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Cemitério de São João Batista

O Cemitério de São João Batista é uma necrópole multiconfessional municipal localizada no bairro de Botafogo, Rio de Janeiro. Único cemitério da Zona Sul da cidade, é administrado pela concessionária privada Rio Pax, desde agosto de 2014. Anteriormente era gerido pela Santa Casa de Misericórdia. Possui cerca de 25 mil túmulos, com aproximadamente 65 mil corpos sepultados, a maioria de católicos. Por sua importância histórica e artística, o São João Batista é considerado uma atração turística carioca, constando no roteiro cultural da cidade.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 19/07/2026
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História

Criado a partir do decreto nº 842, de 16 de outubro de 1851, que autorizou a Santa Casa de Misericórdia a administrar os cemitérios da cidade, foi oficialmente inaugurado em 4 de dezembro de 1852.[carece de fontes?] O primeiro sepultamento ali ocorrido foi de uma menina de quatro anos de idade, chamada Rosana, filha do comerciante Cândido Maria da Silva, no dia 6 de dezembro de 1851. Por dentro do terreno, sob o cemitério, passa o canalizado Rio Berquó, que desemboca na Praia de Botafogo. É um dos mais ornamentados cemitérios brasileiros, com centenas de ricos mausoléus e artísticas sepulturas. No centro, há uma capela dedicada a São João Batista. Possui uma quadra reservada para enterro das Irmãs de Caridade de São Vicente de Paulo, como forma de gratidão da Santa Casa de Misericórdia com as freiras que assistiam os enfermos e asilados da instituição. Lá também estão as criptas da Academia Brasileira de Letras (Quadra 29 nº 1778-E).

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Na atualidade

O cemitério sofreu ao longo de décadas com a incúria de sua antiga administradora, a Santa Casa de Misericórdia. Atos de vandalismo como pichações, roubo de ornamentos de metal e violação de tumbas eram recorrentes. Em 2011, denúncias de venda ilegal de jazigos começaram a surgir na imprensa e até de túmulos esvaziados e revendidos à revelia de seus proprietários originais. Com base nestas denúncias, o Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro passou a investigar a ocupação ilegal de espaços, onde o traçado original das aleias foi alterado e ocupado com mais jazigos, além de problemas relacionados à contaminação do lençol freático de Botafogo. As acusações contra a Santa Casa aceleraram a decisão da Prefeitura de conceder os cemitérios públicos da cidade para empresas privadas. No entanto, a mudança na administração do cemitério não cessou as ilegalidades.

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Sepultados famosos e visitação pública

Desde a sua inauguração, em 1852, que o local passou a ser local de sepultamento de personalidades que faleceram no Rio de Janeiro. A partir de sua área central estão localizados os "melhores túmulos e esculturas". A arquitetura dos túmulos constitui objeto de estudos, bem como da elaboração de roteiros para visita; a história dos monumentos funerários ali apresenta uma evolução como a característica do estilo neogótico e eclético no final do século XIX e começo do XX; no período entre-guerras muitas sepulturas militares foram erguidas, predominando o estilo art déco; “Neles vemos toda a opulência das famílias ricas”, como informou o especialista em história da arte, José Motta, que a partir de 1989 era o responsável pelas visitações ali.

Sepultamento de Juscelino Kubitschek

Geraldo Ribeiro, motorista do ex-presidente Juscelino Kubitschek e que morreu ao lado de seu patrão em 1976, foi originalmente enterrado no jazigo 410-B, quadra 12. No entanto, existe a possibilidade de que, na realidade, ali tenha sido sepultado o próprio ex-presidente. Explica-se: os caixões de ambos eram idênticos e foram velados juntos. No entanto, não havia nada que identificasse qual esquife era ocupado pelo ex-presidente e qual pertencia ao motorista. A dúvida foi revelada anos mais tarde pelo jornalista Murilo Melo Filho, que esteve presente aos funerais. Oficialmente, o corpo de Juscelino Kubitschek fora levado a Brasília e sepultado no Campo da Esperança, e depois depositado no Memorial JK, para onde foi trasladado em 12 de setembro de 1981; o corpo de Geraldo foi transferido pela família, também em 1981, para o Cemitério da Paz, em Belo Horizonte. Como as famílias dos dois mortos jamais se mostrou interessada em investigar a possibilidade de troca de cadáveres, persiste a dúvida que, entretanto, é questionada por biógrafos do ex-presidente, como Ronaldo Costa Couto.

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Fontes consultadas

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