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Cateterismo de coronárias

Cateterismo de coronárias ou angiografia de coronárias é um procedimento minimamente invasivo para acessar a circulação coronária e cavidades do coração, usando um cateter. É realizado tanto para fins diagnósticos, como para intervenção (tratamento).

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 15/07/2026
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História

A técnica da angiografia propriamente dita foi desenvolvida pela primeira vez em 1927, pelo médico português Egas Moniz, na Universidade de Lisboa, em uma angiografia cerebral. A visualização da vasculatura foi obtida por radiação com raios-X, com o auxílio de um contraste introduzido por cateter. O cateterismo cardíaco foi realizado pela primeira vez em 1929, quando o médico alemão Werner Forßmann inseriu um tubo de plástico em sua própria veia cubital e o direcionou para a câmara direita do coração. Forßmann fez um raio-x para provar o sucesso do procedimento e o publicou em 5 de novembro de 1929, com o título Über die Sondierung des Rechten Herzens (Sobre a Sondagem Correta do Coração). No início da década de 1940, os fisiologistas André Cournand (francês) e Dickinson Richards (norte-americano) realizaram medições mais metódicas da hemodinâmica do coração. Por seu trabalho na descoberta de cateterismo cardíaco e medições hemodinâmicas, Cournand, Forßmann e Richards dividiram o prêmio Nobel de Fisiologia ou Medicina em 1956.

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Indicação e riscos

O procedimento é indicado nas ocorrências de infarto do miocárdio, angina de Prinzmetal, teste ergométrico com resultado anormal, insuficiência cardíaca, arritmia cardíaca grave, sobrevivência a morte súbita cardíaca. É o procedimento padrão para identificar a presença e a extensão da aterosclerose coronária. Embora não existam contraindicações absolutas para realização do cateterismo de coronárias, os riscos associados podem ser atribuídos tanto a complicações cardíacas e como não cardíacas. Estados específicos pertencentes ao perfil médico geral do paciente, como idade avançada, insuficiência renal, diabetes mellitus não controlada e obesidade mórbida podem aumentar o risco de complicações. O estado cardiovascular subjacente do paciente pode predispor ainda mais a eventos adversos. A extensão da aterosclerose coronária, insuficiência cardíaca congestiva com baixa fração de ejeção, acidente vascular cerebral recente ou infarto do miocárdio e propensão ao sangramento, por exemplo hemofilia, são algumas das características cardiovasculares que podem aumentar as complicações cardíacas e vasculares durante o procedimento. Além disso, o tipo de procedimento a ser realizado, seja angiografia coronariana diagnóstica ou intervenção coronariana percutânea adicional, pode diferenciar os risco potenciais.

Reações alérgicas adversas

Reações alérgicas locais e sistêmicas à anestesia local são extremamente raras. Meta-hemoglobinemia, reações semelhantes à asma, reação vasodepressora (colapso de vasos sanguíneos) e toxicidade da anestesia foram relatadas. A maioria dos relatos é com os agentes mais antigos e tem sido pouco relatada com agentes amida, como a lidocaína. As reações geralmente são dermatológicas e raramente são anafiláticas. As reações que ocorrem são geralmente secundárias aos conservantes utilizados na preparação da medicação. O uso de agentes sem conservantes, como a bupivacaína, e o teste cutâneo são necessários em pacientes com histórico de reações a anestésicos locais.

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Procedimento

Utilizando um cateter-guia, é possível passar uma variedade de instrumentos para dentro da artéria, como fios guia e cateteres de dilatação por balão. Ao injetar o radiocontraste por uma pequena passagem através do cateter de balão, o balão é progressivamente expandido. As pressões hidráulicas são aplicadas de acordo com a resposta do balão dentro da estenose do vaso sanguíneo. O balão preenchido com radiocontraste é observado pelo método de fluoroscopia à medida que é expandido e a força hidráulica é aplicada de acordo com a necessidade para ser eficaz no aumento do lúmen da artéria. As pressões normais típicas da artéria coronária são em torno de 200 mmHg (26,7 kPa). A pressão aplicada no balão pode chegar a 20 atm (2 030 kPa). O balão inicialmente envolve o cateter, próximo à sua extremidade, formando um perfil transversal que facilita a passagem pela seção luminal obstruída e em seguida é inflado até atingir um diâmetro específico pré definido.

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Fontes consultadas

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