Castanhola
A castanhola ou castanheta é um instrumento de percussão (idiofone), usado na música espanhola, cigana, moura, otomana, italiana, mexicana, sefardita, portuguesa, filipina, brasileira e suíça. O instrumento já era conhecido pelos fenícios há 3.000 anos. Na Grécia e Roma Antigas, havia um instrumento similar chamado crótalo.
As castanholas são normalmente utilizadas em diversas músicas e danças folclóricas espanholas, como a Jota, uma música/dança provavelmente originária de Aragão, e o Fandango. Sua popularidade se espalhou, em parte com esses gêneros, por toda a Espanha Central/Castela e pelo sul do país. As castanholas também são usadas por cantores e dançarinos de flamenco especialmente em alguns subgêneros (Siguiriya e danças influenciadas pelo Fandango), e noutras danças da Andaluzia/sul da Espanha, tais como a dança folclórica Sevillanas e a escuela bolera, uma forma de dança inspirada no ballet . O nome (em espanhol: castañuelas) deriva da forma diminutiva castaña, a palavra em espanhol para castanha, à qual se assemelham. Na Andalusia normalmente referidas como palillos (palitos), e é por este nome que são conhecidas no flamenco. Em algumas regiões do sudeste de Espanha (como Murcia), as castanholas são chamadas de "postizas" e são tocadas de forma um pouco diferente (enganchadas noutros dedos).
Em Portugal, as castanholas são utilizadas sobretudo pelos homens no acompanhamento de danças e cantares festivos. Nas danças dos pauliteiros de Miranda do Douro e de Mogadouro, são empregues castanholas de forma oblonga, usadas em alternância com os paulitos. O uso deste instrumento é também comum no Alentejo, na Estremadura e no Douro Litoral. Na Madeira existe uma variante local das castanholas, designada por cartaxinhos ou grilhinhos, fabricada com um tipo de madeira diferente, consiste em duas pequenas tábuas compridas, conhecidas como tabuinhas, que são seguradas entre os dedos e percutidas uma contra a outra através do movimento da mão. Em Portugal, a grande referência de Castanholas de Concerto é o Coro de Castanholas da EFO – Escola Flamenca de Oeiras, sediado na região de Lisboa. Focam sobretudo na interpretação de obras clássicas como o Barroco e o Romântico; porém, no seu lado mais teatral, conjuga também sonoridades contemporâneas ou composições tradicionais ibéricas.
Quando utilizadas num contexto orquestral ou numa banda de jug as castanholas são por vezes fixadas a uma pega ou montadas numa base para formar um par de castanholas mecânicas. Isto facilita a sua execução, mas também altera o som, especialmente no caso das castanholas mecânicas. É possível produzir um rufar num par de castanholas em qualquer uma das três formas como são seguras. Quando seguras na mão, são batidas contra os dedos e a palma da mão; em varas, bater entre os dedos e a coxa do músico é um método aceite. No caso das castanholas mecânicas, obtém-se um rufar menos satisfatório através da alternância rápida das duas castanholas com os dedos.


