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Manuel de Brito

Manuel de Brito foi um dos primeiros e maiores galeristas e livreiros portugueses do século XX.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 24/07/2026
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Biografia

Imagem: jaime.silva · BY-NC-ND · Openverse

Era filho de Francisca de Brito, doméstica, natural da Sertã (freguesia de Cernache do Bonjardim). Foi gerente da Livraria Escolar Editora (1945/1960), a mais completa na área de literatura científica em Portugal. Nela se iniciou como editor. A 7 de novembro de 1948, casou na igreja paroquial de Santa Engrácia, em Lisboa, com Maria Manuela Carvalho da Silva (Anjos, Lisboa, c. 1931), doméstica, filha do padeiro João Dias da Silva, natural de Estarreja (freguesia de Canelas), e de Dilar Maria Carvalho, doméstica, natural de Grândola. Por sentença transitada em julgado a 24 de janeiro de 1972, foi decretada a separação judicial de pessoas e bens entre o casal. A separação judicial foi convertida em divórcio por sentença transitada em julgado a 13 de julho de 1976. Em 1964 abriu em Lisboa a Galeria 111, que teria sucursal no Porto (1971). Ao longo da vida, reuniu cerca de 2000 obras de arte, desenho, pintura e escultura, uma das maiores e mais importantes coleções do país.

Livreiro

Fundada em 1960, a sua livraria situava-se no Campo Grande, junto da Cidade Universitária. Desde logo Manuel de Brito se tornou centro de atenções, não só como fornecedor actualizado de obras especializadas e de interesse cultural mas também como personalidade solidária com o movimento estudantil dos anos sessenta. A sua livraria tornou-se ponto de encontro de estudantes, artistas e intelectuais. Foi um sério opositor da Censura do Estado Novo e bateu-se, não sem sequelas, contra as proibições e apreensão de livros que o regime ordenava. Foi editor de obras gráficas, de livros de arte e de poesia. Apoiou estudantes universitários na execução das suas teses de mestrado e doutoramento.

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Fontes consultadas

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