Caso Profumo
O Caso Profumo ou Escândalo Profumo consistiu em um escândalo político britânico com origem numa breve ligação sexual, em 1961, entre John Profumo, o Secretário de Estado da Guerra no governo conservador de Harold Macmillan, e Christine Keeler, uma futura modelo de 19 anos de idade. Em Março de 1963, Profumo negou qualquer envolvimento no caso, numa declaração pessoal, no Parlamento britânico, mas foi forçado a admitir a verdade algumas semanas mais tarde. Profumo renunciou do governo e do Parlamento.
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Quando o caso Profumo–Keeler foi revelado, o interesse público aumentou com os relatos de que Keeler poderá ter estado, em simultâneo, envolvida com o capitão Yevgeny Ivanov, um adido naval soviético, potenciando, assim, o risco de segurança pública. Keeler conheceu Profumo e Ivanov através da sua amizade com Stephen Ward, um especialista em osteopatia e socialite, que a tinha acolhido. A exposição do caso deu origem a boatos sobre outros escândalos, como as atividades de Ward, que tinha sido acusado de ofensas à moral. Percebendo que queriam torná-lo num bode expiatório pelos atos de outros, Ward ingeriu uma dose letal de comprimidos para dormir durante a fase final do seu julgamento, que o considerou como culpado de se aproveitar das vidas imorais de Keeler e da sua amiga Mandy Rice-Davies.
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Stephen Ward teve sua primeira aparição no tribunal no dia 8 de junho de 1963, dois anos após ter o primeiro contato com K. Woods, agente do MI5. Ele esteve diante do juiz Leo Gradwell pois fora acusado de 8 crimes, entre eles: fora acusado de ser o proxeneta de Christine Keeler e de outras jovens, foi acusado de proxenetismo, que é a manutenção de prostíbulos, fora acusado de ter pervertido menores e estar envolvido em casos de aborto e, também, de ter se interessado por casas clandestinas de prostituição. Esse juiz iria proferir uma decisão interlocutória para dizer se Ward deve sentar no banco dos réus ou não. Porém, segundo a jurisprudência britânica, o arguido era considerado culpado desde a primeira instância, e aquele processo já deveria ter uma sentença. O julgamento começa com Gritfith Jones atuando como procurador e Burge fazendo o papel de advogado de Stephen Ward. Então, o meirinho chama a primeira testemunha: Christine Keeler. O procurador começa a interrogá-la perguntando sobre sua relação com Ward, na qual ela diz que eles eram próximos, como irmão e irmã. Ela fala que vivia com sua amiga Marylin Rice-Davies, que era conhecida como Mandy, em um apartamento bancado por lorde Astor. Christine em seu depoimento lista todos os seus amantes, dentre eles, personagens importantes nacionalmente como John Profumo, ministro de Guerra e Eugene Ivanov, adido naval soviético. Porém, ela diz que nunca teve relações com Stephen Ward. Continuando seu depoimento, ela diz que as despesas dela era bancadas por Ward, que na hora se irrita. Porém, Christine não é vista com bons olhos perante a sociedade pois posteriormente fora condenada por falso testemunho em outro julgamento, logo, tudo que ela fala é duvidoso perante os magistrados.
Um inquérito realizado por um juiz superior, lorde Alfred Denning, concluiu que não houve quebras na segurança na ligação com Ivanov. Na sequência do caso, Profumo ofereceu-se para trabalhar como voluntário em Toynbee Hall, uma instituição de caridade na zona oriental de Londres. Em 1975, foi oficialmente reabilitado, embora não tenha regressado à vida pública. Morreu, com honra e respeito, em 2006. Keeler não conseguiu limpar a imagem negativa que os meios de comunicação, o julgamento e o parlamento lhe construíram ao longo do caso Profumo. Em vários, e, por vezes, contraditórios relatos, Keeler confrontou as conclusões de Denning em relação às questões sobre segurança. A condenação de Ward foi descrita por alguns analistas como uma vingança do Establishment, e não como um serviço à justiça. Em Janeiro de 2014, o caso foi revisto pela Comissão de Revisão de Casos Criminais, com possibilidade de passar para o Tribunal de Apelação. O caso Profumo teve representações no cinema e no teatro.


