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Vila Verde

Vila Verde é uma vila portuguesa localizada na sub-região do Cávado, pertencendo à região do Norte e ao distrito de Braga.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 22/08/2026
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História

Vila Verde é um município com 170 anos de existência e um dos maiores do baixo Minho. Foi fundado em 24 de Outubro de 1855, com a extinção dos concelhos de Prado, Penela e Pico de Regalados. Já em 1836, por decreto de 6 de novembro, foram extintos os concelhos de Aboim da Nóbrega, Vila Chã e Larim, e os coutos de Gomide, Sabariz, e Valdreu passando a fazer parte do concelho de Pico de Regalados, os coutos de Cervães e Freiriz passando a fazer parte do concelho de Prado e o couto de Moure incluído no novo concelho de Penela (em vez de Portela de Penela), cujas origens remontam aos tempos da Idade Média. Durante a pré-historia, a presença humana no concelho de Vila Verde é mais evidente na zona Norte do concelho, mais montanhosa, com numerosos vestígios, gravuras, monumentos funerários (mamoas, menires ), em particular o conjunto de mamoas nos montes do Borrelho e do Moinho Velho (Necrópole Megalítica do Bustelo), a citânia de São Julião, em Ponte São Vicente, e o castro de Barbudo, no monte do Castelo. A presença romana é mais discreta, com alguns tesouros encontrados em Barbudo e Gondiães, vestígios de pedreiras e minas de ouro e obviamente vestígios da via romana XIX que ligava Braga a Lugo, passando pelo concelho, pela Vila de Prado (Milha IV) até Rio Mau (15,4 Km). Na falta de vestígios materiais, podemos adivinhar que durante esse período de aproximadamente 400 anos, a ocupação do território foi profundamente alterada, com a presença de núcleos habitacionais a volta de quintas (Villae romana) nos vales e na zona Sul do concelho. Em particular, nas imediações da Vila de Prado, zona rica em barro já intensamente explorado para fornecer as olarias de Bracara Augusta, mas que podia já ser um importante centro de produção.

Os antigos concelhos

Nas inquirições de 1220 o concelho de Vila Verde é dividido entre as Terras de Prado, de Penela e da Nóbrega o resto fazendo parte do Julgado de Bouro (entre Homem e Cavado). Já em 1258 nas inquirições de Afonso III, o concelho é dividido entre os Julgados de Prado (com freguesias dos atuais concelhos de Barcelos), Penela (com freguesias dos atuais concelhos de Ponte de Lima e Ponte da Barca) da Nóbrega (com freguesias dos atuais concelhos Ponte da Barca), de Larim (Soutelo e Turiz), de Vila Chã e de Regalados.

A revolução da Maria da Fonte e a Patuleia em Vila Verde

A revolução da Maria da Fonte foi particularmente virulenta nos antigos concelhos que compõe hoje o concelho de Vila Verde[nota 7]. Tudo começou no dia 15 de abril de 1846 quando a população de Prado atacou um quartel militar da cidade de Braga [nota 8]. No dia 24 houve uma concentração de cerca de 3 000 pessoas no terreiro da Senhora do Alívio em Soutelo, para atacar novamente Braga, os militares advertidos montaram uma grande operação (com um contingente de artilharia) para cercar e dispersar os revoltosos, mas chegaram tarde a população já se tinha retirada ao romper do dia. No 27 uma coluna militar a caminho de Ponte da Barca foi atacada em Covas, 4 revoltosos morreram e outros tantos fugiram. No 5 de maio uma coluna militar vindo de Ponte da Barca, ficou debaixo de fogo da Portela do Vade até Braga com 3 praças feridos e alguns mortos nos revoltosos, um deles era um Padre. Em Godinhaços, todas as casas que atiravam sobre os soldados dessa coluna foram queimadas em represália e morreu Bernardo uma criança de 13 anos [nota 9]. Mais tarde, em 28 de junho uma junta revolucionária Miguelista assumia o poder no concelho de Vila de Chã nomeando como juiz, Rodrigo Lobo de Sousa Machado e Couros, Morgado de Santão. Em agosto o concelho de Aboim era o epicentro da revolta.

Vila Verde

A primeira notícia sobre Vila Verde remonta ao século X e constitui, talvez, a mais antiga documentação do topónimo Vila Verde.[carece de fontes?] Nessa altura, boa parte do território do atual município aparece na posse da poderosa família da condessa Mumadona Dias, tanto por si própria como pela do marido desta, o conde Hermenegildo Gonçalves, cujo pai, o conde Gonçalo Afonso Betote era já muito herdado no século IX desde o Douro ao Minho.[carece de fontes?] Durante o século XI nota-se no território do atual município uma espécie de logradouro da alta nobreza portucalense, na correspondência da estirpe da condessa Mumadona, no século anterior.

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Geografia

O ponto mais elevado do município situa-se no Alto do Galinheiro, a 808 metros de altitude, na freguesia de Valdreu. Também se destacam outras elevações neste município, como a Serra do Oural (722 m), o Monte do Barrete (741 m) e o Castelo de Aboim (771 m).

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Cultura

O concelho de Vila Verde, pela antiguidade e riqueza cultural, é detentor de um vasto património, traduzido nos vestígios arqueológicos, na arquitetura civil e religiosa, nos conjuntos rurais típicos, nos aspetos etnográficos da cultura popular, no artesanato, na gastronomia tradicional, na paisagem verdejante e nos rios que o atravessam.[carece de fontes?] As festas e romarias constituem uma das múltiplas expressões da religiosidade dos seus habitantes. Caracterizam-nas as manifestações religiosas e pagãs, que convivem em comunhão e se complementam. Cerca de centena e meia desses eventos festivos e religiosos ocorrem ao longo de todo o ano nas Capelas e Igrejas do concelho e revelam, por si só, a dinâmica e a religiosidade de um povo empenhado em preservar a sua herança cultural e transmitir às novas gerações formas de viver e sentir.[carece de fontes?] As feiras, de periodicidade semanal, quinzenal, mensal e anual, os eventos culturais e as várias exposições temáticas revelam o forte empenho no desenvolvimento cultural, social e económico da região. O artesanato ocupa cada vez mais um lugar de destaque no município; pela importância económica crescente, pela preservação de técnicas de fabrico ancestrais e pela inovação na conceção de outros produtos.

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Indicadores

Em 2021, o município apresentava uma dívida total de 13 638 123 € contra 30 943 000 € em 2008, mesmo assim superior a dívida de Barcelos (116 766 habitantes) de 12 472 968 €, ou de Ponte de Lima (41 169 habitantes) com 3 108 187 €. Referências: 1997 e 2008, 2013–2018, 2019 2019–2021

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Freguesias

O município de Vila Verde está dividido em 33 freguesias:

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Demografia

(Número de habitantes que tinham a residência oficial neste município à data em que os censos se realizaram.)Densidade populacional (número médio de indivíduos por km² em 2021): 203,1 Pela deliberação da Comissão Interministerial de Coordenação, o município de Vila Verde é definido como um município de baixa densidade. "(Obs: De 1900 a 1950 os dados referem-se à "população presente" no município à data em que eles se realizaram Daí que se registem algumas diferenças relativamente à designada população residente)

Censos de 2021 por freguesias

Aboim da Nóbrega e Gondomar: -14,8%, Atiães: 5,2% , Cabanelas: -6%, Carreiras (São Miguel) e Carreiras (Santiago): -10,6%, Cervães: -6,3%, Coucieiro: -0,9%, Dossãos: -15,2%, Escariz (São Mamede) e Escariz (São Martinho):-0,7%, Esqueiros, Nevogilde e Travassós: -10,8%, Freiriz: -3,6%, Gême: -5,4%, Lage: 5,4, Lanhas: 12,4%, Loureira: -4%, Marrancos e Arcozelo: -9,6%, Moure: -3%, Oleiros: 1,7%, Oriz (Santa Marinha) e Oriz (São Miguel): -10,9%, Parada de Gatim: -10,8%, Pico (São Cristóvão): -14,9%, Pico de Regalados, Gondiães e Mós: 2,3%, Ponte (São Vicente): -6,4%, Sabariz: 1,1%, Sande, Vilarinho, Barros e Gomide: -9,8%, São Miguel do Prado: -8,9%, Soutelo: 1,2%, Turiz: 7,2%, Ribeira do Neiva:-11,7%, Vade: -13,4%, Valbom (São Pedro), Passô e Valbom (São Martinho): -7,3%, Valdreu: -15,7%, Vila de Prado: 0,2%, Vila Verde e Barbudo: 4,9%

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Política

Eleições autárquicas

(a) O CDS-PP e o PS apoiaram a lista independente nas eleições de 2001.

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Fontes consultadas

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