Castlevania
Castlevania é uma série de jogos eletrônicos de ação e aventura de fantasia sombria desenvolvida e publicada pela Konami. A série foi criada no Japão e seu título de estreia foi lançado em 26 de setembro de 1986 para o Famicom Disk System, intitulado Akumajō Dracula. Quando foi lançado no ocidente, o título recebeu o nome de Castlevania.
Imagem: skinny coder · BY-NC-ND · Openverse
Muitos títulos de Castlevania foram lançados para os mercados do Japão, América do Norte, Europa, e Austrália, em vários consoles, PC e plataformas móveis, com remakes adicionais e relançamentos. O primeiro título de console, Castlevania (1986), foi lançado no Japão para Famicom Disk System em 1986 e na América do Norte para NES em 1987, apresentando gráficos 2D e gênero de ação, além de algumas das principais características que a série viria a reutilizar. Em 1987, Castlevania II: Simon's Quest se distanciou do gênero de plataforma visto no primeiro jogo, focando em uma jogabilidade não linear e vários elementos de RPG. O primeiro jogo da série para arcade, Haunted Castle, retornou para o estilo linear de plataforma usado no original. Isso continuou com o primeiro jogo para console portátil, Castlevania: The Adventure, e a sequência para o NES, Castlevania III: Dracula's Curse, ambos lançados em 1989. Dracula's Curse também adicionou características em relação à jogabilidade do original, incluindo finais alternativos e múltiplos personagens jogáveis.
Spin-offs
Castlevania possui diversos spin-offs, o primeiro sendo um título de plataforma lançado em 1990 para Famicom, Kid Dracula, uma paródia que estrela o personagem de mesmo nome. Foi lançado pela primeira vez em inglês junto da Castlevania Anniversary Collection em 2019. O jogo teve uma sequência no Game Boy, também intitulado Kid Dracula. O primeiro jogo multijogador online de luta da série foi Castlevania Judgment, que foi lançado para Wii em 2008. Em 2010, foi lançado outro título multijogador multiplataforma, Harmony of Despair, onde seus jogadores podiam controlar personagens dos títulos anteriores. A série também conta com jogos para arcade e slot machines, como o Castlevania: The Arcade, que foi lançado em 2009 no Japão e Europa.
Elementos comuns
A maioria das armas que os jogadores usam são semelhantes às da Idade Média, e armas mágicas geralmente possuem propriedades elementais, sendo as principais fogo, relâmpago e gelo. Os protagonistas de alguns dos jogos mais recentes possuem no arsenal armas de fogo. Também nos jogos mais recentes (principalmente a partir do Symphony of the Night, de 1997) surgem várias vestimentas, sapatos e acessórios, que podem ser coletados e equipados para aumentar as estatísticas ou atribuir certas habilidades ao jogador. Moedas e corações (e algumas vezes cristais), que possuem papéis variantes dependendo do jogo, são encontrados ao quebrar luzes, candelabros e alguns outros elementos dos cenários e ocasionalmente ao derrotar inimigos. Salas de save e teletransportes são estrategicamente colocadas pelo mapa para permitir aos jogadores recarregar a barra de vida e mover-se instantaneamente para outra área do mapa, respectivamente.
Imagem: Doug Kline · BY-NC · Openverse
1576: The Adventure, The Adventure ReBirth 1691: Castlevania, Vampire Killer, Super Castlevania IV, Chronicles 1792: Rondo of Blood, Dracula X, The Dracula X Chronicles A série Castlevania possui várias referências aos filmes de horror da Universal Pictures e Hammer Film Productions. O criador da série, Hitoshi Akamatsu, queria que os jogadores se sentissem como se estivessem em um clássico filme de terror. Durante sua pesquisa para adaptação do roteiro da série animada da Netflix, o autor Warren Ellis chamou a série de "uma transposição japonesa dos filmes da Hammer Horror que eu amava quando mais novo". Lobisomens, múmias, e o monstro de Frankenstein aparecem de maneira recorrente, e monstros mitológicos e do folclore, como a Medusa, estão presentes em conjunto com referências diretas à literatura de terror. Dracula Vlad Țepeș, mais conhecido como Conde Dracula, é o principal antagonista e último chefe da maioria dos jogos, que se passam em grande parte em Castlevania, seu castelo. Dracula é apresentado como um vampiro com poderes mágicos que ressuscita a cada 100 anos para dominar o mundo, e a série se passa em grande parte no seu castelo com os protagonistas lutando para impedi-lo. Seus criadores se inspiraram no personagem de mesmo nome do romance Drácula (1897) de Bram Stoker, com o Castlevania: Bloodlines chegando a incorporar explicitamente à série os eventos do romance. Outra influência na sua criação foi a figura histórica de Vlad, o Empalador.
O primeiro Castlevania foi dirigido e programado por Hitoshi Akamatsu para o Famicom Disk System, em 1986. A lista de colaboradores do jogo possui nomes tirados de ícones de famosos filmes de terror, com Akamatsu sendo creditado como "Trans Fishers", uma referência ao diretor Terence Fisher. Isso é possivelmente relacionado ao fato de a Konami não permitir o uso dos seus verdadeiros nomes, de maneira a prevenir que outras empresas contratassem as pessoas que trabalhavam para ela. Um admirador do cinema, Akamatsu abordava projetos com a "visão de um diretor de filmes", e afirmou que os visuais e a música em Castlevania foram feitos "por pessoas que conscientemente queriam trabalhar em algo cinemático". O protagonista Simon Belmont usa um chicote porque Akamatsu gostava de Raiders of the Lost Ark, e porque combinava com o mundo que ele queria criar. Depois do sucesso do primeiro Castlevania, ele foi relançado para o NES como um de seus primeiros grandes títulos de plataforma, e também como parte de uma segunda onda de títulos para o console. O nome internacional de Castlevania foi o resultado do desconforto do vice-presidente da Konami of America, Emil Heidkamp, com as conotações religiosas do título japonês, "Akumajō Dracula", que ele acreditava ser traduzido como "O Castelo Satânico de Dracula". Por causa das políticas de censura da Nintendo of America na época, mais casos de sangue, nudez, e imagens religiosas foram removidas ou editadas nos primeiros jogos da série.
Imagem: V Threepio · BY-NC-ND · Openverse
Castlevania é uma das franquias de jogos mais famosas da Konami. Até 2006, havia alcançado vendas de mais de 20 milhões de cópias ao redor do mundo, figurando entre as mais vendidas de todos os tempos. Seu sucesso a tornou um ponto de referência na criação de jogos de plataforma e ação, sendo uma das influências para a definição do subgênero metroidvania. A série recebeu muitas críticas positivas, com o jogo mais aclamado sendo Symphony of the Night do PlayStation, e o mais criticado sendo Judgment, com avaliações agregadas no Metacritic de 93 e 49, e no GameRankings de 93,38% e 52,71%, respectivamente. Muitos dos títulos apareceram em listas de "melhores jogos". Symphony of the Night apareceu em 16º lugar na lista de "100 melhores jogos" da IGN, e foi um dos primeiros a ser introduzido na lista dos "Melhores jogos de todos os tempos" da GameSpot, com ambos elogiando-o por ter sido um jogo 2D bem sucedido enquanto a indústria estava focando em 3D. Castlevania III: Dracula's Curse foi nomeado o 9º melhor jogo 8-bit do GameTrailers. Super Castlevania IV foi nomeado o 11º melhor jogo do SNES pela ScrewAttack na sua lista de "20 melhores jogos do SNES". A série como um todo foi nomeada a 4ª melhor franquia de todos os tempos pela IGN, atrás de Final Fantasy, The Legend of Zelda, e Mario, e citando Super Castlevania IV e Symphony of the Night como os destaques. A IGN também nomeou Aria of Sorrow como o 2º melhor jogo do Game Boy Advance.
Imagem: barité · BY-NC-ND · Openverse
Simon Belmont foi um dos protagonistas da série animada Captain N: The Game Master. Ele era membro do "N-Team", um grupo contendo vários personagens de jogos eletrônicos que defendem Videoland contra a antagonista Mother Brain de Metroid. Dracula, mencionado apenas como "O Conde", também aparece como vilão. Alucard aparece em um episódio, apesar de ser retratado como um adolescente rebelde. Planos para criar um filme baseado em Castlevania estiveram em andamento por vários anos, até que a Rogue Pictures parou o seu desenvolvimento em dezembro de 2007 devido à greve dos roteiristas e, posteriormente, à venda do estúdio para Relativity Media e a possibilidade de uma nova greve. Em 27 de maio de 2009, o filme foi oficialmente cancelado. Em 2005, IDW Publishing lançou uma adaptação em quadrinhos, Castlevania: The Belmont Legacy, escrita por Marc Andreyko e baseada em Castlevania: The Adventure. Em 2008, uma adaptação de Curse of Darkness foi lançada pela Tokyopop em inglês.


