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Acesso à Internet

O acesso à Internet refere-se aos meios pelos quais os usuários podem conectar-se à Internet. É a capacidade de indivíduos e organizações se conectarem usando terminais de computador, computadores e outros dispositivos para acessar serviços como e-mail e a world wide web. O acesso à Internet é vendido por provedores de serviços de Internet (ISPs), fornecendo conectividade em uma ampla gama de taxas de transferência de dados por meio de várias tecnologias de rede. Muitas organizações, incluindo um número crescente de entidades municipais, também fornecem acesso sem fio e linhas fixas gratuitas.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 06/07/2026
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História

A Internet se desenvolveu a partir da ARPANET, que foi fundada pelo governo dos Estados Unidos da América para apoiar projetos dentro do governo e em universidades e laboratórios de pesquisa nos Estados Unidos da América mas cresceu com o tempo para incluir a maioria das grandes universidades do mundo e os braços de pesquisa de muitas empresas de tecnologia. O uso por um público mais amplo só veio em 1995, quando as restrições ao uso da Internet para transportar tráfego comercial foram suspensas. Do início até aos meados da década de 1980, a maior parte do acesso à Internet vinha de computadores pessoais e estações de trabalho diretamente conectadas à redes locais ou de conexões dial-up usando modems e linhas telefônicas analógicas. As LANs normalmente operavam a 10 megabits por segundo , enquanto as taxas de transferência de dados do modem aumentaram de 1200 bits por segundo, no início dos anos 1980, para 56 kilobits por segundo, no final dos anos 1990. Inicialmente, as conexões dial-up eram feitas de terminais ou computadores executando software de emulação de terminal para servidores de terminal em LANs. Essas conexões dial-up não suportavam o uso dos protocolos de Internet de ponta a ponta e forneciam apenas conexões de terminal para host. A introdução de servidores de acesso à rede que suportam o protocolo de Internet de linha serial (SLIP) e posteriormente o protocolo ponto a ponto (PPP) ampliou os protocolos de Internet e disponibilizou toda a gama de serviços de Internet aos usuários dial-up (embora mais lento, devido às taxas de transferência de dados disponíveis, usando conexões dial-up, mais baixas).

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Disponibilidade

Imagem: Senado Federal · BY · Openverse

Além do acesso em casa, na escola e no local de trabalho, o acesso à Internet pode estar disponível em locais públicos, como bibliotecas e cibercafés, onde computadores com conexão à Internet estão disponíveis. Algumas bibliotecas fornecem estações para conectar fisicamente os laptops dos usuários às redes locais (LANs). Os pontos de acesso à Internet sem fio estão disponíveis em locais públicos (como saguões de aeroportos), em alguns casos apenas para uso breve em pé. Alguns pontos de acesso também podem fornecer computadores operados por moedas. Vários termos são usados, como "quiosque público de Internet", "terminal de acesso público" e "telefone público da Web". Muitos hotéis também possuem terminais públicos, geralmente, pagos. Cafés, shoppings e outros locais oferecem cada vez mais acesso sem fio às redes de computador para usuários que trazem seus próprios dispositivos habilitados para acesso sem fio, como laptops ou PDAs. Esses serviços, conhecidos como hotspots, podem ser gratuitos para todos, gratuitos apenas para clientes ou pagos. Um ponto de acesso Wi-Fi não precisa ser limitado à um local confinado, pois vários pontos combinados podem cobrir inteiramente um campus, um parque e, até mesmo, uma cidade inteira.

Velocidade

As taxas de bits para modems dial-up variam de 110 bits por segundo (no final da década de 1950) à um máximo de 33 à 64 kilobits por segundo (V.90 e V.92) (no final da década de 1990). As conexões dial-up, geralmente, requerem o uso dedicado de uma linha telefônica. A compressão de dados pode aumentar a taxa de bits efetiva para uma conexão de modem dial-up de 220 (V.42bis) para 320 (V.44) kilobits por segundo. No entanto, a eficácia da compactação de dados é bastante variável, dependendo dos tipos de dados que estão sendo enviados, da condição da linha telefônica e de vários outros fatores. Na realidade, a taxa geral de dados, raramente, ultrapassa 150 kilobits por segundo.

Congestionamento de rede

Os usuários podem compartilhar o acesso em uma infraestrutura de rede comum. Como a maioria dos usuários não usa sua capacidade de conexão completa o tempo todo, essa estratégia de agregação (conhecida como serviço contendido), geralmente, funciona bem e os usuários podem explodir em sua taxa de dados completa por breves períodos. No entanto, o compartilhamento de arquivos ponto-a-ponto (P2P) e as transmissões de vídeos de alta qualidade exigem altas taxas de dados por períodos prolongados. Isso viola essas suposições e fazem com que um serviço se torne com mais demanda (procura) do que com oferta, resultando em congestionamento e desempenho ruim. O protocolo TCP inclui mecanismos de controle de fluxo que aceleram automaticamente na largura de banda sendo usada nos períodos de congestionamento de rede. Isso é justo no sentido de que todos os usuários que experimentam o congestionamento recebem menos largura de banda, mas pode ser frustrante para os clientes e um grande problema para os ISPs. Em alguns casos, a quantidade de largura de banda realmente disponível pode cair abaixo do mínimo necessário para suportar um determinado serviço (como o de videoconferências ou o de transmissões de vídeos ao vivo), efetivamente, fazendo com que o serviço torne-se indisponível.

Interrupções

Um apagão da Internet pode ser causado por interrupções locais de sinalização. As rupturas de cabos de comunicações submarinos podem causar apagões ou desacelerações para grandes áreas, como aconteceu na ruptura dos cabos submarinos em 2008. Os países menos desenvolvidos são mais vulneráveis devido à um pequeno número de links de alta capacidade. Os cabos terrestres também são vulneráveis, como em 2011, quando uma mulher que escavava sucata para ferro velho cortou a maior parte da conectividade para a Armênia. Os apagões de Internet que afetam os países (quase que inteiros) podem ser feitos pelos próprios governos como uma forma de censura na Internet. No bloqueio da Internet no Egito (em 2011), aproximadamente 93% das redes ficaram sem acesso, na tentativa de impedir a mobilização para protestos contra o governo.

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Tecnologias

Quando a Internet é acessada usando um modem, os dados digitais são convertidos em analógicos para serem transmitidos através de redes analógicas, como as redes telefônicas e à cabo. Um computador ou outro dispositivo que acessa a Internet estaria conectado diretamente à um modem que se comunica com um provedor de serviços de Internet (ISP) ou a conexão com a Internet do modem seria compartilhada por uma rede local (LAN) que fornece acesso em uma área limitada, como uma casa, uma escola, um laboratório de computadores ou um prédio de escritórios. Embora uma conexão com uma LAN possa fornecer taxas de dados muito altas dentro da LAN, a velocidade real de acesso à Internet é limitada pelo link upstream para o ISP. As LANs podem ser com fios ou sem fios. Atualmente, a ethernet através de cabos de par trançado e de Wi-Fi são as duas tecnologias mais utilizadas para construir LANs, mas o Arcnet, o token ring, o LocalTalk e o FDDI foram usados no passado, juntamente, com outras tecnologias.

Tecnologias dial-up

O acesso à Internet dial-up usa um modem e uma chamada telefônica colocada sobre a rede telefônica pública comutada (PSTN) para se conectar a um conjunto de modems operados por um ISP. O modem converte o sinal digital de um computador em um sinal analógico que viaja sobre o loop local de uma linha telefônica até atingir as instalações de comutação de uma empresa telefônica ou o escritório central (CO) onde é alternada para outra linha telefônica que se conecta a outro modem na extremidade remota da conexão. Operando em um único canal, uma conexão dial-up monopoliza a linha telefônica e é um dos métodos mais lentos de acessar a Internet. O dial-up é, frequentemente, a única forma de acesso à Internet disponível nas áreas rurais, uma vez que não requer novas infraestruturas (além da rede telefônica já existente) para se conectar à Internet. Normalmente, as conexões dial-up não excedem uma velocidade de 56 kilobits por segundo, pois são feitas, principalmente, utilizando modems que operam à uma taxa máxima de dados de 56 kilobits por segundo downstream (em direção ao usuário final) e 34 ou 48 kilobits por segundo upstream (em direção à Internet global).

Acesso à banda larga (circuitos conectados permanentemente)

O termo banda larga inclui uma ampla gama de tecnologias, todas as quais proporcionam maior taxa de dados de acesso à Internet. As seguintes tecnologias usam fios ou cabos (em contraste com a banda larga sem fio descrita posteriormente). A ISDN é um serviço telefônico comutado capaz de transportar voz e dados digitais e é um dos mais antigos métodos de acesso à Internet. A ISDN foi usada para aplicações de dados de voz, videoconferência e banda larga. A ISDN foi muito popular na Europa, mas menos comum na América do Norte. Seu uso atingiu o pico na década de 1990, antes da disponibilidade das tecnologias DSL e modem a cabo. A taxa básica ISDN, conhecida como ISDN-BRI, tem dois canais "de apoio" (ou "b") de 64 kilobits por segundo. Esses canais podem ser usados, separadamente, para chamadas de voz ou dados ou, combinados, para fornecer um serviço de 128 kilobits por segundo. Várias linhas ISDN-BRI podem ser combinadas para fornecer taxas de dados acima de 128 kilobits por segundo. A taxa ISDN primária, conhecida como ISDN-PRI, possui 23 canais de apoio (de 64 kilobits por segundo cada) para uma taxa de dados combinada de, aproximadamente, 1,5 megabits por segundo (padrão dos Estados Unidos América). Uma linha ISDN E1 (padrão europeu) tem 30 canais portadores e uma taxa de dados combinada de, aproximadamente, 1,9 megabits por segundo.

Acesso de banda larga sem fio

A banda larga sem fio é usada para fornecer acesso fixo e móvel à Internet com as seguintes tecnologias. O acesso à Internet via satélite fornece acesso fixo, portátil e móvel à Internet. As taxas de dados variam de 2 kilobits por segundo à 1 gigabit por segundo downstream e de 2 kilobits por segundo à 10 megabits por segundo upstream. No hemisfério norte, as antenas parabólicas exigem uma linha clara de visão ao céu sul, devido à posição equatorial de todos os satélites geoestacionários. No hemisfério sul, esta situação é inversa, e as antenas parabólicas são apontadas para o norte. O serviço pode ser adversamente afetado por umidade, chuva e neve (rain fade). O sistema requer uma antena direcional cuidadosamente apontada.

Redes de acesso híbrido

Em algumas regiões, principalmente em áreas rurais, o comprimento das linhas de cobre torna difícil para as operadoras de rede fornecer serviços de alta largura de banda. Uma alternativa é combinar uma rede de acesso fixo, normalmente xDSL, com uma rede sem fio, geralmente LTE. O fórum da banda larga padronizou uma arquitetura para tais redes de acesso híbrido.

Alternativas não comerciais para uso de serviços de Internet

A implantação de vários pontos de acesso Wi-Fi adjacentes, às vezes, é usada para criar redes sem fio em toda a cidade. Geralmente é solicitada, pelo município local, à WISPs comerciais. Os movimentos comunocêntricos também levaram à ampla implantação de redes comunitárias sem fio em vários países, tanto em desenvolvimento quanto desenvolvidos. As instalações rurais de ISPs sem fio, normalmente, não são comerciais por natureza. Em vez disso, são uma colcha de retalhos de sistemas construídos por amadores montando antenas em torres e mastros de rádio, silos de armazenamento agrícola, árvores muito altas ou quaisquer outros objetos altos disponíveis.

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Preços e gastos

Imagem: Senado Federal · BY · Openverse

O acesso à Internet é limitado pela relação entre preços e recursos disponíveis para gastar. Com relação a este último, estima-se que 40% da população mundial tem menos de US $ 20 por ano disponíveis para gastar em tecnologias da informação e comunicação (TICs). No México, os 30% mais pobres da sociedade contam com uma estimativa de US$ 35 por ano (US$ 3 por mês) e no Brasil, os 22% mais pobres da população contam com apenas US$ 9 por ano para gastar em TICs (US$ 0,75 por mês). Da América Latina, sabe-se que a fronteira entre as TICs como um bem de necessidade e as TICs como um bem de luxo gira em torno do “número mágico” de US$ 10 por pessoa por mês, ou US$ 120 por ano. Esta é a quantidade de gastos com TICs que as pessoas consideram uma necessidade básica. Os preços atuais de acesso à Internet excedem amplamente os recursos disponíveis em muitos países. Os usuários dial-up pagam os custos para fazer chamadas locais ou de longa distância, geralmente pagam uma taxa de assinatura mensal e podem estar sujeitos à cobranças adicionais, de seu ISP, por minuto ou baseadas no tráfego e limites de tempo de conexão. Embora menos comum hoje do que no passado, algum acesso dial-up é oferecido "gratuitamente" em troca de assistir à anúncios, em banners, como parte do serviço dial-up. NetZero, BlueLight, Juno, Freenet (NZ) e Free-nets são exemplos de serviços que oferecem acesso gratuito. Algumas redes comunitárias sem fio continuam a tradição de fornecer acesso gratuito à Internet.

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Exclusão digital

Imagem: Senado Federal · BY · Openverse

Apesar de seu tremendo crescimento, o acesso à Internet não é distribuído igualmente dentro ou entre os países. A exclusão digital refere-se à “lacuna entre as pessoas com acesso efetivo às tecnologias de informação e comunicação (TIC) e aquelas com acesso muito limitado ou nenhum”. A lacuna entre as pessoas com acesso à Internet e as que não têm é um dos muitos aspectos da exclusão digital. O fato de alguém ter acesso à Internet pode depender muito da situação financeira, da localização geográfica e das políticas governamentais. “As populações de baixa renda, rurais e minoritárias têm recebido um escrutínio especial como os "pobres" tecnológicos. As políticas governamentais desempenham um papel tremendo em levar o acesso à Internet ou limitá-lo à grupos, regiões e países carentes. Por exemplo, no Paquistão, que segue uma política agressiva de TI com o objetivo de impulsionar sua modernização econômica, o número de usuários da Internet cresceu de 133.900 (0,1% da população) em 2000 para 31 milhões (17,6% da população) em 2011. Na Coreia do Norte, há relativamente pouco acesso à Internet devido ao medo dos governos da instabilidade política que pode acompanhar os benefícios do acesso à Internet global.

O crescimento no número de usuários

O acesso à Internet cresceu de cerca de 10 milhões de pessoas em 1993, para quase 40 milhões em 1995, 670 milhões em 2002 e 2,7 bilhões em 2013. Com a saturação do mercado, o crescimento no número de usuários da Internet está diminuindo nos países industrializados, mas continua na Ásia, África, América Latina, Caribe e Oriente Médio. Haviam cerca de 600 milhões de assinantes de banda larga fixa e quase 1 bilhão e 200 milhões de assinantes de banda larga móvel em 2011. Em países desenvolvidos, as pessoas frequentemente usam redes de banda larga fixa e móvel. Em países em desenvolvimento, a banda larga móvel é frequentemente o único método de acesso disponível.

Divisão de largura de banda

Tradicionalmente, a exclusão é medida em termos do número existente de assinaturas e dispositivos digitais ("tenho e não tenho assinaturas"). Estudos recentes mediram a exclusão digital não em termos de dispositivos tecnológicos, mas em termos da largura de banda existente por indivíduo (em kilobits por segundo per capita). A exclusão digital em kilobits por segundo não está diminuindo monotonicamente, mas reabre a cada nova inovação. Por exemplo, "a difusão massiva da Internet de banda estreita e telefones móveis durante o final dos anos 1990" aumentou a desigualdade digital, bem como "a introdução inicial de DSL de banda larga e modems a cabo durante 2003 e 2004 aumentou os níveis de desigualdade". Isso ocorre porque um novo tipo de conectividade nunca é introduzido de forma instantânea e uniforme para a sociedade como um todo de uma vez, mas se difunde lentamente através das redes sociais. Em meados dos anos 2000, a capacidade de comunicação era distribuída de maneira mais desigual do que no final dos anos 1980, quando existiam apenas telefones fixos. O aumento mais recente na igualdade digital decorre da difusão massiva das mais recentes inovações digitais (ou seja, infraestruturas de banda larga fixa e móvel, por exemplo, 3G e fibra óptica FTTH). O acesso à Internet em termos de largura de banda está distribuído de forma mais desigual em 2014 do que em meados da década de 1990.

Acesso rural

Um dos grandes desafios para o acesso à Internet, em geral, e para o acesso à banda larga (em particular) é atender à clientes potenciais em áreas de baixa densidade populacional, como agricultores, pecuaristas e pequenas cidades. Em cidades onde a densidade populacional é alta, é mais fácil para um provedor de serviços recuperar os investimentos relacionados ao equipamento, mas cada cliente em áreas (zonas) rurais pode, em alguns casos, precisar de equipamentos de alto custo para se conectar. Em 2010, enquanto 66% dos americanos tinham uma conexão de acesso à Internet , esse número era de apenas 50% nas áreas rurais (de acordo com o Pew Internet and american life project). A Virgin Media anunciou em mais de 100 cidades em todo o Reino Unido "de Cwmbran a Clydebank "que têm acesso ao serviço de 100 megabits por segundo.

Acesso como um direito civil ou humano

As ações, declarações, opiniões e recomendações descritas a seguir levaram à sugestão de que o próprio acesso à Internet é, ou deveria se tornar, um direito civil ou talvez humano. Vários países adotaram leis exigindo que o estado trabalhe para garantir que o acesso à Internet esteja amplamente disponível ou evitando que o estado restrinja injustificadamente o acesso de um indivíduo às informações e à Internet: Em dezembro de 2003, a Cúpula Mundial sobre a Sociedade da Informação (WSIS) foi convocada sob os auspícios das Nações Unidas. Após longas negociações entre governos, empresas e representantes da sociedade civil, a declaração de princípios da CMSI (WSIS) foi adotada reafirmando a importância da sociedade da informação para manter e fortalecer os direitos humanos:

Neutralidade da rede

A neutralidade da rede (também neutralidade da Internet ou igualdade da rede) é o princípio de que os provedores de serviços de Internet e os governos devem tratar todos os dados da Internet igualmente, não discriminando ou cobrando diferentemente por usuário, conteúdo, site, plataforma, aplicativo, tipo de equipamento conectado ou modo de comunicação. Os defensores da neutralidade da rede levantaram preocupações sobre a capacidade dos provedores de banda larga de usar sua infraestrutura de última milha para bloquear aplicativos e conteúdo da Internet (por exemplo, sites, serviços e protocolos) e até mesmo bloquear concorrentes. Os oponentes afirmam que os regulamentos de neutralidade da rede impediriam o investimento em melhorar a infraestrutura de banda larga e tentar consertar algo que não está quebrado. Em abril de 2017, uma tentativa recente de comprometer a neutralidade da rede nos Estados Unidos está sendo considerada pelo recém-nomeado presidente da FCC, Ajit Varadaraj Pai. A votação sobre a abolição ou não da neutralidade da rede foi aprovada em 14 de dezembro de 2017 e terminou em uma divisão de 3-2 a favor da abolição da neutralidade da rede.

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Os desastres naturais e o acesso

Imagem: Biblioteca Central PUCRS · BY-NC-SA · Openverse

Os desastres naturais afetam profundamente o acesso à Internet. Isso é importante, não apenas, para as empresas de telecomunicações que possuem as redes e os negócios que as utilizam, mas também para a equipe de emergência e para os cidadãos deslocados. A situação se agrava quando hospitais ou outros edifícios necessários à resposta à desastres perdem sua conexão. O conhecimento obtido com o estudo de interrupções do acesso à Internet por desastres naturais anteriores pode ser usado no planejamento ou na recuperação. Além disso, devido à desastres naturais (e também os causados pelo homem), estudos de resiliência de rede estão sendo conduzidos para evitar interrupções em grande escala. Uma das maneiras pelas quais os desastres naturais afetam a conexão com a Internet é danificando as sub-redes finais (subnets), tornando-as inacessíveis. Um estudo sobre redes locais após o furacão Katrina descobriu que 26% das sub-redes dentro da cobertura da tempestade estavam inacessíveis. No pico de intensidade do furacão Katrina, quase 35% das redes no Mississippi ficaram sem energia, enquanto cerca de 14% das redes da Louisiana foram interrompidas. Dessas sub-redes inacessíveis, 73% foram interrompidas por quatro semanas ou mais e 57% estavam nas “bordas da rede onde organizações de emergência importantes, como hospitais e agências governamentais, estão localizadas principalmente”. Danos extensos à infraestrutura e áreas inacessíveis foram duas explicações para o longo atraso no retorno do serviço. A empresa Cisco revelou um veículo de resposta à emergências de rede (NERV), um caminhão que torna as comunicações portáteis possíveis para equipes de resposta à emergências, apesar do acesso através das redes tradicionais serem interrompidas.

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Proliferação do uso

Imagem: Matheusmramiro · BY-SA · Openverse

A utilização da Internet ao redor do mundo proliferou-se rapidamente desde a última década, apesar de que a taxa de crescimento parece ter diminuído após 2000. Com a saturação do mercado, a fase de crescimento veloz está acabando em países industrializados, mas continua à se espalhar na Ásia, na África, na América Latina, no Caribe e no Oriente Médio. Por exemplo, o programa PC Conectado ajudou a indústria a crescer no Brasil. Por mais que pareça que todos os habitantes do planeta estão conectados por meio da Internet, ainda há países com acesso restrito ou nenhum acesso à rede mundial de computadores. De acordo com uma pesquisa realizada pelo projeto GEONET da universidade de Oxford há 28 países desconectados, esse grupo de países fazem parte do chamado "arquipélago da desconexão", segundo a pesquisa. O continente africano abriga o maior número de áreas sem conexão com o mundo digital, mais precisamente na parte sul do deserto do Saara, a questão geográfica pode ser um dos fatores que dificultam o acesso à rede mundial de computadores, o que não é o caso da Coreia do Norte, onde o acesso à Internet não se deve a questões geográficas, mas sim a proibição do governo. Existe, neste país uma Internet própria, com serviços de e-mail e alguns sites, no entanto, os cidadãos são privados do acesso à redes sociais, por exemplo. Outras questões que embargam o acesso à Internet são as questões ligadas ao desenvolvimento econômico e tecnológico, é o caso das regiões como o Congo e a Etiópia, onde o acesso é bastante restrito devido à essas problemáticas citadas.

Controle do acesso à Internet

No Brasil, foi discutido em 2006 a aprovação de um projeto de lei para controlar o acesso à Internet. Esse projeto de lei foi muito criticado, sob a alegação de que ele estaria na contramão da democratização do acesso à Internet, ou inclusão digital, pretendida pelo governo.

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Fontes consultadas

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