Partido da Causa Operária
Partido da Causa Operária (PCO) é um partido político brasileiro de extrema-esquerda, historicamente trotskista. Suas cores são o vermelho e o amarelo e seu número eleitoral é o 29. Foi fundado em 1995 por dissidentes da Causa Operária (CO) filiados ao Partido dos Trabalhadores (PT), e seu presidente é desde então o jornalista Rui Costa Pimenta.
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Causa Operária
Em 1979 foi fundada a Causa Operária (CO), uma organização de esquerda marxista, de orientação trotskista, atuante no Brasil entre os anos 1980 e 1990, dando origem posteriormente ao Partido da Causa Operária. Surgiu a partir de dissidência da então clandestina Organização Socialista Internacionalista (OSI), ligada ao dirigente trotskista francês Pierre Lambert, com o nome de Tendência Trotskista do Brasil, como uma organização de esquerda marxista, de orientação trotskista. O motivo da separação envolve leituras divergentes em relação à situação argentina no âmbito da IV Internacional liderada pelo francês Pierre Lambert, em que se referenciava a OSI. Inicialmente denominada Organização Quarta Internacional, posteriormente o grupo passou a ser reconhecido pela denominação de seu jornal porta-voz (então mensal), Causa Operária, publicado desde junho de 1979.
Expulsão do Partido dos Trabalhadores e fundação do Partido da Causa Operária
Em 1992, após sua expulsão do Partido dos Trabalhadores (PT), o Partido da Causa Operária integrou-se à Frente Revolucionária, composta principalmente pela Convergência Socialista, e que resultou na fundação do Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado (PSTU). Vetada na Frente antes da formação do Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado (PSTU), os militantes da corrente Causa Operária reorganizaram-se como partido político legal a partir de 1995, mudando seu nome para Partido da Causa Operária para marcar a continuidade organizativa, política e ideológica. O Partido da Causa Operária obteve seu registro definitivo em 30 de novembro de 1997, tendo o número 29 como código eleitoral.
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O Partido da Causa Operária é conhecido por suas posições comunistas revolucionárias de extrema-esquerda, defendendo as ideologias de Karl Marx e Leon Trótski. O Partido da Causa Operária é contra a política de desarmamento, sendo a favor da população armada para se defender, dizendo que a violência é estimulada pelo aparato "político-militar-judiciário". Além disso, o presidente do partido, Rui Costa Pimenta, afirma que: Diz o coletivo feminino do partido que "defende a legalização do aborto como parte dos direitos democráticos da população". E ainda: "A moral e a religião não pertencem a essa discussão, a decisão sobre a continuidade ou não de uma gestação pertence à mulher". Rui Costa Pimenta afirma que a posição do partido é: O Partido da Causa Operária acusa os Estados Unidos e a França de utilizarem a Amazônia para interferirem no Brasil, com a desculpa de "proteger a natureza". O partido acusa o governo norte-americano, com a ajuda de Israel, de querer controlar o Irã e toda a região do Oriente Médio por causa do petróleo e poder econômico. O partido também expressa solidariedade a movimentos fundamentalistas islâmicos anti-imperialistas. Em 2021, o Partido da Causa Operária celebrou o triunfo do Talibã na Guerra do Afeganistão, classificando-o como uma "vitória de todo povo oprimido".
Acusações de desrespeito aos direitos humanos
Por apoiarem o movimento Talibã, o Partido da Causa Operária e os seus apoiantes são acusados por movimentos de esquerda (principalmente movimentos pelos direitos das mulheres e movimentos LGBT) de desrespeitar os direitos humanos, pois afirmam que o partido defende um regime hostil às mulheres e outras minorias (como LGBTs e não-muçulmanos) e que menosprezam as vítimas fatais que tiveram seus direitos desrespeitados pelo Talibã.
Ataques a outros ativistas de esquerda
Apesar de ser um partido de esquerda, o Partido da Causa Operária é notório pelos seus ataques contra feministas, ativistas dos direitos indígenas, ativistas do Movimento dos Trabalhadores Rurais sem Terra (MST), estudantes e membros de outros partidos de esquerda, que acusam o partido de truculência e de ter uma posição semelhante ao fascismo.
Acusações de autoritarismo e nepotismo
Antigos militantes do partido acusam Rui Costa Pimenta de praticar nepotismo, afirmando que os seus três filhos conseguiram cargos no partido não por mérito próprio, mas porque eram seus filhos (o mais novo dos seus três filhos, Carlos Henrique Caproni Pimenta, foi nomeado para uma posição importante dentro do partido quando ainda era adolescente).
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No dia 2 de junho de 2022, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, incluiu o Partido da Causa Operária no Inquérito das Fake News, dando cinco dias para a Polícia Civil ouvir o presidente da sigla, Rui Pimenta. O ocorrido aconteceu após o partido fazer uma série de acusações contra o Supremo Tribunal Federal, chamando Alexandre de Moraes de "skinhead de toga" e afirmar que ele estava preparando um golpe. Alexandre afirma que há indícios que o partido estava usando dinheiro público para fins ilícitos, incluindo divulgação em massa a ataques a instituições democráticas e desrespeito a parâmetros constitucionais que protegem a liberdade de expressão. Foi determinado o bloqueio dos perfis do partido no Facebook, Instagram, Telegram, Twitter, Youtube e TikTok, porém o histórico de mensagens foi preservado. Não é a primeira vez que o Partido da Causa Operária entra em polêmicas com o Supremo Tribunal Federal. Em abril, o partido defendeu Daniel Silveira contra a decisão de prisão do tribunal, afirmando que o período máximo de prisão deveria ser apenas 9 anos, e Rui Pimenta afirmou que a instituição deveria ser extinta.


