Choe Hyon
Choe Hyon, também conhecido como Sai Ken, foi um general e político norte-coreano.
Imagem: XIAOYU TANG · BY-SA · Openverse
Nasceu, no dia 06 de maio de 1907, em Hunchun, Jilin, China. Era filho de Choe Hwa-shim, que serviu na Unidade Hong Beomdo do Exército da Independência da Coreia no início do século XX. Sua mãe teria morrido em 1920, depois que os japoneses invadiram a Manchúria para suprimir o Movimento Primeiro de Março. Como tal, Choe Hyon tinha um histórico revolucionário vantajoso. Em 1925, foi preso pelos japoneses e ficou na prisão de Yanji por sete anos. Após sua libertação, se juntou ao movimento guerrilheiro antijaponês em julho de 1932. Depois disso, lutou como guerrilheiro no Movimento de Independência da Coreia. Ele ascendeu a uma posição de liderança no Exército Unido Antijaponês do Nordeste da China, e tornou-se membro do Partido Comunista da China (PCC). Também integrou 88ª Divisão de Rifle da União Soviética. Os historiadores oficiais da Coreia do Norte, atribuem os méritos das tropas coreanas na Batalha de Pochonbo (1937) à suposta liderança de Kim Il-sung, sendo um dos elementos do culto norte-coreano à personalidade do fundador da Coreia do Norte. Entretanto, algumas evidências apontam para a conclusão de que foi Choe Hyon quem comandou as tropas que atacaram Pochonbo. Choe também liderou tropas coreanas na batalha em Musan e Gansanbong.
Após a libertação da Coreia, Choe passou a integrar a facção Guerrilha do Partido dos Trabalhadores da Coreia do Norte, um grupo de cerca de 200 ex-guerrilheiros. Há evidências de que os principais guerrilheiros, incluindo Kim Il-sung, Kim Chaek, Kim Il, Choe Yong-gon e o próprio Choe Hyon, decidiram ajudar a fazer de Kim Il-sung o líder do futuro país, pouco antes de retornarem à Coreia, em setembro de 1945. Isso, apesar do fato de que Kim Chaek e Choe Hyon eram membros de mais alto escalão no Partido Comunista da China. Consequentemente, Choe não se tornaria o líder supremo do país, mas tornou-se parte de sua elite central. Decidiu-se, entretanto, que Kim Il-sung tinha a melhor reputação e habilidades. Consequentemente, Choe perdeu a liderança suprema do país, mas tornou-se parte de sua elite central. Após a libertação, o Exército Popular da Coreia foi organizado e Choe se tornou o comandante do Regimento da 1.ª Divisão em Kanggye., além disso:
Depois da Guerra da Coreia
Em 1956, tornou-se membro do Comitê Central do Partido dos Trabalhadores da Coreia (PTC) . A partir de 1965, passou a presidir a Comissão de Assuntos Militares do partido, mas não tinha assento no Comitê Político, para o qual foi nomeado em outubro de 1966 como membro titular, . No final da década de 1960 e no início da década de 1970, era um dos indivíduos mais poderosos nos meios políticos e militares da Coreia do Norte. norte-coreana. Como membro da Comissão Militar Central do PTC, era um dos "sete homens mais poderosos da Coreia do Norte". Com o seu posto de Ministro das Forças Armadas Populares, era "provavelmente o indivíduo mais poderoso na área militar além do próprio Kim Il-sung". Nessa época, era o melhor amigo pessoal de Kim e conhecido por seu passado de guerrilha. Morava no bairro nobre de Changkwang-dong, perto da residência de Kim Il-sung.
Imagem: Wei-Te Wong · BY-SA · Openverse
Choe publicou uma autobiografia: Over the Mountain-Waves of Mt. Paektu, que foi avaliada criticamente por: Robert A. Scalapino e Chong-Sik Lee, nos seguintes termos: "Embora muito reveladoras, algumas seções, particularmente em seus primeiros encontros com Kim Il-sung, são tão propagandísticas que não são confiáveis". Narrou seu primeiro encontro com Kim Il-sung, no Capítulo: "A Inesquecível Primeira Reunião" em Reminiscências das Guerrilhas Antijaponesas. Encontro que também foi narrado na autobiografia de Kim Il-sung, Memórias: No Transcurso do Século.. Em 1947, o poeta Cho Ki-chon escreveu o poema épico: Mt. Paektu, sobre a Batalha de Pochonbo., que foi uma obra fundamental do culto à personalidade de Kim Il-sung. A vida de Choe também foi narrada na 55.ª edição do filme Nação e Destino. Morreu em 10 de abril de 1982. Em 2012, o 30.º aniversário de sua morte em 2012 foi marcado com destaque na Coreia do Norte, onde um serviço memorial foi realizado, no qual coroas de flores foram colocadas no Cemitério dos Mártires Revolucionários, e a Agência Central de Notícias da Coreia publicou um artigo elogiando-o. Isso aconteceu em um momento em que seu filho Choe Ryong-hae (nascido em 1950) subiu na hierarquia do PTC e foi fortemente apresentado na 4.ª Conferência do PTC e na reunião anual da Assembleia Popular Suprema.


