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Castelo de Linhares da Beira

O Castelo de Linhares da Beira localiza-se na freguesia de Linhares, no município de Celorico da Beira, em Portugal.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 23/07/2026
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História

Antecedentes

Embora sejam escassas as informações acerca da primitiva ocupação humana deste sítio, alguns autores atribuem a fundação da povoação aos Túrdulos, que aqui se teriam fixado por volta de 850 a.C. Após a Invasão romana da Península Ibérica, este povoado tornou-se vizinho a uma estrada romana, que ligava Conímbriga ao nó viário da Guarda. Esse facto teria atribuído valor à povoação, sucessivamente ocupada por Visigodos e Muçulmanos. Estes últimos aqui teriam erguido uma fortificação, recordando-se uma antiga tradição local que referia que as gentes de Linhares teriam destruído um castelo mouro cujo senhor se denominava Zurar. Deste nome teria derivado o topónimo Azurara, primitiva denominação de Mangualde.

O castelo medieval

A facilidade de comunicação viária não terá deixado Linhares alheia aos eventos da Reconquista cristã da península. Alguns autores questionam se a Linhares mencionada entre outras povoações na concessão de um foral sem data, pelo rei Fernando Magno de Leão, seria esta povoação na Beira, ou a homónima, no Douro. Com a independência de Portugal, D. Afonso Henriques, visando promover o seu povoamento e defesa, lhe concedeu foral em 1169. Esse privilégio seria confirmado em 1217 por D. Afonso II. A primeira referência histórica ao castelo data de algum momento dos três primeiros anos do reinado de D. Sancho I (final do século XII), ligada a uma invasão daquele trecho da fronteira por forças do reino de Leão. Eram alcaides do Castelo de Linhares e do Castelo de Celorico da Beira respectivamente os irmãos Rodrigo e Gonçalo Mendes. Encontrando-se este último cercado em Celorico pelo invasor, acorreu Rodrigo com as gentes de Celorico em auxílio do irmão, logrando vitória sob a invocação de Nossa Senhora dos Açores, em devoção a quem se ergueu uma Capela a meio caminho entre ambas as localidades, e se faz, anualmente, uma romaria a 3 de Maio.

Do século XX aos nossos dias

Em avançado estágio de degradação, o castelo foi classificado como Monumento Nacional por Decreto publicado em 17 de Junho de 1922, vindo a intervenção do poder público a se materializar a partir da década de 1940, através da ação da Direcção-Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais (DGEMN), estendendo-se pela década seguinte. Os trabalhos procedidos à época ressentiram-se da pesquisa arqueológica preliminar, tendo sido removido entulho de seu interior e reconstruídos os panos de muralha, particularmente toda a cerca a norte do recinto inferior. Com relação às torres, procedeu-se à reconstrução de seu interior, o coroamento com merlões e a reconstrução das coberturas, com telhado de quatro águas.

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Características

Imagem: Portuguese_eyes · BY-SA · Openverse

Na cota de 820 metros acima do nível do mar, o castelo apresenta planta irregular orgânica (adaptada ao terreno), em estilo românico e gótico, distribuída por dois recintos muralhados em aparelho de granito, desnivelados: a oeste, na cota mais elevada, o da alcáçova, com planta aproximadamente triangular, compreende a praça de armas, dominada pela torre de menagem; a leste, em cota inferior, com planta aproximadamente trapezoidal, o que envolvia a primitiva vila. Associada à cerca, aproximadamente a meio entre os dois recintos, defendendo a porta da alcáçova, ergue-se a torre de menagem, de feição dionisina. De planta retangular, divide-se internamente em três pavimentos, com porta de acesso ao nível do segundo, e balcões com matacães abertos ao nível do último pavimento. No lado oposto, ergue-se uma segunda torre, de menores dimensões, também de planta retangular, onde, no século XVII se instalou o relógio que a denomina atualmente.

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Fontes consultadas

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