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Cifra ADFGVX

A cifra ADFGVX é um método de criptografia que combina as técnicas de substituição de acordo com um diagrama de Políbio e transposição. O método foi desenvolvido pelo coronel Fritz Nebel do exército alemão no final da Primeira Guerra Mundial, a partir de uma versão menos complexa, a cifra ADFGX. A cifra foi quebrada poucos meses depois, pelo criptanalista francês Georges Painvain.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 26/07/2026
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Um exemplo criptografado com a cifra ADFGVX

A cifra ADFGVX baseia-se num quadrado de Políbio de 6x6, com 36 caracteres, que inclui as 26 letras do alfabeto latino e os 10 algarismos. A chave é constituída pelas letras A-D-F-G-V-X, escolhidas por serem muito distintas em código Morse evitando assim erros de transcrição nas comunicações via telégrafo. Para a comunicação entre partes ser bem sucedida, este diagrama variável tem que ser conhecido por ambas as partes. Supondo que utiliza o seguinte quadrado de Políbio: Para criptografar uma dada frase com este diagrama, as letras que compõem a mensagem são substituídas pelos seus equivalentes da chave utilizada. A mensagem cifrada é então organizada numa tabela baseada numa chave de tamanho variável de acordo com a dimensão da mensagem. O passo seguinte é ordenar a chave por ordem alfabética e transpôr a mensagem cifrada. Supondo que a chave criptográfica é a palavra "MURIEL", obtém-se:

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Utilização e deciframento

A cifra ADFGVX foi escolhida pelo exército alemão para criptografar as mensagens do alto comando do exército no início da que seria a última ofensiva da primeira guerra mundial. A cifra foi idealizada pelo coronel Fritz Nebel, a partir de um esquema semelhante, mas mais simples, baseado num diagrama de Políbio 5x5 e sem o passo de transposição. Na época, a cifra ADFGVX prometia segurança máxima e foi posta em prática pela primeira vez no dia 5 de Março de 1918, nas semanas que antecederam a ofensiva da Primavera (segunda batalha do Somme) iniciada a 21 de Março. No outro lado das trincheiras, as mensagens cifradas com ADFGVX foram interceptadas pelos franceses que reconheceram a importância desta cifra ininteligível. Com o início da segunda batalha do Somme, tornou-se claro que o lado inimigo estava a basear todas as comunicações do estado maior nesta cifra. Para desvendar a cifra ADFGVX, o exército francês recrutou o tenente Georges Painvin, um especialista em criptanálise militar. Painvain atirou-se ao trabalho dia e noite, utilizando técnicas de análise de frequência estatística, baseado nas mensagens interceptadas todos os dias. O seu trabalho focou o início das mensagens que eram estilizadas de acordo com os rígidos protocolos militares do exército alemão.

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