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São José do Rio Preto

São José do Rio Preto é um município brasileiro localizado no interior do estado de São Paulo. Localiza-se ao noroeste da capital do estado, distando desta cerca de 445 km. Sua área é de 431,944 km², sendo sua área urbanizada, de 124,79 km², a 7.ª maior do estado e a 30.ª maior do país.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 16/07/2026
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História

Origens e pioneirismo

Até por volta de 1840, a área onde está situada a região do município de São José do Rio Preto não passava de mata virgem. Naquele ano, o lugar começou a ser desbravado por mineiros, que ali se fixaram e deram início à exploração agrícola e à criação de animais domésticos. Segundo relatos de antigos moradores, esses homens saíram da Vila de Nossa Senhora do Carmo dos Tocos, hoje Paraguaçu, no estado de Minas Gerais. Também, segundo relatos, no ano de 1845, Luiz Antônio da Silveira pisou, pela primeira vez, em solo rio-pretense, trazendo junto com ele cargueiros e escravos, vindo juntamente com seu irmão Antônio Carvalho e Silva e com seu amigo Vicente Ferreira Netto. Abriram veredas mato adentro, desde Bebedouro do Turvo até as proximidades do local onde hoje está a cidade de São José do Rio Preto. Os recursos estavam acabando e a comitiva se deteve naquele local, onde, com o tempo, haviam conquistado terras boas para o cultivo com sobra de água para o gado e um bom lugar para moradias. Com o passar do tempo a pequena povoação ia crescendo. Em 1852, Luiz Antônio da Silveira doou parte de suas terras ao seu santo protetor, São José, com a intenção de que o patrimônio desse origem a uma cidade.

Formação administrativa e etimologia

O município foi fundado em 19 de março de 1852 por João Bernardino de Seixas Ribeiro, que liderou os moradores das vizinhanças na construção de uma capela. Com o crescente desenvolvimento do então distrito de Jaboticabal, que havia sido criado pela Lei Provincial nº 4, de 21 de março de 1879, a emancipação veio a partir da Lei Estadual nº 294, de 19 de julho de 1894. Naquela época, a cidade possuía um território com mais de 26 mil km², sendo suas divisas o Rio Grande, o Rio Turvo, o Rio Tietê e o Rio Paraná, área depois desmembrada em novos municípios. Em 1895, a pedido da Igreja Católica, detentora do patrimônio, o engenheiro italiano Ugolino Ugolini traçou a primeira planta da futura cidade. Em 1904, pela lei n° 903, é criada a comarca de Rio Preto.

Após a emancipação

Com a chegada da Estrada de Ferro Araraquara (EFA), no ano de 1912, a cidade assumiu uma importante posição de polo comercial de concentração de mercadorias produzidas no então conhecido Sertão de Avanhandava e de irradiação de materiais vindos da capital. Essa expansão ferroviária na região do município colaborou para que, no início do século XX, ocorressem vários movimentos de desbravamento e povoamento de novas localidades, o que ficou conhecido com as frentes pioneiras se iniciando em São Paulo. Esse processo foi baseado na economia que girava em torno do cultivo do café, que precisava de mais lugares para sua lavoura. O aumento das exportações, o esgotamento dos solos e a facilidade de empréstimos bancários foram as causas desse grande movimento que começou no Vale do Paraíba, passou pelas regiões das cidades de Campinas, Ribeirão Preto, até chegar a São José do Rio Preto; terminou no estado do Paraná. Esse desbravamento ficou conhecido como a Marcha do Café.

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Geografia

São José do Rio Preto se localiza na Região Imediata de São José do Rio Preto, inserida na Região Intermediária de São José do Rio Preto, no noroeste do estado de São Paulo, distante 445 km da capital estadual, São Paulo, e 707 km de Brasília, capital federal. Ocupa uma área de 431,944 km², dos quais 169,415 km² são de áreas urbanas (2015), a sétima maior dentre os municípios paulistas. Limita-se com os municípios de Ipiguá e Onda Verde a norte, Guapiaçu e Cedral a leste, Bady Bassitt a sul e Mirassol a oeste. O município possui seu território inserido na bacia hidrográfica do Rio Grande, pertencendo à sub-bacia do Rio Preto, que corta a cidade. Há ainda várias sub-bacias de pequenos e médios córregos com papéis importantes em sua configuração. A altitude média é de 489 metros.

Clima

O clima de São José do Rio Preto é tropical chuvoso com inverno seco, do tipo Aw na classificação climática de Köppen-Geiger, marcado por duas estações: uma chuvosa nos meses de verão e outra seca no inverno, sendo outono e primavera estações de transição. A precipitação cai sobre a forma de chuva, sendo registrada, em algumas ocasiões, a ocorrência de granizo. Por vezes, ocorrem chuvas convectivas, de forte intensidade e curta duração, ocasionando alagamentos em partes da cidade. Por outro lado, no inverno, quando os eventos de chuva tornam-se menos frequentes, a umidade relativa do ar (URA) despenca, muitas vezes para valores abaixo de 30% ou até mesmo próximo de 10%, contribuindo para o aumento de focos de queimadas. Nessa mesma época, é mais comum a entrada de massas de ar polares, algumas delas com potencial para baixar a temperatura para menos de 10 °C, possibilitando até mesmo a ocorrência de geadas.

Áreas verdes

A vegetação do município varia entre a Mata Atlântica e o Cerrado, dependendo da fertilidade do solo e do abastecimento hídrico. De acordo com a prefeitura, o município possui 8,46 m² de projeção de área verde por habitante. São José do Rio Preto é a terceira cidade com maior índice de arborização urbana do Brasil; 97,78% dos habitantes da cidade residem em vias com árvores de acordo com o Censo de 2022 do IBGE. A execução dos serviços de conservação e manutenção dos canteiros, praças e parques da cidade, igualmente ao de manejo da arborização pública (poda, remoção e destoca das árvores situadas em áreas públicas) é de responsabilidade da própria prefeitura, que faz as intervenções frequentes para que seja mantida a qualidade de vida urbana. Essas árvores ajudam a absorver partículas poluentes, amenizam o clima e servem como barreira para ventos e abrigo à fauna, propiciando uma variedade maior de espécies em Rio Preto.

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Demografia

No censo demográfico de 2022 feito pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a população do município era de 480 393 habitantes, sendo 229 222 homens e 251 171 mulheres, apresentando uma densidade populacional de 1 112,17 hab./km²; a cidade tinha 220 173 domicílios, com uma média de 2,57 moradores por domicílio. De acordo com o mesmo censo, a distribuição étnica da população municipal era 67,53% branca, 25,67% parda, 5,88% preta, 0,85% amarela e 0,06% indígena, além de outros sem declaração. Em 2025, pela estimativa do IBGE, o município tinha 504 166 habitantes. De acordo com o censo demográfico de 2010, 383 490 viviam na zona urbana (93,93%) e os 24 768 restantes na zona rural (6,07%). Simultaneamente, 196 016 habitantes eram do sexo masculino e 212 242 habitantes do sexo feminino. Ainda conforme o mesmo censo, a distribuição étnica da população municipal era de brancos (76,37%), pardos (18,49%), pretos (3,49%), amarelos (1,04%) e indígenas, além de outros sem declaração. A densidade populacional era de 946,53 hab./km²

Religião

Conforme dados do censo 2010, a população rio-pretense é formada por católicos apostólicos romanos (58,7%), católicos apostólicos brasileiros (0,1%), evangélicos (23,79%), espíritas (6,81%), sem religião (5,57%), testemunhas de Jeová (1,47%), ateus (0,38%), santos dos últimos dias (0,18%), budistas (0,18%), umbanda e candomblé (0,17%), cortodoxos (0,07%), tradições esotéricas (0,03%) judaístas (0,03%), espiritualistas (0,03%) e tradições indígenas (0,02%). Segundo o censo brasileiro de 2022, a composição religiosa da cidade era de 51,04% católicos, 28,55% evangélicos ou protestantes, 5,93% espíritas, 1,27% umbandistas ou candomblecistas, 0,04% religião tradicional, 5,09% outra religião, 7,89% irreligiosos, 0,02% desconhecidos e 0,16% não declarados.

Criminalidade e segurança pública

Em 2008, a taxa de homicídios no município teve uma média de 9,2 para cada 100 mil habitantes, o equivalente a 38 homicídios. O índice de óbitos por arma de fogo, que era de 13,3 para cada 100 mil habitantes em 2002, pulou para 14,6 em 2003, sendo de 9,6 e 6,9 em 2004 e 2005, respectivamente, voltando a cair em 2006, ficando em 6,6 neste ano. A taxa de óbitos por acidentes de trânsito, que era de 34,7 em 2002, cresceu levemente para 34,8 em 2005, mas fechou 2006 em 32,3 óbitos para cada 100 mil habitantes. A queda de homicídios por causas relacionadas à violência urbana se deve às medidas tomadas pela Polícia Militar do Estado de São Paulo (PMSP), como a inauguração da Base de Radiopatrulha Aérea de São José do Rio Preto, que conta com o helicóptero Águia 17. De acordo com a PMSP, 96 municípios são atendidos pelo Águia 17, cobrindo uma extensão de pouco mais de 26 mil km², onde residem 1,44 milhão de pessoas. Também foi registrada queda nos índices de latrocínio na região de Rio Preto; foram duas ocorrências no último trimestre de 2008 para apenas um caso no mesmo período de 2009.

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Política

O poder executivo do município de São José do Rio Preto é exercido pelo prefeito, auxiliado pelo seu gabinete de secretários e pelos administradores regionais e distritais. O primeiro intendente de Rio Preto foi Luiz Francisco da Silva, que ficou no cargo entre 27 de novembro de 1894 e 15 de julho de 1895. O poder legislativo é constituído pela câmara, composta por 23 vereadores eleitos pelo sistema proporcional para mandato de quatro anos. Cabe à casa elaborar votar leis fundamentais à administração e ao executivo, especialmente o orçamento participativo (Lei de Diretrizes Orçamentárias). São José do Rio Preto se rege por sua lei orgânica, promulgada em 3 de abril de 1990 e é sede de uma comarca cujos termos são Bady Bassitt, Cedral, Guapiaçu, Ipiguá, Nova Aliança, Potirendaba e Uchoa. De acordo com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), São José do Rio Preto possuía, em outubro de 2024, mais de 347 900 eleitores.

Cidades-irmãs

Cidades-irmãs é uma iniciativa do Núcleo das Relações Internacionais, que busca a integração entre a cidade e demais municípios nacionais e estrangeiros; a integração é firmada por meio de convênios de cooperação, que têm o objetivo de assegurar a manutenção da paz entre os povos, baseada na fraternidade, na felicidade, na amizade e no respeito recíproco entre as nações. Oficialmente, a única cidade irmã de São José do Rio Preto é Nantong, China, desde 14 de abril de 2010.

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Subdivisões

São José do Rio Preto é constituído por três distritos: sede, Engenheiro Schmitt e Talhado. O município foi criado pela Lei Estadual nº 294, de 19 de julho de 1894 e compreendia uma superfície de mais de 26 mil km² que posteriormente seria desmembrada em novos distritos e municípios. A última mudança na divisão territorial foi feita pela Lei Estadual nº 8550, de 30 de dezembro de 1993, que desmembrou de São José do Rio Preto o distrito de Ipiguá, elevado a município. O distrito de Engenheiro Schmitt, em 2017, tinha 19 446 habitantes e o distrito de Talhado, 5 096 habitantes. Ambos distritos contam com subprefeituras. A cidade também está dividida em 612 bairros, loteamentos e residenciais. O maior e mais populoso bairro é o Solo Sagrado, na Zona Norte, com uma população de cerca de 24 mil habitantes. Os bairros são agrupados em dez regiões definidas por características socioeconômicas: Região Schmitt, Zona Sul, Região Talhado, Extremo Norte, Região Vila Toninho, Zona Leste, Região do Hospital de Base, Região da Represa, Região Central, Região Cidade da Criança, Região Pinheirinho, Zona Norte, Região CEU e Região Bosque. Tal divisão foi criada pelo decreto 18.073 de 29 de junho de 2018.

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Economia

O Produto Interno Bruto (PIB) de São José do Rio Preto é o 58.º maior do Brasil e o 18.º maior de São Paulo, destacando-se na área da prestação de serviços. De acordo com dados do IBGE relativos a 2023, o PIB do município era de 26 390 120,82 mil. reais; em 2021, 14 508 306,84 eram do setor terciário. O PIB per capita em 2023 era de 54 934,44 reais. Segundo pesquisa de 2009 da Fundação Getúlio Vargas, publicada na revista Você S.A., São José do Rio Preto ocupava a 18.ª colocação no ranking das mais promissoras cidades brasileiras para se construir uma carreira profissional. De janeiro a outubro de 2025, as exportações somaram US$ 54,9 milhões (R$ 300,3 milhões), alta de 35% em relação a 2024. O setor terciário é o mais relevante da economia rio-pretense. De acordo com o Cadastro Central de Empresas do IBGE, a cidade possuía, no ano de 2022, 45 615 unidades locais e 43 550 empresas e estabelecimentos comerciais atuantes, sendo 205 855 trabalhadores ocupados e 146 509 trabalhadores ocupados assalariados. Salários, juntamente com outras remunerações, somavam 5 968 417 reais; o salário médio mensal do município era de 2,6 salários mínimos. A cidade possui cinco shopping centers: Riopreto Shopping Center, inaugurado em 1988, Praça Shopping, inaugurado em 1998, Plaza Avenida Shopping, inaugurado em 2007, Shopping Cidade Norte, inaugurado em 2012 e Shopping Iguatemi São José do Rio Preto, inaugurado em 2014. Assim como no resto do país o maior período de vendas é o Natal.

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Infraestrutura

De acordo com o censo de 2022 do IBGE, São José do Rio Preto tinha 220 173 domicílios entre apartamentos, casas, e cômodos com uma média de 2,57 moradores por domicílio. Em 2010 foram contabilizados 137 233 domicílios, sendo 90 849 próprios (66,2% do total), 39 731 alugados (28,95%), 6 376 cedidos (4,65%) e 277 em outras condições. Em 2022, 99,86% dos domicílios possuíam coleta de lixo, 95,42% possuíam esgotamento sanitário, 99,97 possuíam banheiro e 91,38% possuíam acesso à Internet.. Em 2023, o estudo do Instituto Trata Brasil colocou São José do Rio Preto com o melhor saneamento básico entre as 100 maiores cidades do Brasil; de acordo com o estudo, 100% da população rio-pretense tinha acesso à água tratada. Em 2023, São José do Rio Preto passou a tratar 100% do esgoto coletado. A Estação de Tratamento de Esgoto da cidade foi inaugurada em 2008 e ocupa uma área de 27,7 alqueires às margens do rio Preto, na Rodovia Délcio Custódio da Silva.

Saúde

O principal hospital público da cidade é o Hospital de Base, o segundo maior hospital do estado de São Paulo e um dos maiores do Brasil. Em 2024, realizou 98.384 atendimentos, 1,2 milhão de procedimentos, 132 mil atendimentos de emergência, 54,4 mil internações e 51,3 mil cirurgias; o complexo hospitalar conta com 8.800 colaboradores, incluindo 1.082 médicos, 641 residentes de 48 especialidades, 3.689 profissionais de enfermagem e 3.388 profissionais de diversas áreas da saúde, administrativa e de apoio. A instituição dispõe de 1.318 leitos, sendo 1.048 de enfermaria e 268 de UTI, além do maior centro cirúrgico do interior paulista, com 46 salas para procedimentos de alta complexidade e cirurgias robóticas. Anexo ao Hospital de Base está o Hospital da Criança e Maternidade, um centro de referência para atendimentos de uma região que inclui 102 municípios.

Educação

O município contava em 2024 com 53 268 matrículas, 2 753 docentes e 147 escolas no ensino fundamental e 19 280 matrículas, 1 192 docentes e 71 escolas no ensino médio. De acordo com a Conjuntura Econômica de 2025, em 2024 a rede municipal de ensino contava com 18 623 matrículas na educação infantil e 21 529 matrículas no ensino fundamental. O município tinha em 2022, 67 instituições de ensino superior, sendo 52 a distância, tendo em 2023, 31 005 matrículas nas redes pública e privada. O Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB) de São José do Rio Preto no ano de 2017 foi de 6,9 para o 5.º ano e 5,2 para o 9.º ano, ficando acima das médias estadual e nacional e atingindo as metas estabelecidas para a cidade. Em relação à Educação especial, São José do Rio Preto conta com unidades de atendimento da APAE e do Centro para Desenvolvimento do Potencial e Talento.

Serviços e comunicações

O serviço de abastecimento de água de toda a cidade é feito pela Serviço Municipal Autônomo de Água e Esgoto (SeMAE). Existem 106 mil ligações prediais atendidas pela rede pública de distribuição, todas equipadas com medidores (hidrômetros). Já a responsável pelo abastecimento de energia elétrica em São José do Rio Preto é a Companhia Paulista de Força e Luz (CPFL Energia), que atende ainda a alguns municípios do Interior de São Paulo. O sistema de telefones automáticos foi inaugurado na cidade em 1954 pela Cia. Telefônica Rio Preto, empresa administrada pela Companhia Telefônica Brasileira (CTB). Já o sistema de discagem direta à distância (DDD) foi implantado em 1976 pela Telecomunicações de São Paulo (TELESP) com o código de área (0172). Na década de 90 o código DDD da cidade foi alterado para (017), para padronização do sistema telefônico com a telefonia celular que estava sendo implantada em todo o estado. O serviço telefônico móvel, por telefone celular, é oferecido por diversas operadoras. Existe ainda acesso 3G, oferecido ao município desde abril de 2010. O código de área (DDD) de Rio Preto é 017 e o Código de Endereçamento Postal (CEP) da cidade vai de 15.000-000 a 15.104-999. No dia 1.º de setembro de 2008 o município passou a ser servido pela portabilidade, juntamente com outras cidades de São Paulo (códigos 14 e 17), Espírito Santo (27), Minas Gerais (37), Paraná (43), Goiás (62), Mato Grosso do Sul (67) e Piauí (86).

Transportes

O sistema ferroviário de São José do Rio Preto é administrado pela empresa Rumo Logística. No final do século XIX e início do século XX, a expansão das ferrovias no interior do Estado de São Paulo acompanhou o avanço da cultura cafeicultora. Em 1907, é inaugurada a estação de Avanhadava na Estrada de Ferro Noroeste do Brasil, quando esta ainda era parte do município de São José do Rio Preto. Em 1912 é inaugurada a Estação de São José do Rio Preto na Estrada de Ferro Araraquara no território atual do município. A presença da ferrovia impulsionou o desenvolvimento da cidade, facilitando as comunicações e o trânsito de pessoas. Em 1971, a Estrada de Ferro Araraquara é extinta e incorporada à FEPASA (Ferrovia Paulista S/A). Em 1997, a FEPASA é incorporada à RFFSA (Rede Ferroviária Federal) e no ano seguinte é feita a concessão à Ferroban (Ferrovia Bandeirantes). Esta última manteve o transporte ferroviário de passageiros em operação até o ano de 2001, ligando a cidade ao município de Itirapina. Em 2004, a Ferroban teve seu controle assumido pela Brasil Ferrovias, e em 2006 esta teve seu controle assumido pela América Latina Logística (ALL) que em 2015 foi incorporada à Rumo Logística. A antiga estação ferroviária passou por reforma entre 2020 e 2024 e agora abriga o Complexo Estação Ferroviária, um equipamento cultural que integra o Museu Ferroviário, o Espaço Plataforma, o Memorial do Empreendedor e a Casa do Artesão.

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Cultura

A Secretaria Municipal de Cultura é a instituição responsável pelo estímulo e fomento às atividades culturais, artísticas e folclóricas do município. O órgão também é o encarregado pelas principais construções dedicadas às artes cênicas da cidade, como os Núcleos Municipais de Arte, a Casa de Cultura Dinorath do Valle, o Museu Ferroviário, o Museu de Arte Primitivista José Antônio da Silva (MAP), o Museu de Arte Naïf (MAN), o Arquivo Público Municipal, a Hemeroteca Pública Dário de Jesus, o Complexo Swift de Educação e Cultura, os Teatros Municipais Humberto Sinibaldi Neto, Paulo Moura e Nelson Castro e o Comdephact (Conselho Municipal de Defesa do Patrimônio Histórico, Artístico, Cultural e Turístico). Além disso, a Secretaria Municipal de Cultura é responsável por eventos como o FIT - Festival Internacional de Teatro, a Bienal do Livro, o Carnaval Popular, o FEM - Festival de Música Popular Vinícius Nucci Cucolicchio, o Festival Nacional de Música Sertaneja, entre outros.

Literatura

Na área da literatura é destaque a sua Biblioteca Pública Municipal, que foi criada em 16 de julho de 1943 pelo Decreto-lei nº36, sendo inaugurada três meses depois, no dia 17 de outubro de 1943, com o nome de Biblioteca Pública Municipal Dr. Fernando Costa; em 19 de julho de 1943 foi registrada no Cadastro de Bibliotecas Brasileiras sob o nº 1.130, na Categoria Municipal; o prédio atual foi inaugurado em 19 de julho de 1980, na segunda gestão do prefeito Adail Vettorazzo. Hoje conta com mais de 50 mil títulos de diversas áreas do conhecimento. A biblioteca central se localiza no Centro Cultural Prof. Daud Jorge Simão, onde também se encontram museus municipais, pinacoteca, a Rádio Educativa FM e a Secretaria Municipal de Cultura. A cidade possui também bibliotecas públicas secundárias nos bairros Anchieta, Eldorado e Jardim Soraia e uma biblioteca móvel.

Teatros

São José do Rio Preto tem os Teatros Municipais Humberto Sinibaldi Neto, Paulo Moura e Nelson Castro e o Teatro SESI Waldemar de Oliveira Verdi.

Música

A Orquestra Sinfônica de São José do Rio Preto, fundada em 1942, é a mais antiga instituição cultural em atividade do município. Em 2020 foi tombada como patrimônio histórico por lei municipal e é uma associação sem fins lucrativos.

Artesanato

O artesanato também é uma das formas mais espontâneas da expressão cultural rio-pretense. Em várias partes do município, é possível encontrar uma produção artesanal diferenciada, feita com matérias-primas regionais e criada de acordo com a cultura e o modo de vida local. Esta diversidade torna o artesanato rio-pretense rico e criativo. A Superintendência do Trabalho Artesanal nas Comunidades (SUTACO) reúne diversos artesãos da região, disponibilizando espaço para confecção, exposição e venda dos produtos artesanais. São produzidos especialmente colchas e caminhos de mesa de crochê, flores produzidas com folha de milho seca, peças produzidas com teares, dentre outras. Normalmente, essas peças são vendidas em feiras, exposições, ou lojas de artesanato.

Museus

São José do Rio Preto possui o Museu Ferroviário, inaugurado em 2024 nas instalações da antiga Estação Ferroviária, o Museu de Arte Primitivista José Antônio da Silva (MAP), desde 2012 no prédio histórico da antiga biblioteca municipal, o Museu de Arte Naïf (MAN) e o Museu da Imagem e do Som (MIS).

Festas e eventos

Para estimular o desenvolvimento socioeconômico local, a prefeitura de São José do Rio Preto, em parceria com empresas locais, investe no segmento de festas e eventos. Tais festas, muitas vezes atraem pessoas de outras cidades, exigindo uma melhor infraestrutura no município e estimulando a profissionalização do setor, o que é benéfico não só aos turistas, mas também a toda população da cidade. As atividades ocorrem durante o ano inteiro. São as principais:

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Esportes

Assim como na maior parte do país, em São José do Rio Preto o esporte mais popular é o futebol. Os clubes profissionais de futebol da cidade são o América Futebol Clube, mais conhecido por América de Rio Preto, fundado dia 28 de janeiro de 1946 e que manda seus jogos no Estádio Benedito Teixeira, o Teixeirão; Rio Preto Esporte Clube, chamado também por Verdão da Vila Universitária ou Glorioso, que foi fundado em 21 de abril de 1919 e joga no Estádio Anísio Haddad, o Rio Pretão e o Riopretano Futebol Clube, fundado em 5 de março de 2025 e que manda seus jogos no Estádio Anísio Haddad. No futebol feminino, a cidade conta com a Associação Esportiva Realidade Jovem, fundada em 1996 e que conquistou o Campeonato Brasileiro de 2015 e os Campeonatos Paulistas de 2016 e 2017. A cidade também tem força em esportes como o futebol americano, representado pela equipe Rio Preto Weilers que compete desde 2012 em torneios oficiais e também conta com formas alternativas de esporte basquete em cadeira de rodas (basquete cadeirante), formado por membros do CAD (Clube Amigos dos Deficientes), que disputa o campeonato nacional. O CAD também atua em outros esportes adaptados, como atletismo e natação, e tem como um dos patrocinadores a Secretaria Municipal de Esportes e Lazer.

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Fontes consultadas

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