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Previsões de colapso da União Soviética

As Previsões de Dissolução da União Soviética é o nome que se dá as previsões da Dissolução da União Soviética antes das Revoluções de 1989.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 30/07/2026
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Lista de Previsões

As previsões de queda da União Soviética foram desacreditadas por muitos, se não a maioria, de especialistas acadêmicos ocidentais, e teve pouco impacto sobre a sovietologia oficial. Por exemplo, o livro de Amalrik "foi saudado como uma obra literária brilhante no Ocidente", mas "quase ninguém tende a levá-lo ao valor nominal, como um artigo de previsão política. " Até 1980 a força da União Soviética foi superestimada igualmente pelos críticos e revisionistas. Em 1983, o professor da Universidade de Princeton, Stephen Cohen, descreveu o sistema soviético como notavelmente estável. Em um simpósio de lançamento da resenha do livro “L'Agonie du Regime en Russie Sovietique” do francês Michel Garder, que também previu que o colapso da URSS, o Professor de Yale, Frederic C. Barghoorn julgou o livro de Garders como "o último de uma longa linha de previsões apocalípticas do colapso do comunismo." Ele adverte que "as grandes revoluções são pouco frequentes e que sistemas políticos bem sucedidos são tenazes e adaptáveis." Além disso, o revisor do livro, Michael Tatu, desaprovou o "caráter apocalíptico" de tal previsão e é quase apologética para que possa ser tratada a sério.

Ludwig von Mises

O economista austríaco Ludwig von Mises previu o colapso e eventual insustentabilidade do sistema soviético em seu livro de 1921, “Socialismo: Uma análise econômica e sociológica”, publicado meses antes Lenin implementar a Nova Política Econômica que restabeleceu os direitos de propriedade parcialmente. Sua análise baseou-se no problema do cálculo econômico, uma crítica ao planejamento central esboçado pela primeira vez em 1920 em artigos de jornal. Basicamente, Mises apontava que na ausência de livre-mercado não existiriam mais preços gerados pelo livre comércio entre os indivíduos. Uma vez sem os preços livres, que servem como sinalizadores de mercado, se tornaria impossível para os burocratas e planejadores econômicos da URSS alocarem eficientemente os recursos e saberem o que produzir, como, pra quem e em que quantidade.

Leon Trotsky

Um dos fundadores da URSS, mais tarde expulso por Stalin, Trotsky dedicou grande parte de seu tempo no exílio para a questão do futuro da União Soviética. Na época, ele chegou a acreditar que uma nova revolução era necessária para depor a nomenklatura e restabelecer a dominação da classe trabalhadora como o primeiro passo para o socialismo. Em 1936, ele fez a seguinte previsão: A fim de melhor compreender o carácter da actual União Soviética, vamos fazer duas hipóteses diferentes sobre o seu futuro. Suponhamos primeiro que a burocracia soviética é deposta por um partido revolucionário, tendo todos os atributos do velho bolchevismo, enriquecido por outro lado pela experiência do período recente que o mundo atravessa. Tal partido começará com a restauração da democracia nos sindicatos e nos sovietes. Seria capaz de, e teria que, restabelecer a liberdade dos partidos soviéticos. Juntamente com as massas, e sendo sua cabeça, teria que realizar uma impiedosa purgação do aparelho do Estado. Teria de suprimir hierarquias e posições de todos os tipos de privilégios, e reduziria a desigualdade no pagamento da mão de obra para as necessidades da vida da economia e do aparelho do Estado. Isso daria à juventude oportunidade para pensar de forma independente e livre, aprender, criticar e crescer. Ele iria introduzir mudanças profundas na distribuição da renda nacional em correspondência com os interesses e vontade das massas operárias e camponesas. Mas até onde diz respeito às relações de propriedade, o novo poder não teria de recorrer a medidas revolucionárias. Teria, que reter e desenvolver ainda mais a experiência de economia planificada. Após a revolução política - ou seja, a destituição da burocracia - o proletariado teria de introduzir na economia uma série de reformas muito importantes, mas não outra revolução social.

Segunda Guerra Mundial

Em 1941, Adolf Hitler da Alemanha nazista decidiu atacar a União Soviética (Operação Barbarossa), ele teria dito a seus generais em Junho de 1941, "Temos apenas que chutar a porta e toda a estrutura podre irá desabar". O exército alemão invadiu a União Soviética e o Exército Vermelho recuou. Observadores militares em todo o mundo assistiram de perto. Parece que a maioria deles compartilha da opinião de Hitler. Poucos especialistas americanos pensaram que a União Soviética iria sobreviver. Analistas britânicos também compartilharam desta opinião. Prognósticos negativos tiveram um impacto importante sobre Franklin D. Roosevelt, enquanto os Estados Unidos não estavam envolvidos diretamente na guerra, ele favoreceu os Aliados (Grã-Bretanha e União Soviética), e decidiu tentar evitar o colapso da União Soviética, fornecendo-lhes munições gratuitamente através com o programa Lend-Lease, e também a pressão para não atacar o Japão, enquanto a URSS era tão vulnerável. O Exército Vermelho manteve a linha nos arredores de Moscou e as previsões foram alteradas para "incerto".

Início da Guerra Fria

George Orwell, autor de "Animal Farm" e "Nineteen Eighty-Four" ("1984"), escreveu em 1946 que "o regime russo ou se democratiza ou morrerá". Ele foi considerado pelo historiador Robert Conquest, dos EUA, como uma das primeiras pessoas que fizeram tal previsão. De acordo com um artigo de Conquest, publicado em 1969, "Com o tempo, o mundo comunista será confrontado com uma crise fundamental. Não podemos dizer com certeza que ele vai se democratizar. Mas tudo indica que ele terá, como disse Orwell, que se democratizar ou perecer... Temos também, no entanto, que estar preparados para lidar com as mudanças cataclísmicas, pois a agonia do aparelho estatal atrasado do pais, pode ser destrutiva e perigosa."

Final da Guerra Fria e inicio de uma nova era social

David Fromkin escreveu sobre a previsão de Raymond Aron, "Eu sei de uma única pessoa que chegou perto de faze-la corretamente: Raymond Aron, filósofo francês e liberal anticomunista, em uma palestra sobre a ameaça soviética que ouvi-lo dar na década de 1980 no Instituto Internacional para Estudos Estratégicos, em Londres, ele lembrou à plateia da observação de Maquiavel em O Príncipe que "todos os profetas armados venceram e todos os desarmados fracassaram." "Mas o que acontece, Aron perguntou, se o profeta, tendo conquistado e governado pela força das armas, perde a fé em sua própria profecia? Na resposta a esta questão, Aron sugere que repousa a chave para compreender o futuro da União Soviética."

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