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Detective Conan

Detetive Conan , mais conhecido como Case Closed nos Estados Unidos, é um mangá de mistério japonês escrito e ilustrado por Gosho Aoyama. É serializado na revista Weekly Shōnen Sunday da Shogakukan desde janeiro de 1994, e foi compilado em 109 volumes tankōbon até outubro de 2026. Devido a problemas legais com o nome Detective Conan, as versões em inglês de Detective Conan feitas pela Funimation e Viz foram renomeadas para Case Closed. A história segue o detetive colegial Shinichi Kudo que se transformou em uma criança enquanto investigava uma organização misteriosa. Enquanto criança, resolve uma infinidade de casos enquanto personificava o pai de sua melhor amiga de infância e outros personagens.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 22/10/2026
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Enredo

Shinichi Kudo (em inglês: Jimmy Kudo) é um detetive colegial que às vezes trabalha com a polícia para resolver casos. Durante uma investigação, ele é atacado por membros de uma organização conhecida como Organização Negra (ou a Organização dos Homens de Preto). Eles o forçam a ingerir um a droga experimental, mas em vez de matá-lo, a droga o transforma em uma criança. Adotando o pseudônimo de Conan Edogawa e mantendo sua verdadeira identidade em segredo, Kudo vive com sua amiga de infância Ran Mouri (em inglês: Rachel Moore) e seu pai Kogoro Mori (em inglês: Richard), que é um detetive particular. Ao longo da série, ele acompanha os casos de Mouri, mas quando consegue resolver um, ele usa um dardo tranquilizante para adormecer Mouri e personifica sua voz usando um modelador de voz para revelar a solução para o caso. Ele também se matricula em uma escola primária local, onde faz amizade com um grupo de colegas que formam seu próprio Clube de Detetives Júnior, os Detective Boys. Enquanto continua a se aprofundar na busca pela Organização Negra, ele frequentemente interage com uma variedade de personagens, incluindo seu amigo professor Dr. Agasa, a amiga de Ran, Sonoko Suzuki (em inglês: Serena Sebastian), um colega detetive colegial Heiji Hattori (em inglês: Harley Hartwell), vários detetives policiais de diferentes regiões e um ladrão chamado Kaito Kid.

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Produção e lançamento

Detective Conan estreou em 1994, durante o surgimento do gênero de mangá de mistério devido à publicação da série The Kindaichi Case Files; o primeiro capítulo foi publicado na revista Weekly Shōnen Sunday da editora Shogakukan em 19 de janeiro de 1994. Aoyama cita as histórias de Arsène Lupin, Sherlock Holmes e os filmes de samurai de Akira Kurosawa como influências em seu trabalho. Ao fazer o roteiro de cada capítulo, ele garante que o diálogo permaneça simples e gasta em média quatro horas para cada novo caso e doze para os mais complicados. O irmão mais velho de Aoyama é um cientista que o ajuda com os "truques" da série. Cada caso abrange vários capítulos (exceto alguns casos mais curtos que abrangem apenas um) e é resolvido no final, onde os personagens explicam os detalhes de suas soluções em termos simples; um banco de dados online consistindo de todos os casos do mangá foi lançado em 2007. Nesse mesmo ano, Aoyama deu a entender que tinha um final planejado, mas que não pretende encerrar a série ainda.

Spin-offs

Uma série de mangás spin-off, intitulada Detective Conan: Hanzawa the Criminal, de Mayuko Kanba, começou na edição de julho de 2017 do Shōnen Sunday S da Shogakukan, lançado em 25 de maio de 2017. Outro mangá derivado, ilustrado por Takahiro Arai com supervisão de Aoyama, intitulado Detetcive Conan: Zero's Tea Time começou na edição n.º 24 do Weekly Shōnen Sunday em 9 de maio de 2018. A história é centrada no agente Toru Amuro. Novos capítulos do mangá são publicados apenas quando Detective Conan está em hiato. Outro mangá também ilustrado por Arai, intitulado de Detective Conan: Police Academy Arc, foi serializado na Weekly Shōnen Sunday de 2 de outubro de 2019 a 18 de novembro de 2020. Abrangendo 13 capítulos, ele focava novamente em Amuro durante seus anos na academia de polícia com seus colegas.

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Adaptações de mídia

Anime

A versão para anime de Detective Conan é produzida pela Yomiuri Telecasting Corporation e TMS Entertainment. Mais de mil episódios foram ao ar no Japão desde a estreia do anime em 8 de janeiro de 1996, tornando-o a décima sexta série de anime mais longa até agora. Inicialmente, a Shogakukan coletou e lançou os episódios em videocassetes VHS de junho de 1996 a outubro de 2006. Quatrocentos e vinte e seis episódios foram lançados em VHS até que a Shogakukan abandonou o formato e mudou para DVDs, começando do primeiro episódio. Para o décimo quinto aniversário da série de anime, a série foi disponibilizada em vídeo sob demanda. A série celebrou seu 25.º aniversário em janeiro de 2021, e o episódio "Moonlight Sonata Murder Case" (11.º episódio da série) foi refeito como a primeira parte de sua celebração, que contou com as mais recentes técnicas de equipe e produção, e a pianista clássica Aimi Kobayashi tocando a Sonata No. 14 de Beethoven para o episódio. Foi ao ar em 6 de março de 2021.

Jogos eletrônicos

Houve uma expansão de Detective Conan no setor dos jogos eletrônicos, logo depois de sua incursão na animação. Em 27 de dezembro de 1996, o jogo Detective Conan: Chika Yuuenchi Satsujin Jiken foi lançado para o Game Boy. Desde então, 20 jogos foram lançados, com Detective Conan: Kako Kara no Zensōkyoku Prelude lançando na primavera de 2012 para o Nintendo DS e PlayStation Portable. Atualmente, a maioria dos jogos foi lançada apenas no Japão, embora a Nobilis tenha localizado Case Closed: The Mirapolis Investigation para a região PAL. Todos os jogos de Detective Conan lançados para Game Boy, consoles da Sony , WonderSwan e Nintendo DS foram desenvolvidos pela Bandai. A Banpresto desenvolveu os títulos de Detective Conan para Game Boy Color e Game Boy Advance, enquanto a Marvelous Entertainment desenvolveu Case Closed: The Mirapolis Investigation.

CDs de áudio

Katsuo Ono compôs e arranjou as músicas presentes em Detective Conan; suas obras foram lançadas em vários CDs. Também foram lançados dois álbuns de imagens, contendo várias canções cantadas por dubladores japoneses dos personagens do anime. Vários temas musicais foram feitos por músicos pop como B'z, Zard e Garnet Crow. Os primeiros quatro temas musicais foram lançados pelo Universal Music Group e todos os lançamentos posteriores foram pela Being Inc. The Best of Detective Conan e The Best of Detective Conan 2 foram álbuns que venderam juntos mais de 2,2 milhões de cópias, enquanto os singles de The Best of Detective Conan 3 venderam juntos mais de 1,6 milhões de cópias. Em 25 de julho de 2017, a cantora Mai Kuraki foi premiada com o Guinness World Record por cantar o maior número de canções temáticas em uma única série de anime, tendo cantado 21 canções para Detective Conan, começando com seu hit "Secret of My Heart" (2000).

Drama de Live-action

Quatro especiais dramáticos de live-action e uma série de televisão foram criados pela Yomiuri Telecasting Corporation e pela TMS Entertainment com base na série. Os dois primeiros especiais foram ao ar em 2006 e 2007 apresentando Shun Oguri interpretando o adolescente Shinichi Kudo e Tomoka Kurokawa como Ran Mouri. O terceiro e o quarto especiais de TV foram ao ar em 2011 e 2012, apresentando Junpei Mizobata como Jimmy e Shioli Kutsuna como Rachel. O elenco usado para esses especiais de TV foi também usado para a série de televisão que foi ao ar entre 7 de julho de 2011 e 29 de setembro de 2011.

Outras mídias relacionadas

Em comemoração ao 50º aniversário das revistas Weekly Shōnen Sunday e Weekly Shōnen Magazine, as duas empresas colaboraram para publicar doze revistas quinzenais que consistem em capítulos de Detective Conan da revista Shonen Sunday e Kindaichi Case Files da revista Weekly Shonen. As revistas foram publicadas entre 10 de abril de 2008 e 25 de setembro de 2008. A Shogakukan também produziu muitos livros derivados da série. Cinquenta volumes de uma série de quadrinhos de filmes foram publicados no Japão entre junho de 1996 e agosto de 2000, cobrindo os primeiros 143 episódios do anime, embora alguns episódios tenham sido pulados. Cinco quadrinhos adicionais intitulados 5 Juuyou Shorui (5重要書類, lit. 5 Important Documents) foram publicados entre julho de 2001 e janeiro de 2002 e cobriram episódios selecionados entre 162–219. Treze guias oficiais foram publicados entre junho de 1997 e abril de 2009. A Shogakukan também publicou romances, resumos de livros, livros educacionais e livros de quebra-cabeças.

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Recepção

Popularidade

Em 2006, o governo japonês usou o Conan em campanhas para ajudar a promover a conscientização sobre o crime entre as crianças. Visando o mesmo público, o Ministério das Relações Exteriores do Japão usou Conan e seus amigos em dois panfletos: um para promover a missão do ministério, o outro para apresentar a 34ª Cúpula do G8, realizada no país em 2010. Vários personagens da série apareceram na sexta parcela da série de selos comemorativos Anime, Heroes and Heroines emitida pelo Japan Post em 2006. Aoyama e suas criações são homenageados em sua cidade natal Hokuei, Tottori; um museu com exposições de seu trabalho está localizado lá, e várias estátuas de bronze de Shinichi Kudo, Conan Edogawa e Ran Mouri estão instaladas em vários locais da cidade. A cidade também tem outras atrações turísticas relacionadas a Detective Conan, incluindo um aeroporto e uma estação de trem com o tema de Detective Conan, sendo promovidas como Cidade do Conan.

Significado histórico e cultural

Detective Conan começou sua publicação durante a "Década Perdida", que foi um longo período de recessão econômica no Japão durante a década de 1990, após o estouro da bolha econômica da década de 1980. Durante este período, o Japão também viu um aumento nos crimes violentos cometidos por adolescentes, o que foi uma causa crescente de preocupação. A turbulência política e cultural desse período contribuiu para a popularidade generalizada de Detective Conan no Japão, onde o público desejava escapar dessas crises. A temática do "menino detetive" ressurgiu nesta década e permaneceu popular desde então. A história de Detective Conan é frequentemente vista como uma visão otimista da capacidade das crianças de melhorar a sociedade e inspirar esperança para o futuro. Os detetives adultos e policiais de Detective Conan mostram-se ineptos na resolução de crimes e, em última análise, são Conan e o Clube de Detetives Júniores que resolvem os casos e inspiram o público infantil a fazer o mesmo.

Recepção da crítica

Nos Estados Unidos, Detective Conan recebeu elogios de Eduardo M. Chavez do Mania.com e A. E. Sparrow do IGN por suas histórias - contando os mistérios e como eles foram revelados pelas investigações de Conan e seus amigos. Sparrow chamou o estilo da série de uma mistura de Scooby-Doo e Sherlock Holmes, enquanto Chávez acreditava que o mangá tenha apelo para leitores de todas as idades. Melissa Sternenberg da THEM Anime Reviews também revisou o anime e elogiou sua animação e enredo. Os críticos de ActiveAnime comentaram sobre o complexo design de personagens e o "espírito" que a série tem, indicando que os fãs de séries de mistério em série preferem se divertir. A série também é considerada mais adequada para um público mais maduro. Nos Estados Unidos, a série dublada enfrentou várias reações negativas às mudanças para localizar o conteúdo para o público internacional de língua inglesa, principalmente norte-americano. Jeffrey Harris, do IGN, achou inútil mudar os nomes dos personagens, e Carl Kimlinger, do Anime News Network, disse que as mudanças de certas referências culturais japonesas tornaram várias partes dos mistérios e de sua consequente investigação ilógicas. As vozes revelaram-se confusas para Carlo Santos, que analisou o primeiro lançamento em DVD de Case Closed para o Anime News Network; ele disse que enquanto os personagens principais soavam como "pessoas reais", os secundários "[pareciam] caricaturas". Lori Lancaster, do Mania.com, descreveu Detective Conan como "uma série inteligente que tem mistérios em cada esquina", observando a natureza "bizarra" e "interessante" de cada caso. Chris Wyatt da IGN foi positivo quanto à maneira como os casos são armados, remetendo-os aos mistérios da sala trancada de Agatha Christie. Ele descreveu a série como "uma mistura de Inspetor Bugiganga e Law & Order, mas num estilo de anime." Seu colega, Harris, no entanto, expressou aborrecimento com elementos repetitivos no programa e os métodos inventados que a série usa para manter a identidade de Conan em segredo de certos personagens.

Prêmios

O mangá venceu o 46º Prêmio de Mangá Shogakukan na categoria shōnen em 2001. Os entrevistados em uma pesquisa online feita pela Shogakukan para cidadãos japoneses na casa dos vinte anos votaram em Detective Conan como um dos três principais mangás que queriam ver continuar a ser publicado na revista. Na França, a série foi indicada ao prêmio Angoulême Festival Graphic Novel entre a seleção japonesa. A série foi classificada no top mangás em publicação da About.com em 2010, na categoria "Melhor joia subestimada: Shōnen". Vários filmes da franquia foram indicados para prêmios em seu país de origem. O nono filme foi indicado para a categoria de longa-metragem no 5º Prêmio Anual de Anime de Tóquio, e os cinco filmes seguintes foram indicados para o Prêmio da Academia do Japão de Animação do Ano em seus respectivos anos de lançamento.

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Fontes consultadas

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