Caso do navio Atlântida
O caso do navio Atlântida corresponde ao desenvolvimento do processo de adjudicação por parte do Governo Regional dos Açores aos Estaleiros Navais de Viana do Castelo (ENVC) do projecto e construção de dois navios. O desfecho da gestão do projecto de concepção e construção dos navios, e subsequente processo judicial, foi descrito como "a certidão de óbito" dos ENVC.
O governo regional dos Açores adjudicou aos Estaleiros Navais de Viana do Castelo a construção de dois navios através de um concurso público internacional. Os nomes a ser atribuídos aos navios encomendados pelo governo regional dos Açores seriam Atlântico e Anticiclone. O anteprojecto dos navios, usado no caderno de encargos do concurso público internacional, foi encomendado pela Atlânticoline aos russos da Petrovalt. Os ENVC, ao vencerem o concurso público, recorrem à Petrovalt para a elaboração do projecto do navio. Os problemas com a construção do navio surgiram ainda os navios não passavam de um esboço. Entre os problemas detectados durante a fase de construção encontrava-se a falta de estabilidade do navio. Este problema leva os ENVC a introduzir alterações estruturais, que resultaram no aumento do peso de deslocamento do navio. O prazo inicial para a entrega do navio Atlântida à Atlânticoline foi definido para Setembro de 2008. Este prazo foi posteriormente alargado até Maio 2009, visto que o Governo açoriano tinha agendado para 13 de Maio o início da operação.


