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Charles de Gaulle

Charles André Joseph Marie de Gaulle, Lille, 22 de novembro de 1890 – Colombey-les-Deux-Églises, 9 de novembro de 1970) foi um general, político e estadista francês que liderou as Forças Francesas Livres durante a Segunda Guerra Mundial e presidiu o Governo Provisório da República Francesa de 1944 a 1946, a fim de restabelecer a democracia na França. Em 1958, saiu da reforma quando foi nomeado Presidente do Conselho de Ministros (Primeiro-ministro) pelo Presidente René Coty. Reescreveu a Constituição da França e fundou a Quinta República após a aprovação por referendo. Foi eleito presidente de França no final daquele ano, cargo para o qual foi reeleito em 1965 e manteve até sua renúncia em 1969.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 10/07/2026
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Primeiros anos e carreira militar

De Gaulle nasceu na região industrial de Lille, no Flandres francês, sendo o terceiro dos cinco filhos de Henri de Gaulle, um professor de história e literatura em uma faculdade jesuíta que mais tarde criou sua própria escola, e de Jules Maillot, empresária do ramo têxtil. Foi criado em uma família de devotos católicos, nacionalistas e tradicionalistas, mas também bastante progressistas. O pai de Gaulle, Henri, descendia de uma longa linhagem de aristocratas da Normandia e da Borgonha, enquanto sua mãe, Jeanne Maillot, pertencia a uma família de ricos empresários de Lille.

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Primeira Guerra Mundial

Durante a Primeira Guerra Mundial, foi feito prisioneiro durante a Batalha de Verdun, e esteve no mesmo campo de prisioneiros onde estava o jornalista Rémy Roure, que eventualmente seria um aliado político de De Gaulle e o futuro marechal soviético Mikhail Tukhachevsky, que foi executado em 1937 durante o Grande Expurgo. Nos anos 1920 e 1930 de Gaulle destacou-se como um proponente da guerra de blindados e defensor da aviação militar, que ele considerava um meio para romper o impasse da guerra de trincheira.

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Segunda Guerra Mundial

Durante a Segunda Guerra Mundial, foi promovido ao posto temporário de brigadeiro, liderando um dos poucos contra-ataques de cargos bem-sucedidos, antes da queda da França, em 1940. Em seguida, serviu por pouco tempo ao governo francês, antes do início da hierarquia, e logo refugiou-se na Inglaterra, de onde proferiu um famoso discurso, transmitido pelo rádio, em junho de 1940, no qual exortava o povo francês a resistir à Alemanha Nazista e organizando as forças francesas livres com oficiais franceses exilados no Reino Unido. Durante a Segunda Guerra Mundial rivalizou com o general Henri Giraud na liderança das forças militares e da Resistência francesa. Ao passo que o general Giraud tinha o apoio de Franklin Delano Roosevelt e dos Estados Unidos, De Gaulle foi preferido pelos sectores de esquerda da Resistência, que preferiam a postura mais antiamericana de De Gaulle, mesmo durante a guerra.

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Política

Após a guerra, fundou seu próprio partido político, o RPF. Embora se tivesse retirado da política em 1950, após a derrota do RPF, foi escolhido pela Assembleia Nacional Francesa para voltar ao poder como primeiro-ministro, durante a crise de maio de 1958. De Gaulle liderou a redação de uma nova Constituição, fundando a Quinta República e foi eleito Presidente da França, um cargo que agora detinha um poder muito maior do que na Terceira e Quarta Repúblicas.

Presidência

Como presidente, Charles de Gaulle pôs fim ao caos político que precedeu o seu regresso ao poder. Durante seu governo, promoveu o controle da inflação e instituiu uma nova moeda em janeiro de 1960. Também fomentou o crescimento industrial. Apesar de ter apoiado inicialmente o domínio francês sobre a Argélia, decidiu mais tarde conceder a independência àquele país, encerrando uma guerra cara e impopular. A decisão dividiu a opinião pública francesa, e de Gaulle teve que enfrentar a oposição dos colonos pieds-noirs e dos militares franceses que tinham inicialmente apoiado seu retorno ao poder. De Gaulle empreendeu o desenvolvimento de armas nucleares francesas e promoveu uma política externa pan-europeia, buscando livrar-se das influências norte-americana e britânica. Retirou a França do comando militar da OTAN - apesar de continuar a ser membro da aliança ocidental - e por duas vezes vetou a entrada do Reino Unido na Comunidade Europeia.

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Morte

De Gaulle faleceu em 9 de novembro de 1970, na comuna de Colombey-les-Deux-Églises, vítima de um aneurisma cerebral. Encontra-se sepultado no cemitério paroquial de Colombey-les-Deux-Églises, Champanha-Ardenas na França. De Gaulle é considerado como o líder mais influente da história da França moderna. Sua ideologia e seu estilo político - o gaullismo - ainda têm grande influência na vida política francesa atual.

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Legado

Reputação

De Gaulle fez 31 turnês regionais durante sua presidência, visitando todos os departamentos franceses; para muitas cidades pequenas, a visita foi um momento importante na história. Ele gostava de entrar nas multidões que o recebiam; um assessor observou quantas vezes as pessoas diziam "ele me viu" ou "ele me tocou", e outro recordou como uma mãe implorou a de Gaulle pelo toque do rei em seu bebê. Eles, apoiadores e opositores supunham que de Gaulle era uma figura semelhante a um monarca para os franceses.:616–618 Historiadores concederam a Napoleão e de Gaulle o status de líderes franceses de maior classificação nos séculos XIX e XX. De acordo com uma pesquisa de 2005, realizada no contexto do décimo aniversário da morte de François Mitterrand, 35 por cento dos entrevistados disseram que Mitterrand foi o melhor presidente francês de todos os tempos, seguido por Charles de Gaulle (30 por cento) e Jacques Chirac (12 por cento). Outra pesquisa da BVA quatro anos depois mostrou que 87% dos franceses consideravam sua presidência positivamente.

Memoriais

Vários monumentos foram construídos para comemorar de Gaulle. O maior aeroporto da França, localizado em Roissy, nos arredores de Paris, é chamado Aeroporto Charles de Gaulle. O porta-aviões de propulsão nuclear da França também leva seu nome.

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Fontes consultadas

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