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Castelo de Chambord

O Castelo de Chambord, é um palácio da França localizado em Chambord, Loir-et-Cher, França.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 12/07/2026
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Arquitectura

O maciço palácio é composto por uma fortaleza central com quatro imensos torres baluartes nos cantos. A fortaleza também forma parte da fachada, a qual tem uma largura composta ainda por duas torres mais largas. Nas traseiras encontram-se bases para duas futuras torres, mas estas nunca foram desenvolvidas, e mantêm o mesmo nível do muro. O palácio contém 440 salas, 365 lareiras e 84 escadarias. Quatro abóbadas rectangulares, uma em cada piso, tomam uma forma de cruz. Os telhados de Chambord contrastam com as massas da sua construção e têm sido comparados frequentemente com a silhueta de uma cidade: mostram onze tipos de torres e três tipos de chaminés, sem simetria, enquadrados nas esquinas pelas torres maciças. O desenho tem paralelo com o Norte da Itália e as obras de Leonardo da Vinci. Um dos pontos altos da arquitectura de Chambord é a espectacular escadaria aberta em dupla-hélice que é a peça central do palácio. As duas hélices ascendem aos três pisos sem nunca se encontrarem, iluminadas de cima por uma espécie de farol no ponto mais alto do edifício. Isto sugere que Leonardo da Vinci poderá ter desenhado a escadaria, mas isto não está confirmado.

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História

Francisco I

Durante o reinado de Francisco I, o palácio raramente esteve habitado. De facto, o rei passou lá apenas 7 semanas no total, englobadas em curtas visitas de caça. Como o palácio tinha sido construído com o propósito de receber curtas visitas, não era realmente prático viver ali por muito tempo. As maciças salas, janelas abertas e tectos altos eram impossíveis de aquecer. Além disso, como não estava próximo de nenhuma povoação, não havia outras fontes imediatas de alimentos além dos gamos. Isso significava que todos os alimentos tinham que ser trazidos com o grupo, habitualmente com números superiores a 2.000 pessoas de cada vez. Como resultado de tudo isso, o palácio permaneceu completamente desmobilado durante esse período. Toda a mobília, coberturas de paredes, utensílios para a alimentação e por aí fora, eram trazidos especificamente para cada viagem de caça, um grande exercício de logística. Por esse motivo muita da mobília da época foi feita para ser facilmente desmontada, como forma de facilitar o transporte.

Luis XIV

Durante mais de oitenta anos depois da morte de Francisco I, os reis franceses abandonaram Chambord, levando-o a um estado de decadência. Finalmente, em 1639 Luis XIII deu-o ao seu irmão, Gaston, Duque de Orleães, que o salvou da ruína, ao realizar vastas obras de restauro. Luis XIV fez o restauro da grande fortaleza e mobilou os apartamentos reais. O rei acrescentou, então, um estábulo para 300 cavalos, permitindo o uso do castelo como pavilhão de caça e como local de recreio para notáveis como Molière, por algumas semanas por ano. Apesar de tudo, Luis XIV abandonou o palácio em 1685.

Luis XV

Entre 1725 e 1733, Estanislau I da Polônia, o rei deposto da Polónia e sogro de Luis XV, viveu em Chambord. Em 1745, como reconhecimento pelo seu valor de combate, o rei deu o palácio a Maurice de Saxe, Maréchal de France, que lá instalou o seu regimento militar. Maurice de Saxe morreu em 1750 e uma vez mais o colossal edifício permaneceu vazio por muitos anos.

O Conde de Chambord

Em 1792, o governo Revolucionário ordenou a venda das mobílias; os painéis das paredes foram removidos e mesmo os soalhos foram removidos e vendidos pelo valor da sua madeira. De acordo com Monsieur de la Saussaye, as portas apaineladas foram queimadas para manter as salas quentes durante as vendas; o palácio vazio foi deixado ao abandono até que Napoleão Bonaparte o deu ao líder militar francês, Louis Alexandre Berthier. O palácio foi depois comprado à sua viúva, para o infante, Duque de Bordeaux, Henri Charles Dieudonné (1820-1883), que tomou o título de Conde de Chambord. Uma breve tentativa de restauração e ocupação foi feita pelo seu avô, Carlos X (1824-1830), mas em 1830 foram ambos exilados. Durante a Guerra franco-prussiana, (1870-1871) o palácio foi usado como um hospital de campanha.

A família ducal

A tentativa final de dar uso ao colosso veio do Conde de Chambord, mas depois da sua morte, em 1883, o palácio foi deixado aos herdeiros da sua irmã, a família Ducal de Parma, Itália. Em primeiro lugar Roberto I, Duque de Parma, que morreu em 1907, e depois dele, Elias, Príncipe de Parma. Qualquer tentativa de restauro terminou com o eclodir da Primeira Guerra Mundial, em 1914.

História moderna

Em 1939, pouco antes do início da Segunda Guerra Mundial, as colecções de arte dos museus do Louvre e Compiègne (incluindo a Mona Lisa e a Vénus de Milo) foram guardadas no Château de Chambord. Um bombardeiro norte-americano caiu em cima do relvado do parque no dia 22 de junho de 1944. O palácio tornou-se propriedade do governo da França em 1930 mas os trabalhos de restauro só começaram alguns anos depois do final da Segunda Guerra Mundial em 1945. Actualmente, Chambord é uma das principais atracções turísticas da França.

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Fontes consultadas

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