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Catedral de Aachen

A Catedral de Aachen localiza-se em Aachen, estado da Renânia do Norte-Vestfália, Alemanha. Erigida originalmente a mando de Carlos Magno por volta de 790, a catedral é hoje o resultado dos acrescentos e modificações de que foi sendo alvo ao longo dos séculos.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 13/07/2026
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O centro do império e as influências

Na altura em que o Império Romano do Oriente deixa o poder papal em Roma sem o seu apoio, o papa descobre as potencialidades do poder político germânico e desta relação nasce uma entreajuda que se irá manter por muito tempo. O papa designa Pepino, o Breve (autoproclamado o primeiro carolíngio e monarca do Império Franco) como Patricius Romanorum, o patrono dos romanos. Carlos Magno, filho de Pepino, irá manter essas boas relações com o poder papal e, após unir territorialmente a Europa Central, será coroado pelo papa como imperador do Sacro Império Germânico. Nesta altura é comum a existência de diversas residências reais, possibilitando o deslocamento do imperador pelo território e a sua permanência temporária em diferentes locais de modo a controlar a situação, a efectuar conferências, recolher impostos, etc. Também em Aachen o imperador Carlos Magno vai mandar erigir um palácio a ser ocupado apenas durante as suas estadias, mas o seu gosto pela região, a grande extensão de florestas, a caça abundante e as águas termais, já muito utilizadas para curas pelos antigos romanos, levaram a que este local se transformasse na sua residência permanente e, consequentemente, no centro cultural e religioso do Império.

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A Capela Palatina

Uma pequena construção, foi erguida, por ordem de Pepino, o Breve (rei da dinastia carolíngia e pai do futuro imperador Carlos Magno), presumidamente pouco antes de seu falecimento em 768, na região denominada, à época, Aquisgrano(atual Aachen), para ser abrigo de uma relíquia sacra à cultura e fé cristã, a capa (em latim: capella) de São Martinho. A construção passa a ser conhecida como capela, o que acaba por levar à disseminação genérica do termo capela como um pequeno oratório privado. Carlos Magno, ao suceder seu pai no trono carolíngio, ordena que se construa no local da capela uma nova edificação, que, para os padrões da época, era enorme, exuberante e excepcional. Erguida entre os anos 790 e 805, e denominada Capela Palatina, é uma obra-prima da arquitetura e concepção artística do período carolíngio. A análise da estrutura deve ser feita além da sua descrição formal. Os seus elementos são reveladores de que a construção da capela é também uma antecipação dos objetivos políticos de Carlos Magno, uma espécie de propaganda política. A capela deverá ser a imagem da Nova Jerusalém, Carlos Magno o representante de Deus na Terra, e Aquisgrano a segunda Roma.

Os mosaicos

Inicialmente os pilares de pedra não estariam revestidos a mármore, mas apresentariam uma superfície mais rude, talvez em tons de vermelho, assim como provavelmente o deambulatório, actualmente revestido a mosaicos, teria um tratamento mais simples e despojado. O facto é que também os actuais mosaicos da cúpula são de uma altura muito posterior, cuja composição foi baseada numa imagem produzida por Giovanni Ciampini em 1690, com base nos mosaicos originais de inspiração bizantina, introduzidos em 804. Levando em consideração a imagem barroca, a composição original teria como tema a Maiestas Domini (Cristo em Majestade), objecto que já vem no seguimento de uma longa tradição cristã com origem no período paleocristão. A dominar a composição está Cristo no trono ladeado por dois anjos, e, ao longo de toda a base do perímetro da cúpula, vinte e quatro reis oferecendo as suas coroas a Cristo. Esta imagem, semelhante à imagem presente no Livro da Revelação de São João, tem como objectivo simbólico a divinização e legitimização de Carlos Magno como imperador.

O trono

O acesso ao segundo piso da capela, todo ele orientado visualmente para o centro aberto do octógono, é feito através das escadas existentes nas duas torres do deambulatório. Neste segundo nível, onde iniciava a área do soberano, encontra-se o trono de Carlos Magno. A primeira impressão ao observar o trono é que se trata de um trono simples, demasiado simples para um imperador. Uma observação mais cuidada revela uma estrutura composta por peças de mármore que possivelmente teriam estado antes noutro lugar ao serviço de outra função. Os seis degraus (em número igual aos degraus do trono de Salomão descrito no Antigo Testamento) são formados a partir de elementos de um antigo pilar. O trono em si é composto de placas de mármore, possivelmente originárias de algum pavimento da Roma Antiga, apoiado em suportes igualmente toscos. A possível razão para esta “colagem de retalhos” será talvez o desejo de se utilizar material proveniente de algum lugar antigo e sagrado para o cristianismo. O altar acoplado na parte posterior é um acrescento de uma época mais recente.

Os bronzes e as colunas

As elegantes colunas de capitéis coríntios do segundo piso, distribuídas em dois níveis de altura e percorrendo o perímetro do octógono, são possivelmente os elementos mais antigos da catedral. Foram importados por Carlos Magno de Itália (Roma e Ravena), e retiradas em 1794 pelo exército da Revolução Francesa aquando da sua ocupação da região. Nessa altura são levadas para França e, mais tarde, em 1814, reclamadas de volta, quando algumas delas já se encontravam em exposição no Museu do Louvre. Actualmente a catedral expõe vinte e duas das colunas originais. As vedações em bronze do segundo piso, posicionadas nas aberturas entre os pilares, são outra das preciosidades originais da capela. São da altura da construção inicial e produto da fundição de Aachen, de grande qualidade técnica e artística, reunindo nos seus padrões elementos decorativos romanos, celtas e francos em grande harmonia. As composições são diferentes entre si e cada vedação é idêntica à sua oposta (do lado oposto do octógono). Somente a vedação em frente ao trono apresenta uma composição única de grande requinte e originalidade decorativa.

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