Castelo de Marly
O Château de Marly foi um Palácio Real localizado na comuna francesa que viria a chamar-se Marly-le-Roi, a qual existia à margem do parque real. A cidade, que originalmente cresceu para fornecer serviços ao palácio é actualmente um dormitório de Paris.
Os trabalhos em Marly começaram na Primavera de 1679, a 22 de Maio, antes de Luis XIV mudar a sua corte permanentemente para Versailles. O Rei estava a procura de um refúgio em Terras Reais bem florestadas entre Palácio de Versailles e o Château de Saint-Germain-en-Laye que fossem fornecidas de água e providenciassem uma bela paisagem. Marly foi escolhida. Era uma Propriedade Real que havia sido comprada em 1676 para aprimorar a área de caça Real; Robert Berger demonstrou que o desenho de Marly foi uma colaboração perfeita entre Jules Hardouin-Mansart e o premier peintre Charles Le Brun, que estava a trabalhar correntemente na Galerie des Glaces em Versailles. As elevações de Mansart para os pavilhões foram pintados a fresco com desenhos adaptados de um conjunto que Le Brun havia desenhado recentemente. Os frescos exteriores dos algo severos edifícios criaram um rico conjunto Barroco de falsas esculturas contra draparias e suspensões, com vasos de fingidas esculturas contra os pilares — todos no algo eclético simbolismo Olímpico que Le Brun e o Rei favoreceram por todo o lado em Versailles: a decoração do pavillon du Roi representava Apolo, a personagem iconográfica do Rei Sol, e Tétis. Outros pavilhões foram dedicados a outros habitantes do Olimpo, mas também a Hércules, à Vitória, Fama e Abundância. A construção ficou concluida em 1684, apesar de os sobrecarregados programas de pintura ficarem simplificados e restringidos na execução.
No final do século XIX vários entendidos adquiriram a posse das garçonnières individuais, limpando o crescimento exagerado das plantas, recuperando alguma estatuária ferida e partida e recriando pequenos jardins entre as ruínas: entre eles estavam Alexandre Dumas, filho e o escritor teatral e colecionador de mobiliário oitocentista, Victorien Sardou. O Cour Marly do Museu do Louvre foi inaugurado em 1993. Contém essencialmente obras de arte vindas de Marly, expostas em três níveis.
Providenciar água suficiente para abastecer as fontes de Versalhes tem sido um problema desde o início. A construção da máquina hidráulica de Marly, actualmente localizada em Bougival, induzida pela corrente do Sena, a qual movia catorze vastas pás giratórias, era um milagre da moderna Engenharia hidráulica, sendo talvez a maior máquina integrada do século XVII. A máquina bombeava água para os reservatórios de Louveciennes (onde a Madame du Barry tinha um pavilhão na década de 1760, o Château de Louveciennes). A água, então, fluía ou para abastecer a cascata de Marly ou, passando através de uma elaborada rede subterrânea de reservatórios e aquedutos, em direção às fontes de Versalhes. Apenas uma podia ser operada com caudal suficiente de cada vez, invariavelmente o local onde o rei estava. No século XIX, várias outras bombas substituíram as originais, tendo a última saído de serviço em 1967.


