Clássico Patoense
O Clássico Patoense, também conhecido como Maiorais do Sertão, é o principal dérbi futebolístico da cidade de Patos, no sertão da Paraíba, cujo confronto envolve as equipes locais do Esporte Clube de Patos e do Nacional Atlético Clube. Disputado desde a década de 1960, o confronto é um dos mais tradicionais do futebol paraibano, reunindo grande rivalidade regional e intensa participação das torcidas locais, com suas partidas ocorrendo no Estádio José Cavalcanti, que pertence ao município e serve como palco comum para ambos os clubes, com seus encontros válidos principalmente pelo Campeonato Paraibano de Futebol, embora também já tenha ocorrido em outras competições oficiais e amistosos históricos.
O Clássico Patoense tem raízes que remontam ao início da década de 1960, quando o futebol ainda era praticado de forma amadora no estado da Paraíba e, consequentemente, em Patos. O Esporte Clube de Patos, fundado em 7 de julho de 1952 e o Nacional Atlético Clube de Patos, criado em 23 de dezembro de 1961, rapidamente passaram a protagonizar os principais embates da cidade, com as partidas disputadas no Campo do Ginásio, um campo que se localizava nas proximidades de onde hoje fica a Escola Monsenhor Manuel Vieira, e foi nesse local que às 17 horas do dia 14 de abril de 1963 realizou-se a primeira partida do Clássico Patoense, cujo placar final mostrou uma vitória de virada do favorito Esporte por 3–1 sobre o Nacional. As duas equipes disputavam suas partidas no Campo do Ginásio, porém, com a previsão de inauguração de uma moderna praça esportiva na cidade, os clubes que já estavam consolidados como principais equipes no cenário esportivo municipal, resolveram se profissionalizar em 1964, sendo eles então convidados a realizar a partida inaugural do referido estádio, ocorrida em 29 de novembro de 1964, com portões abertos e contando com a presença de diversas autoridades municipais e estaduais, como o Governador do estado, o prefeito José Cavalcanti, deputados estaduais, além de outras personalidades. A partida de inauguração teve o pontapé inicial dado por José Américo de Almeida e terminou com o placar de 2–1 favorável ao Nacional, sendo essa a primeira partida após a profissionalização das duas equipes.
Os números do clássico contemplam partidas oficiais realizadas no Campeonato Paraibano de 1965–2026 e as duas partidas ocorridas na Segunda Divisão do mesmo torneio em 2015, as partidas amistosas e jogos comemorativas na fase amadora não foram contabilizadas, totalizando 101 partidas oficiais já realizados, das quais 39 terminaram empatadas, sendo 18 pelo placar de 0–0, por outro lado, o Nacional lidera o número de vitórias, num total de 44, contra 17 vitórias do Esporte. O clube canarinho também lidera na quantidade de gols feitos, os quais contabilizam 143 tentos, contra 95 do esporte. Todas as partidas de clássico são marcantes, mas algumas partidas em especial costumam se destacar, seja por algum fato específico ocorrido em campo, pela importância da partida no contexto do campeonato ou principalmente pela expressividade do placar, uma vez que placares elásticos não são tão comuns no futebol, por tal motivo, as goleadas costumam ser as mais lembrados pelos torcedores dos clubes envolvidos no clássico. As maiores goleadas a favor de cada um dos dois clubes rivais já observadas no confronto foram as seguintes:


