Anne de Montmorency
Anne de Montmorency, Duque de Montmorency foi um militar, estadista e diplomata francês. Foi Marechal de França e Condestável de França.
Montmorency nasceu em Chantilly na antiga família Montmorency. Seu pai ocupava funções na Corte do rei Luís XII. Quando criança, conviveu com o futuro rei Francisco I. Em 1512 Montmorency lutou na Batalha de Ravena.
Quando o jovem rei ascendeu ao trono em janeiro de 1515, Montmorency tornou-se um influente membro de sua corte. Neste mesmo ano o rei reafirmou a reivindicação francesa sobre Milão, seguindo Montmorency seu rei para a Itália, distinguindo-se na batalha de Marignano. Foi nomeado, em 1516, capitão da Bastilha e foi feito governador de Novara. Em 1518 tornou-se um dos reféns retidos pela Inglaterra por Henrique VIII em troca da cidade de Tournai, cujo resgate era devido por Francisco I. Retornou à França a fim de participar da curta e fracassada conferência de paz entre França e o Sacro Império Romano-Germânico, em maio de 1519. No ano seguinte esteve no encontro no Campo do Pano de Ouro e em seguida realizou missões diplomáticas na Inglaterra quando as relações entre os dois países voltaram a degringolar. Em agosto de 1521 Montmorency ajudou no comando da defesa de Mézières, sob cerco das tropas imperiais. Ainda neste ano comandou tropas suíças na Itália, sendo derrotados na batalha de Bicocca em 27 de abril de 1522, embora tenha sido promovido a Marechal de França em reconhecimento à sua coragem.
Montmorency não retomou a vida pública até a ascensão de Henrique II, em março de 1547. O novo rei lhe devolveu todos os cargos e funções e despediu a duquesa de Etampes e todos os seus seguidores. Em 1548 Montmorency esmagou as insurreições do sudoeste, particularmente em Bordéus. Em 1549-50 comandou a guerra no Boulonnais, enquanto negociava um tratado para a rendição de Boulogne no dia 24 de março de 1550. Como recompensa o rei criou-lhe um ducado semelhante ao baronato. Pouco depois suas tropas lutaram ao nordeste, conquistando Metz, Toul e Verdun.
Imagem: Corneille de Lyon · BY · Openverse
As tentativas de Montmorency de reverter a situação na Batalha de S. Quentin, em 10 de agosto de 1557 levou-o à derrota e sua captura. Permaneceu preso até a Paz de Cateau-Cambrésis, em outubro de 1558. Antes disso, os Guise haviam-no suplantado na influência sobre o jovem rei de quinze anos, Francisco II, que o tratou com indiferença. Montmorency teve que deixar o lugar de Grande Mestre, que foi ocupado -elo Duque de Guise. Entretanto, teve seu filho nomeado marechal, em compensação. Aposentado, voltou-se para suas propriedades.
Com a ascensão de Carlos IX, em 1560, Montmorency novamente assumiu suas atribuições na corte. Entretanto, quando os Bourbons, inclinados ao Protestantismo, começaram a firmas sua influência sobre o jovem rei, o católico Montmorency deixa novamente a corte. Em abril de 1561 aliou-se a Francisco, Duque de Guise, seu antigo adversário, e a Jacques d'Albon, Marechal Saint-Andre - para formarem um triunvirato na defesa do catolicismo. Montmorency teve importante papel na guerra de 1562. Ele foi logo capturado na batalha de Dreux quando a cavalaria que comandava foi derrotada. Sua tropa venceu a batalha, que foi uma das mais sangrentas do século XVI. Ele ajudou a negociação do Tratado de Amboise, em 19 de março de 1563. Em 1567 os huguenotes tentaram pressionar para obter melhores condições junto ao rei. Em 10 de novembro deste ano Montmorency conduziu o exército real à vitória na Batalha de Saint-Denis, mas foi fatalmente ferido. Morreu em Paris, dois dias depois.


