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Manaus

Manaus é a capital do estado brasileiro do Amazonas. É a sétima cidade mais populosa do Brasil, a sexta maior mancha urbana do país e sua região metropolitana, com mais de 2,8 milhões de habitantes, é a 11.ª mais populosa do país. A cidade possui um forte caráter cosmopolita, atraindo imigrantes e turistas de diversas nacionalidades. Localizada no centro da maior floresta tropical do mundo, é uma metrópole regional que exerce significativa influência no Norte do Brasil, especialmente na Amazônia Ocidental, seja no ponto de vista ambiental, cultural ou econômico.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 21/07/2026
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Etimologia

A origem do nome da cidade provém da tribo dos manaus, habitante da região dos rios Negro e Solimões. Na grafia antiga, escrevia-se manáos, preservando-se o o e acentuando-se a vogal precedente. Na língua indígena, a palavra significa mãe dos deuses. No século XIX a cidade chamava-se Barra do Rio Negro. Ainda no passado, a palavra manau era atribuída aos membros de uma das muitas tribos que habitaram o rio Negro. Os etnólogos afirmam que os índios manaus são de origem aruaque. Outras formas de se escrever o nome da cidade também foram utilizadas. Em 1862, na edição da tipografia escrita por Francisco José da Silva Ramos, o nome da cidade aparece com a grafia Manáus. Porém, na última página da tipografia, está grafado Manáos, nome comumente usado pelos habitantes da cidade e historiadores. Em uma manchete denominada Notizie Interessanti sulla Província delle Amazzoni – nel nord Del Brasile ("Notícias interessantes sobre a Província das Amazonas - no norte do Brasil"), editada em Roma, em 1882, o nome da cidade está grafado Manáos repetidas vezes. A cidade recebeu, em 1856, finalmente, o nome de Manáos, em homenagem à nação indígena dos manaus, o mais importante grupo étnico habitante da região, reconhecido historicamente pela sua coragem e valentia. Por decreto estadual de 17 de março de 1937, ficou estabelecida a grafia Manaus, utilizada até os dias atuais.

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História

Primeiros povos e colonização europeia

A região de Manaus, antes da chegada dos colonizadores, era habitada pelos povos nativos, com destaque aos manaus e aos barés. Em 3 de junho de 1542, a expedição do espanhol Francisco de Orellana descobriu e pôs o nome no rio Negro.

Fundação

A cidade tem sua origem na construção de uma fortificação portuguesa ocorrida, possivelmente, em 1669. Data que foi convencionada a usar como a fundação de Manaus. Alguns autores, como Mário Ypiranga Monteiro, afirmam que naquele ano o capitão Francisco da Mota Falcão foi enviado pela Coroa de Portugal ao rio Negro para erguer uma fortaleza, a fim de resguardar a entrada da Amazônia Ocidental das invasões estrangeiras, sobretudo de holandeses e espanhóis. A construção da fortaleza foi iniciada por Mota Falcão e finalizada pelo seu filho, Manoel da Mota Siqueira. Possuía um formato quadrangular e foi construída em pedra e barro, sem conter um fosso. Surgiu, então, o Forte de São José da Barra do Rio Negro, que recebeu esse nome em invocação a Jesus, José e Maria, erguido na margem esquerda do rio Negro. A população cresceu tanto que, para ajudar no catecismo, em 1695 os missionários (carmelitas, jesuítas e franciscanos) resolveram erguer uma capela próxima ao forte sob a invocação de Nossa Senhora da Conceição, a padroeira da cidade.

Guerra dos Manaus

A Guerra dos Manaus foi um conflito entre a etnia dos manaus e os portugueses, entre 1723 e 1728. Os manaus negavam-se a ser dominados e servir de mão de obra escrava, entrando em conflito com os colonizadores. As lutas só cessaram com o extermínio deste povo. O líder mais notório dos manaus foi Ajuricaba, forte opositor da colonização portuguesa. Ajuricaba foi preso e estava sendo conduzido a Belém para julgamento, porém, mesmo acorrentado, lançou-se nas águas do Rio Amazonas e jamais foi encontrado. Orgulhoso, o líder dos manaus preferiu a morte à escravidão.

Capitania de São José do Rio Negro

A Carta Régia de 3 de março de 1755 criou a Capitania de São José do Rio Negro, com sede em Mariuá (atual Barcelos), mas o governador Lobo D'Almada, temendo invasões espanholas, passou a sede novamente para o Lugar da Barra em 1791, por se localizar na confluência dos rios Negro e Solimões, que era um ponto estratégico. No entanto, D. Francisco de Souza Coutinho, capitão-geral do Grão Pará, iniciou campanha contra a mudança e, em maio de 1799, a sede voltou a Barcelos. Em outubro de 1807, o governador José Joaquim Victório da Costa deixou Barcelos e transferiu a administração definitivamente ao Lugar da Barra. A partir de 29 de março de 1808, o Lugar da Barra voltaria a ser sede da Capitania de São José do Rio Negro.

Período áureo da borracha

No Rio de Janeiro, a República Federativa do Brasil foi proclamada em 15 de novembro de 1889, extinguindo-se o Império. A província do Amazonas passou a ser o estado do Amazonas, tendo como capital a Cidade de Manáos. A borracha, matéria-prima das indústrias mundiais, era cada vez mais requisitada, e o Amazonas era um dos principais produtores mundiais. Intensificou-se o processo de migração para Manaus de brasileiros de outras regiões, sobretudo nordestinos. De acordo com o censo de 1872, 2 199 estrangeiros imigraram para o Amazonas, atraídos pela produção da borracha, sendo que a maioria destes passou a viver em Manaus. Os imigrantes eram, principalmente, portugueses, ingleses, franceses, italianos e de outras regiões da América, gerando um crescimento demográfico que obrigou a cidade a passar por mudanças significativas.

Industrialização e metropolização

Com a implantação da Zona Franca de Manaus em 1967, a cidade novamente ocupou lugar de destaque entre as principais do Brasil e da América Latina. Ao lado de Cuiabá, capital de Mato Grosso, é a capital que mais cresceu economicamente nos últimos quarenta anos, fato explicado principalmente pelo processo de industrialização em Manaus, que também atraiu milhares de migrantes que ocuparam de forma desordenada a periferia da cidade. O governo militar no Brasil tinha como proposta ocupar uma região até então pouco povoada, com a justificativa de criar condições de rentabilidade econômica. A grandíssima expansão urbana e demográfica de Manaus na década de 1970 trouxe consequências positivas e negativas para o município, que viu-se obrigado a abrigar cada vez mais migrantes vindos de vários estados brasileiros e do interior do estado, atraídos por uma melhor qualidade de vida.

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Geografia

Manaus localiza-se na margem esquerda do rio Negro com uma área de 11.401,092 km² e densidade demográfica de 191,45 habitantes por km², sendo a segunda maior capital estadual no Brasil em área territorial. Ilhas, arquipélagos, praias e áreas ecológicas são encontrados próximos à cidade, com destaque para o arquipélago de Anavilhanas, situado nos limites com Novo Airão, e o Encontro das Águas, famoso cartão-postal da cidade. Limita-se com os municípios de Presidente Figueiredo, Careiro, Iranduba, Rio Preto da Eva, Itacoatiara e Novo Airão. Manaus possui a quarta maior área urbana do país com 427 km², segundo dados da Embrapa divulgados em 2017. É a maior área urbana por município das regiões Norte e Nordeste. A vegetação da capital é densa, e tipicamente coberta pela floresta amazônica. Com uma flora diversificada, abriga vários tipos de plantas, além da vitória-régia, uma espécie aquática ornamental. Existem plantas bem próximas umas das outras, o que torna a vegetação úmida e impenetrável. Há espécies com folhas permanentes, encarregadas de deixar a floresta com um verde intenso o ano todo. Algumas árvores de origem amazônica, como a Andiroba e Mafumeira (também conhecida como Sumaúma), são cultivadas em parques da cidade, como o Parque do Mindu e o Parque Estadual Sumaúma. Este último recebe este nome em razão da grande quantidade de árvores mafumeiras que possui e é atualmente um parque estadual. Répteis como tartarugas, caimões e víboras também ali habitam. Toda a fauna da floresta tropical úmida presente na Amazônia também se encontra na cidade. Nas áreas rurais do município, há inúmeras espécies de plantas e pássaros, inúmeros anfíbios e milhões de insetos.

Hidrografia

A hidrografia de Manaus é formada por quatro bacias: Educandos, São Raimundo, Tarumã e Puraquequara e várias microbacias ou sub-bacias. Como a rede de drenagem é muito extensa, característica da região, é formada por diferentes processos geossistêmicos que atuam de diversas formas e em diferentes intensidades no tempo e no espaço, tais como o clima, o solo, o relevo, a hidrografia e a sociedade e seus espaços. As bacias hidrográficas urbanizadas merecem destaque tanto pela extensão territorial quanto número de indivíduos morando em sua área de abrangência, que foram denominadas segundo a identificação da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Sustentabilidade (SEMMAS): Bacias Hidrográficas do Tarumã e do Puraquequara, que estão parcialmente inseridas na malha urbana manauara, e Bacias do São Raimundo e do Educandos que se encontram integralmente no perímetro urbano de Manaus. Além das bacias menores, relativamente que são: bacias do Mauá, Mauazinho, Colônia Antônio Aleixo, Refinaria e Ponta Pelada.

Parques e espaços públicos

Há importantes parques, reservas ecológicas e espaços públicos no município, com boa parte deles sendo administrada pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Sustentabilidade (SEMMAS), Secretaria de Estado da Cultura (SEC) e Secretaria de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável do Amazonas (SDS). Alguns destes espaços são o Bosque da Ciência, Parque Municipal do Mindu, o Parque Estadual Sumaúma, o Parque dos Bilhares, o Jardim Botânico de Manaus, o Parque Senador Jefferson Peres, o Parque Lagoa do Japiim, o Parque Rio Negro, entre outros. Os três principais parques municipais são o Parque Municipal do Mindu, o Parque dos Bilhares e o Jardim Botânico Adolpho Ducke. O Parque do Mindu está situado no bairro Parque 10 de Novembro, tendo sido criado em 1993, por meio da Lei Municipal nº 219 de 11 de novembro. Possui 40,8 hectares e abriga uma considerável população de soim-de-coleira - um pequeno símio existente apenas na região de Manaus e, portanto, endêmica - além de um orquidário, um canteiro de ervas com propriedades terapêuticas e aromáticas e trilhas suspensas.

Problemas ambientais

A poluição atmosférica do ar na cidade é intensa, devido principalmente à enorme quantidade de automóveis que circulam diariamente na cidade e às indústrias pertencentes ao Polo Industrial de Manaus. Um estudo do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA), ressaltou que a região do Eldorado é a que apresenta o maior índice de poluição do ar, com alta concentração de dióxido de nitrogênio. O mesmo estudo afirmou que a poluição na cidade se dá de forma mais densa nos meses de agosto e setembro. No dia 26 de novembro de 2009, foi registrado um caso de chuva ácida em Manaus. Na questão territorial, Manaus sofreu diversas ocupações irregulares em suas áreas verdes entre as décadas de 1970 e 1980, que originaram, por sua vez, grande parte dos bairros periféricos da zona urbana. Em 2006, verificou-se que o município já havia desmatado 22% de sua área urbana. Até meados da década de 1970, a população manauara concentrava-se, sobretudo, nas regiões sul, centro-sul, oeste e centro-oeste do município, havendo uma densa população vivendo às margens de igarapés.

Clima

O clima de Manaus é considerado tropical úmido de monção (tipo Am segundo Köppen), com temperatura média compensada anual de 27 °C e umidade do ar relativamente elevada, com índice pluviométrico em torno de 2 300 milímetros (mm) anuais. As estações do ano são relativamente bem definidas no que diz respeito à chuva: o verão é muito chuvoso e o inverno relativamente seco. Já houve ocorrências pontuais de chuva de granizo na cidade. Devido à proximidade da linha do equador, o calor é constante do clima local. São inexistentes os dias de frio no inverno, e raramente massas de ar polar muito intensas no centro-sul do país e sudoeste amazônico têm algum efeito sobre a cidade, como ocorreu em julho e agosto de 1955, mas, apesar de raras, quando influenciam no clima, podem fazer com que a temperatura possa cair para 18 °C. Sua localização no meio da floresta normalmente evita extremos de calor e torna a cidade úmida.

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Demografia

Desenvolvimento humano

A cidade apresenta bons índices, constituindo-se um ótimo lugar para concentração de investimentos. Segundo dados divulgados pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) é de 0,737, considerado elevado. De acordo com dados de 2010, e a esperança de vida é de 74,5 anos, um aumento de 8,6 anos desde 1991, quando o município registrou 65,9 anos em esperança de vida. A esperança de vida é maior nas zonas sul, centro-sul e centro-oeste, comparando com as demais regiões da área urbana. A população de Manaus é de 2 303 732 habitantes, conforme estimativas do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em 2025, o que a coloca na posição de sétima cidade mais populosa brasileira, após São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Fortaleza, Salvador e Belo Horizonte. Destes, 48,82% são homens e 51,18% são mulheres; e 99,49% vivem em área urbana e 0,51 % em área rural. Entre as capitais estaduais brasileiras, foi Manaus quem registrou o maior crescimento populacional nas últimas décadas, de 22,24%, ultrapassando Recife e Curitiba. A taxa de fecundidade era de 2,1 filhos por mulher em 2010, e mais da metade da população (67,69%) tinha entre 15 e 64 anos de idade. Em 2008, 97,63% de sua população era alfabetizada e, em 2010, 3,75% viviam em situação de extrema pobreza.

Região metropolitana

Até meados da década de 1970, os espaços urbanos e aglomerados estavam limitados às zonas administrativas sul, centro-sul, oeste e centro-oeste. A área portuária da cidade era intensamente povoada, com pouca densidade nas regiões norte e leste. Após o boom da industrialização na década de 70, a cidade recebeu forte migração, e outras áreas e novos bairros na cidade foram surgindo, sendo que alguns através de ocupações irregulares, como é o caso do bairro Coroado, que ocupou parte da área verde pertencente à Universidade Federal do Amazonas. No início da década de 1980 iniciou-se um intenso processo de ocupação das áreas periféricas da cidade. A expansão para as zonas administrativas leste e norte, seja por ocupações regulares ou irregulares, marcaram o início do uso do solo estratificado e as novas ocupações que foram se formando na cidade já surgiram bem mais marcadas pelo nível de renda dos seus habitantes. Muitos dos maiores bairros que existem atualmente na cidade surgiram nessa década. Entre eles, os bairros de São José Operário, Zumbi dos Palmares, Jorge Teixeira e Santa Etelvina. A grande concentração populacional nas zonas leste e norte são, em parte, responsáveis pelo agravamento de problemas relacionados à ocupação desordenada do solo, destruições da cobertura vegetal, poluição dos corpos d'água e deficiência do saneamento básico.

Imigrantes e migrantes

Manaus é uma das cidades multiculturais do Brasil, com traços políticos e econômicos e culturais herdados dos colonizadores europeus e dos indígenas. Os indígenas iniciaram a ocupação humana na Amazônia, e seus descendentes, os caboclos, desenvolveram-se em contato íntimo com o meio ambiente, adaptando-se às peculiaridades regionais e oportunidades oferecidas pela floresta. Na sua formação histórica, a demografia de Manaus é o resultado da miscigenação das três etnias básicas que compõem a população brasileira: o indígena, o europeu e o negro, formando, assim, os mestiços da região (caboclos). Mais tarde, com a chegada de outros imigrantes vindos da Europa e de outras regiões do mundo, como japoneses, árabes e marroquinos, formou-se uma cultura de característica singular, vista nos valores e modo de vida dos habitantes da cidade.

Religião

Tratando sobre as religiões, são diversas as manifestações religiosas presentes na cidade. Embora tenha se desenvolvido sobre uma matriz social eminentemente católica, tanto devido à colonização quanto à imigração é possível encontrar atualmente dezenas de denominações protestantes diferentes, assim como a prática do candomblé, do Islão, do judaísmo, do espiritismo, entre outras. Nos últimos anos, o budismo, o mormonismo e as religiões orientais têm crescido bastante na cidade. Estima-se que há mais de mil seguidores budistas, seichonoitas e hinduístas. De acordo com dados do censo de 2010 do IBGE, a população de Manaus está composta por: católicos (53,68%); protestantes (35,56%); pessoas sem religião (6,82 %); espíritas (0,74 %); budistas (0,08%); e judeus (0,07%). Entre as igrejas protestantes, destacam-se a Assembleia de Deus (11,59%), Igreja Batista (3,18%) e Igreja Universal do Reino de Deus (1,97%). Entre as denominações cristãs restauracionistas, as que possuem maior número de adeptos são as Testemunhas de Jeová (0,72%) e A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias (0,41%). Entre as novas religiões orientais, destaca-se a Igreja Messiânica Mundial (0,03%). A Umbanda e o Candomblé representam juntas 0,07% da população religiosa. Tradições esotéricas são realizadas por 0,03% da população, e as religiões indígenas e tribais são seguidas por 0,01% dos religiosos. Segundo o censo brasileiro de 2022, a composição religiosa da cidade era de 44,38% católicos, 39,49% evangélicos ou protestantes, 0,63% espíritas, 0,53% umbandistas ou candomblecistas, 0,02% religião tradicional, 5,98% outra religião, 8,85% irreligiosos, 0,08% desconhecidos e 0,05% não declarados.

Criminalidade

Manaus ocupa a 31.ª posição entre as cidades mais violentas do mundo, de acordo com uma pesquisa feita pela ONG mexicana Conselho Cidadão para Segurança Pública, sendo a 12.ª mais violenta do país e a segunda maior taxa de homicídios na região norte do Brasil, abaixo apenas de Belém. A média de homicídios na cidade é de 42,53 para cada grupo de 100 mil habitantes. Em 2011, a cidade ocupava a 26.ª posição no ranking das mais violentas em nível mundial, em uma pesquisa promovida pela mesma ONG, e a 5.ª posição entre as cidades do Brasil.

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Governo e política

O poder executivo do município de Manaus é representado pelo prefeito e seu gabinete de secretários municipais, seguindo o modelo proposto pela Constituição Federal. A contar de 1890, Manaus já possuiu 94 governantes majoritários, 76 destes nomeados e dezoito prefeitos eleitos por votação direta (voto popular). É notável ainda, o número de prefeitos que renunciaram ao cargo: ao todo, foram sete prefeitos. O prefeito atual de Manaus é David Almeida, do Avante. O poder legislativo é representado pela câmara municipal, composta por 41 vereadores eleitos para cargos de quatro anos (em observância ao disposto no artigo 29 da Constituição, que disciplina um número mínimo de 33 e máximo de 41 para municípios entre um milhão e cinco milhões de habitantes). O presidente atual da câmara municipal é o vereador Caio André, do PSC. Cabe à casa elaborar e votar leis fundamentais à administração e ao Executivo, especialmente o orçamento municipal (conhecido como Lei de Diretrizes Orçamentárias).

Segurança pública e defesa nacional

A Polícia Militar do Amazonas (PMAM) integra o sistema de segurança pública e defesa social do Brasil, com a função primordial de policiamento ostensivo e a preservação da ordem pública estadual; além de outras atribuições previstas na legislação federal e estadual. Seus integrantes são denominados militares dos Estados, e a corporação é força auxiliar e reserva militar do Exército Brasileiro. A Polícia Civil do Estado do Amazonas, é um órgão do sistema de segurança pública ao qual compete, nos termos do artigo 144, § 4.º, da Constituição Federal e ressalvada competência específica da União, as funções de polícia judiciária e de apuração das infrações penais, exceto as de natureza militar.

Relações internacionais

A cidade possui a representação de diversos consulados. Entre os países da América do Sul, fazem-se presentes os consulados do Chile, Colômbia, Equador, Peru, e Venezuela. Dois dos três países da América do Norte possuem representação no município, sendo estes Estados Unidos e México. Países asiáticos como Japão e Filipinas também mantém consulados no município, além da Síria. O continente europeu é o de maior representação, com 18 países mantendo consulados na cidade. Alguns destes são Alemanha, Espanha, França, Grécia, Itália, Noruega, Países Baixos, Portugal, Reino Unido, República Checa, Romênia, e Suíça. Manaus não possui representações de países da África, da Oceania e da América Central.

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Subdivisões

O município de Manaus encontra-se dividido em sete zonas geográficas, que são as seguintes: Norte, Sul, Centro-Sul, Leste, Oeste, Centro-Oeste e Rural-Ribeirinha. Os dados do censo de 2010 apontam a zona Norte como a mais populosa, com 501 055 habitantes. Entretanto, é a zona Leste que possui a maior área territorial, com 15 568,39 hectares. Até 1991, os bairros pertencentes às zonas sul e oeste concentravam a maior parte dos domicílios da cidade, especialmente nos bairros Educandos, Nossa Senhora Aparecida, Colônia Oliveira Machado, Crespo, São Lázaro, Betânia, Compensa, São Raimundo, Santo Antônio e Glória, sendo que estas duas regiões são as de ocupação mais antiga em Manaus. A partir de meados dos anos 1980, outras zonas passaram a ser ocupadas e consolidadas, diminuindo a concentração populacional na área central. Neste mesmo período, a zona norte registrou crescimento populacional de 183%, enquanto a zona sul obteve apenas 9,34%.

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Economia

Manaus é a quinta maior economia do Brasil. Segundo dados do IBGE de 2023, seu produto interno bruto (PIB) somou 127,6 bilhões de reais. No mesmo ano, a renda per capita foi de 61 855,15 reais, sendo a capital com o maior PIB per capita na região Norte. Destaca-se o setor de serviços com 44,3 bilhões de reais a preços correntes, o que representa 42% de todo o PIB manauara. Manaus ostenta o maior PIB entre todos os municípios das regiões Norte/Nordeste e a maior renda per capita entre os municípios amazonenses. Dos três setores econômicos, o primário é o de menor expressividade na economia local, com boa parte da atividade agropecuária se concentrando ao longo das principais rodovias. De todo o PIB do município, 206 milhões de reais é o valor adicionado bruto da agropecuária em 2019. A Zona Franca de Manaus (ZFM) se destaca como um dos maiores centros industriais do Brasil, abrigando importantes indústrias das áreas de transportes e comunicações. Trata-se de um modelo econômico com características de isenção fiscal, implantado pelo governo brasileiro em 1967, através do Decreto-Lei nº 288, objetivando desenvolver economicamente a Amazônia — ao mesmo tempo que estimula a preservação da biodiversidade e meio ambiente — integrá-la ao resto do país e garantir a soberania nacional sobre suas fronteiras com os países Andinos. Na indústria petroquímica, Manaus possui a Refinaria Isaac Sabbá (Reman), fundada em 1957 e incorporada à Petrobras em 1974. Possui capacidade instalada para 46 mil barris por dia, atendendo aos estados do Acre, Amapá, Amazonas, Pará, Rondônia e Roraima. Seus principais produtos distribuídos são gás liquefeito de petróleo (GLP), nafta petroquímica, gasolina, combustível para aviação, óleo diesel, asfalto e óleos combustíveis.

Turismo

O município é o maior destino de turistas na Amazônia e foi o 8.º destino brasileiro mais visitado pelos estrangeiros em 2013. A cidade de Manaus entrou na lista mundial dos melhores destinos turísticos em 2023, segundo o jornal americano The New York Times. Na menção à capital amazonense, o diário nova-iorquino sugere alguns restaurantes para o turista apreciar a culinária de origem indígena. Há um significativo número de hotéis de selva em sua região metropolitana, que funcionam também como atrativos turísticos. Uma das principais atrações turísticas é o Teatro Amazonas, símbolo arquitetônico e cultural datado de 1896 - época áurea da borracha - e Patrimônio Histórico Nacional.

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Infraestrutura

Urbanismo

Desde o século XIX, Manaus é um dos principais centros econômicos do Brasil. Seu processo urbanístico acelerou-se durante ciclo da borracha, era de grande prosperidade na capital amazonense. As exportações de borracha atraíram investidores dos Estados Unidos e Europa, que fizeram grandes intervenções urbanas na cidade, como avenidas, bondes elétricos, pontes, rede elétrica, iluminação pública, telégrafo, porto, água encanada, palácios, teatros, entre outros. Manaus é a capital mais urbanizada da Região Norte, com 95,14% de suas vias pavimentadas e com 82,68% de calçadas ou passeio, segundo dados do Censo 2022 do IBGE. A capital amazonense tem índices de saneamento em expansão. O abastecimento de água potável foi universalizado, com 100% da população urbana servida pela rede de abastecimento de água. Manaus apresentou evolução nos indicadores de esgotamento sanitário saltando de 12% em 2018 para 38% de cobertura em 2024. Manaus é a capital da Região Norte que mais promoveu investimentos no âmbito do saneamento básico, segundo o Instituto Trata Brasil, por meio da pesquisa "Ranking do Saneamento 2023". A concessionária tem como meta atingir 90% de esgotamento sanitário da área urbana de Manaus até 2033 e universalizar o serviço a partir de então.

Saúde

Manaus é um dos maiores e principais polos de saúde da região amazônica e do Brasil. Dentre um dos destaques de modelos hospitalares e de saúde na capital manauara, está o Hospital Delphina Aziz classificado como o terceiro maior hospital do Brasil e também considerado "hospital modelo" por sua inovação e avanço tecnológico em seus leitos e integridade; o Hospital Adventista que é considerado o melhor hospital da capital, do estado, uns dos melhores do Brasil e do mundo e juntamente sendo uns dos melhores para trabalhar segundo a revista americana Newsweek; e o Complexo Hospitalar 28 de Agosto sendo o maior complexo hospitalar da região Norte.

Educação e ciência

O relatório do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB), de 2013, apresenta Manaus com um resultado de 4,8 pontos para os anos iniciais do ensino fundamental (1.º ao 5.º ano), e 3,7 pontos para os anos finais do ensino fundamental - 6.º ao 9.º ano. O município obteve a 14.ª colocação entre as capitais brasileiras no que tange às notas dos anos iniciais no IDEB, e nos anos finais, a nota do exame do município alcançou a 16.ª colocação. Houve um aumento no índice registrado pelo município desde a primeira avaliação, em 2005, até a última, em 2013, mas se comparada com as demais capitais da Região Norte, Manaus é superada por Palmas, Rio Branco e Boa Vista. A Escola Municipal Professora Léa Alencar Antony foi a que apresentou melhor resultado no IDEB, com 7,1 pontos totais.

Comunicações

Segundo dados da ANATEL, em dezembro de 2018 Manaus possuía 153.643 telefones fixos (referentes apenas às concessionárias da Telemar). O índice por área de discagem direta a distância (DDD) da cidade é de 092. A capital amazonense foi a primeira da Região Norte do país a receber a tecnologia 4G, em julho de 2013. A cidade de Manaus possui cobertura 2G, 3G, 4G e 5G das operadoras Claro, Oi, TIM e Vivo. Desde 2011, a cidade conta com serviços de internet por fibra ótica da Oi. A rede de fibra ótica interliga Manaus a Santa Elena, na fronteira com a Venezuela. Em 2013, a operadora TIM concluiu a instalação de sua rede de fibra ótica no trecho entre Manaus e Tucuruí.

Transportes

O principal meio de transporte público (ônibus) é administrado por esferas diferentes: Instituto Municipal de Mobilidade Urbana (IMMU) e o Sindicato das Empresas de Transportes de Passageiros do Estado do Amazonas (SINETRAM), organização sindical representante do consórcio de empresas responsáveis pelo transporte público da cidade de Manaus. O sistema de transporte público de Manaus visa atender e garantir o direito de livre circulação para os mais de dois milhões de habitantes no município. Desde 2002, a cidade conta com o Bus Rapid System (BRS), ou Sistema de Ônibus Rápido, que consiste em uma grande estrutura tronco-alimentadora com corredores exclusivos. Para facilitar o transporte na cidade, a prefeitura permite a atuação de micro-ônibus nas zonas Norte e Leste. O transporte coletivo de passageiros em vans ou peruas é proibido, sendo que o transporte terceirizado é permitido em alguns bairros da zona Leste, no Distrito Industrial, e nos bairros Cidade de Deus e Nova Cidade. Cerca de 900 mil pessoas utilizam o transporte coletivo diariamente na cidade, que possui uma frota de 1 620 ônibus, com centenas de linhas regulares exploradas por 10 empresas.

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Cultura

O setor de cultura de Manaus é administrado pela Fundação de Cultura, Turismo e Eventos (Manauscult), que passou a ser a organização oficial de regulamentação da cultura no município através da Lei nº 25 de 31 de julho de 2013. As ações da Manauscult são voltadas para a coordenação, planejamento e promoção da política cultural manauara, sendo esta responsável pela administração direta do patrimônio histórico, artístico e arqueológico do município de Manaus. A Manauscult possui, entre suas subordinações, o Conselho Municipal de Cultura, Conselho Gestor do Fundo Municipal de Preservação do Patrimônio Cultural e o Centro de Atendimento ao Turista (CAT). Os aspectos históricos e geográficos contribuem em boa parte para a formação cultural de sua população. A presença dos indígenas - povos nativos da região - pode ser verificada em muitos dos costumes locais, como a culinária, a linguagem e o artesanato. O domínio europeu também é verificado, precisamente em sua arquitetura, bem como a influência de povos de outras partes do Brasil, como os nordestinos, onde sua marca dá-se notadamente na música, com ritmos como o forró. A partir do fim do século XIX e início do XX, quando a cidade viveu o apogeu da borracha, muitos de seus edifícios culturais vistos hoje foram construídos, entre eles o Teatro Amazonas e o Palácio da Justiça, principais representações deste período da história da cidade. Manaus sediou a 1.ª Feira Mundial de Artesanato, em 2012, e a 2.ª Feira Mundial de Artesanato, em 2013, uma iniciativa de produção e exposição do artesanato cultural de 16 países.

Literatura e teatro

Em Manaus, nasceram alguns escritores, compositores e poetas conhecidos no Brasil, como Aníbal Beça (1946-2009), autor dos livros Filhos da Várzea e Folhas da Selva; Milton Hatoum (1952), conhecido por abordar parte da história de Manaus em suas obras e vencedor do Prêmio Jabuti de Literatura por três vezes, com os livros Relato de um certo Oriente (1990), Cinzas do Norte (2005) e Dois Irmãos, sendo que este último foi adaptado por Luiz Fernando Carvalho e transformado em minissérie pela Rede Globo; Astrid Cabral (1936), vencedora dos prêmios Olavo Bilac (1987), Prêmio Nacional de Poesia Helena Kolody (1998) e Prêmio Nacional de Poesia da Academia Brasileira de Letras (2004); e o escritor e autor de telenovelas Antônio Calmon.

Música

A cidade possui nomes de renome como Teixeira de Manaus, saxofonista, cujos sucessos mais lembrados são Deixa meu Sax entrar; Alegria do Sax, Amassa a Moça; e o sambista Chico da Silva, cujos sucessos são Pandeiro é meu Nome; Tempo Bom; Esquadrão do Samba; É Preciso Muito Amor; Domingo de Manaus; Cantiga de Parintins; entre outros. O município também foi o berço da banda Carrapicho, que ganhou fama mundial com o sucesso Tic, Tic Tac, tornando-se o hit número um em várias partes do mundo em 1996, chegando a ficar em primeiro lugar nas paradas de diversos países europeus. O grupo vendeu mais de 15 milhões de discos, especialmente na França. Entre os cantores manauaras de maior reconhecimento, estão artistas como Vinícius Cantuária (autor do hit Só Você), Eliana Printes, cantora de MPB, e a cantora de música pop eletrônica Lorena Simpson.

Museus e bibliotecas

Diversos museus são encontrados na cidade, entre eles o Museu do Índio (com três mil peças e utensílios de grupos indígenas da Amazônia), Museu do Homem do Norte (hoje em dia fechado, o museu apresentava o estilo de vida dos habitantes desta região do país), Museu Amazônico (dedicado à pesquisa da Amazônia e suas culturas), Museu de Ciências Naturais da Amazônia (com exposição de animais e espécies de peixes da floresta amazônica empalhados), Museu de Numismática do Amazonas (com exposição de coleções de moedas, cédulas e documentos históricos), Museu do Porto (dedicado à história da navegação e comércio no período da borracha), Museu Tiradentes (dedicado à história da Polícia Militar do Amazonas), Museu de Imagem e do Som do Amazonas (dedicado ao cinema), Pinacoteca do Estado do Amazonas (com um acervo de mil obras de artistas brasileiros e estrangeiros dos séculos XIX e XX), além de outros museus. Todas as obras e exposições existentes nos museus foram adquiridas primeiramente pelo poder público, com exceção das exibidas no Museu de Numismática do Amazonas, que foi adquirida através do acervo pessoal do do humanista pernambucano Cícero Peregrino Dias, e comprada pelo Governo do Amazonas em 1899, através da Lei nº 296.

Esportes

Manaus é um importante centro esportivo do Brasil, abrigando sede da Confederação Sul-Americana de Atletismo, na qual promoveu três Campeonatos Sul-Americano de Atletismo na cidade (1991, 1995 e 2001). Entre os principais eventos dos quais a capital amazonense foi sede, estão a Copa Ouro de 1996, a Copa do Mundo FIFA de 2014 e o Jogos Olímpicos de Verão de 2016. O município é sede de cinco grandes clubes amazonenses: Nacional, Rio Negro, Amazonas, São Raimundo, Fast Clube e Manaus. O Nacional além de ser o maior campeão estadual, notabilizou-se nacionalmente ao conquistar o Torneio Centro/Sul-Norte/Nordeste em 1969. O São Raimundo ascendeu no âmbito regional ao conquistar três vezes a Copa Norte. Já o Manaus, clube fundado em 2013, desponta como a nova força do futebol amazonense, com três conquistas estaduais seguidas e o vice-campeonato da Série D de 2019, garantindo acesso à Série C em 2020.

Feriados locais

Além dos feriados nacionais, o município reconhece outras três datas anuais como sendo feriado decretado: o dia 5 de setembro, em virtude da comemoração da elevação do Amazonas à categoria de província; 24 de outubro, data de aniversário do município;[nota 1] e o dia 8 de dezembro, Dia de Nossa Senhora da Conceição (padroeira do estado do Amazonas).

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Fontes consultadas

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