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Carlota Catarina de La Trémoille

Carlota Catarina de La Trémoille foi uma nobre francesa. Ela foi princesa de Condé pelo seu casamento com Henrique I, Príncipe de Condé. Após a morte do marido, foi acusada de tê-lo envenenado e permaneceu presa por vários anos até ser inocentada pelo parlamento. Quando se mudou para Paris, frequentou a corte francesa, e esteve presente na coroação da rainha Maria de Médici. Seu filho, Henrique II, Príncipe de Condé, afilhado do rei Henrique IV de França, foi o herdeiro presuntivo do trono por 12 anos.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 22/07/2026
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Família

Carlota Catarina era a filha mais nova de Luís de La Trémoille, 1.º Duque de Thouars e de sua esposa, Joana de Montmorency. Os seus avós paternos eram Francisco de La Trémoille, Visconde de Thouars e Ana de Laval, princesa de Tarento. Os seus avós maternos eram Anne de Montmorency e Madalena de Saboia. Através do bisavô materno, Renato de Saboia, era descendente pela linhagem ilegítima de Amadeu VIII, Duque de Saboia, o antipapa Félix V. Um de seus irmãos era Cláudio de La Trémoille, 2.º Duque de Thouars, marido da condessa Carlota Brabantina de Nassau.

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Biografia

Casamento

Aos 17 anos, Carlota Catarina era conhecida por sua beleza e inteligência. Nessa época, Henrique I, Príncipe de Condé, general dos huguenotes, deixou o cerco de Brouages para visitá-la no Castelo de Taillebourg. A mãe dela, a duquesa viúva Joana, estava a caminho do castelo tendo partido de Thouars, e por isso, a jovem estava desacompanhada. Nessa visita, o príncipe propôs casamento a Carlota Catarina, e ela aceitou. Henrique passou a noite no castelo, e, devido ao fato de que a jovem estava preocupada com a segurança dele, Carlota Catarina passou a noite acordada, para assegurar-se de que os quatro guardas do príncipe, e os 24 da sua própria fortaleza, protegessem o príncipe.

Prisão

Em janeiro de 1587, nasceu a única filha do casal, Leonor de Bourbon, que se casou com Filipe Guilherme, Príncipe de Orange. Seis meses após ser ferido na batalha em Coutras, em 20 de outubro de 1587, tendo sofrido uma queda de cavalo, o príncipe de Condé estava se recuperando na residência de Saint-Jean-d'Angély, onde veio a falecer, em março de 1588. Segundo uma autópsia, ele teria sido envenenado. A princesa estava no terceiro mês de gravidez do segundo filho, e havia rumores de que a criança era fruto de um caso com seu pajem, Prémilhac de Belcastel. Como havia um motivo em potencial para o possível assassinato, a princesa viúva foi presa, assim como Brillant, o controlador do agregado doméstico do príncipe, que foi executado após ser torturado. Carlota foi julgada e condenada à morte, o que a levou a apelar ao parlamento, com a execução adiada para o quadragésimo dia após o parto. O filho, Henrique II, Príncipe de Condé, nasceu num torre do castelo de Saint-Jean-d'Angély, em 1 de setembro de 1588.

Na corte

Após seis anos presa, Carlota Catarina foi solta, e inocentada pelo parlamento, em agosto de 1595. Em 1596, ela renunciou ao calvinismo, se tornando novamente católica, e lhe foi permitido morar em Paris. Em 27 de novembro de 1598, o rei providenciou para que Carlota Catarina comprasse o Castelo de Saint-Maur, por 25.000 escudos. Os credores da rainha Catarina de Médici haviam forçado a venda do castelo, permitindo que Henrique IV mantivesse seu herdeiro perto de Paris. Na época da venda, a construção ainda não estava concluída; os pavilhões da ala direita chegavam apenas ao segundo andar. Em diversas ocasiões, Henrique IV hospedou-se em Saint-Maur com Henrique, filho da princesa viúva.

Últimos anos e morte

Devido ao banimento, Carlota não pôde estar presente no casamento do filho, em 1609, com Carlota Margarida de Montmorency, que tinha chamado despertado o interesse do rei. A união foi arranjada por Henrique IV para mantê-la próxima dele, e fazer de Carlota sua amante. Por isso, após o casamento, ao invés de levar Carlota para a corte como exigido, Henrique deixou a esposa primeiro no Castelo de Breteuil, e depois no Castelo de Muret-et-Crouttes, sempre sob a supervisão da mãe. Apesar de o filho ter caído em desgraça com o rei, a princesa viúva ainda possuía uma posição alta o suficiente para que lhe fosse permitido ser uma das damas que carregaram o trem do vestido da rainha Maria de Médici, na sua coroação, em 1610.

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