te Deum. A numeração CPM nem sempre corresponde a uma relação simples de um número para cada composição. Mattos por vezes atribuiu números próprios a versões diferentes ou a seções que circulavam separadamente, enquanto em outros casos reuniu versões distintas sob uma mesma entrada. Algumas unidades litúrgicas também foram distribuídas entre verbetes diferentes. A Novena de Nossa Senhora do Carmo, por exemplo, envolve a própria novena CPM 67, a ladainha CPM 48 e o Tantum ergo CPM 83.

Gravações

A obra de José Maurício começou a ser registrada em disco em meados do século XX. A gravação mais antiga localizada é a Ave Maria do Responso de Natal, lançada pela Continental em disco de 78 rotações em 1949. A Associação de Canto Coral, fundada e dirigida por Cleofe Person de Mattos, participou de parte das primeiras gravações de maior extensão. Em 1957 registrou a Missa Pastoril para a Noite de Natal, com coro e orquestra sob a regência de Francisco Mignone. No ano seguinte gravou o Requiem de 1816 com a Orquestra do Theatro Municipal do Rio de Janeiro, sob a direção de Edoardo de Guarnieri. Em 1959, Guarnieri regeu a Orquestra Sinfônica Brasileira e a Associação de Canto Coral na gravação da Missa de Santa Cecília.

Concertos

A circulação das partituras restauradas levou obras de José Maurício de volta às salas de concerto e às igrejas. No Brasil, a Orquestra da Escola de Música da UFRJ realizou em 24 de setembro de 1980, na Igreja de Nossa Senhora do Carmo, um concerto dedicado ao compositor nos 150 anos de sua morte, com gravação ao vivo. Em 2017, a Osesp dedicou parte de sua temporada aos 250 anos de José Maurício. A Abertura em Ré foi apresentada em abril, e o Coro da Osesp executou a Missa de Réquiem em junho sob a regência de Carlos Alberto Figueiredo. As obras também integraram o álbum José Maurício 250, ao lado do Ofício Fúnebre a Oito Vozes. A Missa de Santa Cecília voltou a receber montagens com grandes formações corais e orquestrais. Em 2022, a Orquestra Sinfônica da Universidade de São Paulo apresentou a obra com os Meninos Cantores de Hamburgo, integrantes da Ocupação Cultural Jeholu e solistas, sob a regência de Luiz de Godoy, no Festival Sesc de Música de Câmara. A montagem foi finalista do Prêmio Concerto daquele ano.

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Homenagens

Em 1849, seu filho José Maurício Nunes Garcia Júnior publicou em homenagem ao pai a coleção Mauricinas, datada de 22 de setembro, aniversário de nascimento do compositor, e ornada com um retrato que ele próprio havia desenhado. A coleção foi impressa no mesmo ano pela tipografia de Paula Brito, em dois cadernos, um com um hino e doze peças para canto e piano e outro com quarenta valsas para piano. Em 22 de setembro de 1898, aniversário de nascimento de José Maurício, o Club Haydn de Porto Alegre dedicou seu 13.º concerto ao compositor e executou trechos do Requiem. José Maurício foi incluído entre os músicos e escritores escolhidos para a decoração do Salão Nobre do Teatro Amazonas, em Manaus. O salão recebeu oito bustos em gesso confeccionados no ateliê do escultor italiano Enrico Quatrinni, em Roma, representando José Maurício, Carlos Gomes, Henrique Gurjão, Gonçalves Dias, José de Alencar, Joaquim Manuel de Macedo, Domingos de Magalhães e Martins Pena. A decoração havia sido contratada ao artista italiano Domenico De Angelis, e o salão foi inaugurado em 24 de junho de 1900.

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Fontes consultadas

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