Celso Sabino
Celso Sabino de Oliveira é um administrador, advogado e político brasileiro, atualmente filiado ao Partido Democrático Trabalhista (PDT). É deputado federal pelo Pará desde 2019 e foi ministro do Turismo do terceiro governo Lula de 3 de agosto de 2023 até 18 de dezembro de 2025.
Nascido na capital paraense, filho de Cipriano Sabino de Oliveira e Fátima Sabino de Oliveira, Celso Sabino trabalhou, desde os 14 anos de idade, na empresa Sabino Oliveira Comércio e Navegação (Sanave), fundada e presidida por Cipriano, que foi gerente de navegação e operações durante os anos de 1996 e 2002. Passou em diferentes cargos pela empresa, como office boy, almoxarifado, atendente de compras, na própria navegação e no serviço de embarque e desembarque. Pai de cinco filhos, o deputado casou-se pela segunda vez com Érika Sabino de Oliveira[carece de fontes?], declarando-se como cristão e evangélico praticante. Concluiu o ensino médio no Colégio Marista Nossa Senhora de Nazaré, em Belém, elegendo-se presidente do Grêmio Estudantil com aproximadamente 1 300 votos. Nesta mesma época, também chegou a presidente da Juventude do Partido Progressista (PP). Graduou-se em administração pela Universidade da Amazônia (UNAMA), e em direito pelo Centro Universitário do Estado do Pará (CESUPA). Além disso, possui pós-graduação em Controladoria, Auditoria e Gestão Financeira, pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) e concluiu o curso de aperfeiçoamento em Gestão Pública Tributária, pela Escola de Administração Fazendária (ESAF). Foi aprovado no exame da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e finalizou, em 2017, o doutorado em Ciências Jurídicas e Sociais, na Universidad del Museo Social Argentino (UMSA), na Argentina.
Imagem: Cleia Viana/Câmara dos Deputados · BY · Openverse
Cargos estaduais no Pará
Em 2010, elegeu-se como deputado estadual suplente em Belém e obteve 19.140 votos nas eleições daquele ano, assumindo sua posição em fevereiro de 2011 pelo Partido da República (PR), com a nomeação de Júnior Hage na Secretaria Estadual na Secretaria de Trabalho, Emprego e Renda na gestão de Simão Jatene. Em março de 2012, assumiu o cargo de Secretário Estadual na Secretaria de Trabalho, Emprego e Renda (Seter) no lugar de Hage, obtendo o reconhecimento de sua gestão pela conquista do recorde de cursos ofertados; pela proposição de encaminhamento à novos empregos; e pela melhora na agilidade do atendimento, com a redução do tempo de espera nas filas para protocolar o seguro-desemprego; além disso, também participou da criação da Feira do Artesanato Mundial (FAM) e da implantação do projeto “Seter nos bairros”, que levou todos os serviços da secretaria para mais perto do cotidiano civil. Permaneceu no cargo até junho de 2013.
Deputado federal
Em 2018, Celso Sabino foi eleito deputado na Câmara Federal, em Brasília, com 146 288 votos pelo PSDB e atuava, de março de 2019 até janeiro de 2021, como vice-líder do partido no Pará. Em 2021, anuncia sua saída do PSDB após desavenças entre algumas alas do partido, principalmente por ser o relator da chamada "PEC da Impunidade". Até então, o parlamentar já havia se envolvido em polêmicas dentro do próprio partido, sobretudo em se alinhar as políticas do Governo Jair Bolsonaro, levando a abertura do processo de expulsão do partido. Em julho de 2023, Sabino negou ser bolsonarista. Em 2022, foi eleito, por aclamação no dia 04/05, o novo presidente da Comissão Mista de Orçamento (CMO) na Câmara dos Deputados. Celso Sabino é o primeiro paraense a presidir a Comissão de Orçamento.
Ministro do Turismo
Em 14 de julho de 2023, foi nomeado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva para o cargo de ministro do Turismo, sendo empossado no dia 3 de agosto. Em 26 de setembro de 2025, Sabino anunciou que deixaria o ministério, ante a determinação de seu partido, o União Brasil, para que seus filiados deixassem os cargos no governo federal, após o partido deixar a base aliada do governo Lula. Porém, no dia 8 de outubro, o ministro declarou que decidiu permanecer no cargo e o União Brasil abriu um processo de expulsão por infidelidade partidária. Em 8 de dezembro de 2025, Celso Sabino foi expulso do União Brasil por infidelidade partidária, mediante decisão da Comissão Nacional do Partido, após se contrapor à determinação do partido de sair do governo Lula.
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Em 2011, Celso Sabino foi um dos principais atuantes no processo de discussão sobre a separação do estado do Pará. O deputado, que se posicionou contra a divisão paraense entre os estados do Novo Pará, Tapajós e Carajás, presidiu a frente contra os Tapajós. Aqueles que lutam pela separação alegam um abandono social por parte do governo, proveniente da distância física e política de regiões distantes de Belém. Em contrapartida, políticos contrários a divisão reiteram que a falta de qualidade nos índices da sociedade também são um problema em localidades próximas a capital, não sendo esse um argumento plausível e suficiente para separação. Além disso, os favoráveis também alertam para o sucesso da separação de outros estados, como o Tocantins, que apresenta bons índices sociais, como por exemplo, na educação. Celso Sabino rebate tal argumentação apontando as diferentes realidades entre os estados e dando exemplos de regiões como o Amapá, que apesar da separação, progrediu pouco em relação a qualidade de vida da sociedade.
Imagem: Cleia Viana/Câmara dos Deputados · BY · Openverse
Ligações com a Odebrecht
Filiado ao PSDB, o nome de Celso Sabino apareceu na lista de receptores de verba da organização Odebrecht (atual Novonor), investigada na operação Lava-Jato, referente às campanhas eleitorais de 2012 e 2014. Neste sentido, questionou-se a transparência das contas do partido, as quais não corroboraram para a identificação da proveniência do dinheiro, se concedido de forma legal ou como parte de propina.
Medidas protetivas e ex-esposa
Em 2014, a ex-esposa de Celso registrou um boletim de ocorrência contra o político em razão de "perturbação da tranquilidade". Visando proteger a integridade da ex-companheira de Celso, a 3ª Vara de Violência Doméstica e Familiar Contra a Mulher da Comarca de Belém instaurou algumas medidas protetivas, como a proibição de aproximação de 100 metros entre Celso e sua ex. O MP decidiu arquivar o caso, em 2017, por "atipicidade da conduta".
PEC da Impunidade
Em 2021, foi um dos relatores da polêmica "PEC da Impunidade", que dificulta a prisão de políticos em crimes pegos em flagrante.


