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Varicela

Varicela, também conhecida no Brasil por catapora, é uma doença altamente contagiosa causada pela infeção inicial com o vírus varicela-zoster (VVZ). A doença provoca erupções cutâneas características na pele, a partir das quais se formam pequenas bolhas muito pruriginosas que ganham crosta. Tem geralmente início no peito, nas costas e na face, espalhando-se depois para o resto do corpo. Entre outros possíveis sintomas estão febre, fadiga e dores de cabeça. Os sintomas começam-se a manifestar entre dez a vinte e um dias após a exposição ao vírus e geralmente duram entre cinco a dez dias. As complicações podem incluir pneumonia, inflamação do cérebro e infeções da pele por bactérias. A doença é frequentemente mais grave em adultos do que em crianças.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 29/07/2026
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Etimologia

O termo "varicela" tem origem no termo francês varicelle. "Catapora" vem do tupi tatapora, que significa "mancha de fogo", ou "marca de fogo" através da junção de tatá ("fogo") e pora ("marca, mancha, ferida"). "Zóster" tem origem no grego zostér, "cinturão".

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História

Imagem: Presidencia Perú · BY-NC-SA · Openverse

A varicela ocorre em todas as regiões do mundo. Em 2013, ocorreram 140 milhões de casos de varicela e herpes zoster No mesmo ano, a varicela provocou a morte a 7000 pessoas, uma diminuição em relação às 8900 em 1990. Cerca de 1 em cada 60 000 casos resultam em morte. Antes da introdução da vacinação de rotina, o número de casos em cada ano era idêntico ao número de nascimentos. Nos Estados Unidos, desde que a vacinação foi introduzida, o número de casos diminuiu 90%. Até ao fim do século XIX, a varicela não era considerada uma condição distinta da varíola. Em 1888, foi determinada a sua relação com a herpes-zóster.

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Causa e diagnóstico

Imagem: German Tenorio · BY-SA · Openverse

A varicela é uma doença de transmissão por via aérea que se transmite facilmente através da tosse e espirros da pessoa infetada. É contagiosa desde um a dois dias antes do aparecimento das manchas na pele até que todas as lesões tenham cicatrizado. Pode também ser transmitida através do contacto com as bolhas. A doença é geralmente diagnosticada com base nos sintomas manifestados. Em casos pouco comuns, pode ser confirmada com análises de reação em cadeia da polimerase (PCR) ao líquido das bolhas ou às crostas. É possível realizar exames aos anticorpos para determinar se uma pessoa é ou não imune à doença. Geralmente, cada pessoa contrai varicela apenas uma vez em toda a vida.

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Prevenção, tratamento e epidemiologia

Imagem: Presidencia Perú · BY-NC-SA · Openverse

A vacina contra a varicela permitiu diminuir o número de casos e complicações da doença. Protege entre 70 a 90% das pessoas com a doença, sendo o benefício maior em casos graves. Em muitos países recomenda-se a vacinação de rotina das crianças. A vacinação nos três dias seguintes à exposição pode melhorar o prognóstico em crianças. O tratamento de pessoas infetadas pode incluir pomada de calamina para diminuir o prurido, cortar as unhas rentes de modo a diminuir as lesões, provocadas ao coçar, e a administração de paracetamol para diminuir a febre. Para os grupos com maior risco de complicações é recomendado o uso de antivirais como o aciclovir.

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Sintomas e sinais

A varicela é uma das várias doenças, comuns na infância, que geram lesões arredondadas e avermelhadas por todo o corpo (exantemas). As outras com sintomas similares são sarampo, rubéola, roséola, escarlatina e o eritema infeccioso. As lesões avermelhadas na pele, seu sintoma mais característico, aparece entre um ou dois dias depois da infeção quando surgem por todo o corpo e que conforme os dias passam vão virando pequenas bolhas cheias de líquido. Eventualmente essas bolhinhas formam uma crostas que provocam muita coceira, mas que diminui o risco de transmissão.

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Transmissão

É altamente infecciosa, infectando a maioria das pessoas que nunca tiveram a doença e passaram mais de uma hora com uma pessoa infectada. A transmissão se dá por via aérea, em gotículas de espirros ou de tosse, ou pelo contato com as lesões avermelhadas (exantemas). É possível a transmissão do vírus na fase zóster para crianças não vacinadas, o que dificulta muito a erradicação da doença. Alguém com varicela começa a infectar outras pessoas cerca de um a dois dias antes de as bolinhas vermelhas começarem a aparecer e continua infectando por cerca de cinco a seis dias até que todas as bolhas tenham formado cascas. A transmissão também pode ocorrer durante a gestação (da mãe para o feto) causando complicações para ambos.

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Fisiopatologia

O vírus entra no corpo pela via respiratória ou pela conjuntiva do olho, multiplica-se e dissemina-se pelo sangue, até a pele. O período de incubação até o surgimento das pústulas é de cerca de 21 dias. As erupções maculopapulares ou exantemas são seguidas de erupções vesiculoeritematosas muito pruriginosas (ou seja, pústulas que causam comichão). As pústulas apresentam-se com base vermelha e cúpula transparente ("gota de orvalho em pétala de rosa"), com cerca de 3 milímetros de diâmetro. Várias gerações de exantemas surgem durante cerca de 4 dias, com vários estágios em diferentes áreas da pele simultaneamente (ao contrário da varíola). Os exantemas são mais frequentes na região torácica, mas podem aparecer em todo o corpo, incluindo no couro cabeludo e na mucosa oral. A varicela é geralmente inofensiva, exceto em doentes com imunodeficiência ou em neonatos, em que pode causar infecções do cérebro ou do pulmão potencialmente mortais. Nos adultos, os sintomas são mais sérios e a doença mais perigosa, podendo levar à ocorrência de pneumonia intersticial (em 20% dos casos adultos ou na adolescência). Existem casos em adultos com problemas renais onde a doença pode-se agravar causando falha renal. A Síndrome de Reye é uma complicação incomum que aparece em quem tomou aspirinas ou remédios similares durante a infecção e causam lesões ao cérebro e fígado.

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Diagnóstico

Imagem: Ricardo Machado - design + illustration · BY-NC · Openverse

O diagnóstico é feito principalmente através do quadro clínico-epidemiológico. O vírus pode ser isolado para análise retirando exemplares das lesões vesiculares durante os primeiros 3 a 4 dias de erupção. A detecção do DNA viral pode ser feita por PCR. A detecção dos antigênios virais ou de anticorpos específicos pode ser feita por imunofluorescência.

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Tratamento

Imagem: Tony Ahumada · BY-ND · Openverse

Limpeza local

Banhos com permanganato de potássio, soluções iodadas ou sabonetes bactericidas são comumente aconselhados para aliviar a coceira e ajudar na cicatrização rápida das feridas. No entanto, o uso incorreto pode causar queimaduras e reações alérgicas. Compressas de permanganato de potássio (1ml para cada 40.000ml de água) ou água boricada (na concentração de 2% da água do banho), várias vezes ao dia. Deve-se ter o cuidado de proteger os olhos contra o permanganato.

Infecções

Se houver início de infecção, antibióticos podem ser receitados. Entre os cuidados sugeridos ao paciente durante o período de infecção, estão cortar sempre as unhas e deixá-las bem limpas, evitando o contato com pessoas com baixa capacidade imunológica. Usar roupas leves pode evitar calor e aliviar as coceiras, usar luvas na hora de dormir, e evitar ao máximo coçar as feridinhas que ajudam a evitar marcas permanentes.

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