Castelo de Seia
O Castelo de Seia, atualmente desaparecido, localizava-se na cidade, freguesia e no (atual) Município de Seia, no Distrito da Guarda, em Portugal.
Antecedentes
A primitiva ocupação humana do local da actual Seia remonta à época pré-romana, quando da fundação de uma povoação pelos Túrdulos, por volta do século IV a.C., denominada como Senna. Após a Invasão romana da Península Ibérica foi fortificada pelos invasores, quando passou a constituir em um ópido com o mesmo nome. Foi posteriormente ocupada por Visigodos e por Muçulmanos, este últimos a partir do século VIII. O rei visigodo Vamba terá fixado os limites da diocese de Egitânia até aos domínios da cidade de Sena.
O castelo medieval
Em 910, o castelo fora tomado por Ordonho II, mas foi retomado pelos muçulmanos liderados por Almançor, rei de Córdova, em 985. À época da Reconquista cristã da Península Ibérica, a povoação foi definitivamente conquistada aos mouros por Fernando Magno (1055), que determinou edificar (ou reedificar) a sua fortificação. Sobre este episódio, a crónica do monge Silas relata a violência do ataque e como os cristãos colocaram em fuga desordenada os ocupantes da Ópido Sena, em direcção à Ópido Visense (atual Viseu). A importância de Seia é atestada no texto do foral de Talavares, passado por D. Teresa de Leão, condessa de Portugal, onde se refere: "D. Tarasia regnante in Portucale, Colimbria, Viseu et Sena [...]" ("D. Teresa, que reina em Portugal, Coimbra, Viseu e Seia (…)")


