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Casa França-Brasil

Casa França-Brasil localiza-se no Centro histórico do Rio de Janeiro, estado do mesmo nome, no Brasil. Este imóvel histórico, atualmente encontra-se requalificado como um centro cultural. É um patrimônio cultural nacional, tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), na data de 24 de maio de 1938, sob o processo de nº 101-T-1938.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 27/07/2026
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História

Trata-se de um imponente solar neoclássico, projetado por Grandjean de Montigny, integrante da Missão Artística Francesa (1816) e professor da Academia Imperial de Belas Artes. Encomendado por João VI de Portugal, em 1819, para a instalação da primeira Praça do Comércio da cidade, foi inaugurado em 13 de maio de 1820. No contexto dos agitados dias que antecederam a Independência do Brasil, foi palco do episódio conhecido como "Açougue dos Bragança" (21 de abril de 1821), em que tropas do príncipe-regente dom Pedro (futuro Pedro I do Brasil) invadiram o local e dispersaram uma manifestação a favor da permanência da corte portuguesa no país. Em 1824, o prédio passou a sede da Alfândega e, em 1852, foram-lhe promovidas as primeiras reformas e remodelações, a cargo do engenheiro brasileiro André Rebouças e do arquiteto português Raphael de Castro. Embora reconhecido, em 1938, pelo então Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional como de valor arquitetônico inquestionável, o prédio, transformado em depósito após a transferência da Alfândega, e em processo notório de deterioração, só veio a conhecer novas reformas em 1951. Entre 1956 e 1978, abrigou o 2.º Tribunal do Júri.

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Características

Imagem: frozi · BY-NC-ND · Openverse

O edifício, considerado um dos primeiros registros do estilo neoclássico no país, apresenta sólidas paredes, colunas e claraboias. A princípio, conforme o projeto de Grandjean de Montigny, a fachada principal da edificação apresentava grandes janelas, iguais as janelas existentes nas fachadas laterais do edifício. Para sediar a alfândega, foi necessário passar por reformas, onde precisou fechar parcialmente as janelas para uma maior proteção, transformando-as em óculos, característica que permanece nos dias atuais. Ainda, na fachada principal, há três portas com verga em arco, que são acessadas através de escadas. E as fachadas laterais apresentam uma porta central, ladeada por cinco grandes janelas. Internamente, o edifício possui um grande salão aberto em cruz com abóbadas de berço e uma cúpula central com um lanternim, que lhe proporciona iluminação. A cobertura é sustentada por vinte e quatro colunas dóricas revestidas de madeira com pintura marmorizada.

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Fontes consultadas

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