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Carlota Amália de Hesse-Cassel

Carlota Amália foi a esposa do rei Cristiano V e rainha consorte do Reino da Dinamarca e Noruega de 1670 até 1699. Era a filha mais velha de Guilherme VI, Conde de Hesse-Cassel, e sua esposa Edviges Sofia de Brandemburgo.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 12/07/2026
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Família

Carlota Amália era a filha mais velha de Guilherme VI, Conde de Hesse-Cassel e da marquesa Edviges Sofia de Brandemburgo. Entre os seus irmãos estavam Carlos I, Conde de Hesse-Cassel e o conde Filipe de Hesse-Philippsthal. Os seus avós paternos eram o conde Guilherme V de Hesse-Cassel e a condessa Amália Isabel de Hanau-Münzenberg. Os seus avós maternos eram o príncipe-eleitor Jorge Guilherme de Brandemburgo e a condessa Isabel Carlota do Palatinado.

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Origens

Carlota Amália era bem educada em francês, italiano, geografia e filosofia. A sua mãe era uma reformadora severa com orientações políticas centradas em Brandemburgo, uma característica que influenciou as opiniões políticas da sua filha. O seu casamento foi arranjado pela sua futura sogra que queria uma nora que pudesse controlar e, em 1665, o seu futuro marido foi enviado a Hesse para a conhecer melhor. Foram necessárias negociações, mas decorreram principalmente devido a questões religiosas.

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Casamento e vida como rainha

No dia 25 de junho de 1667, Carlota casou-se com o futuro rei Cristiano V da Dinamarca e tornou-se rainha na sua ascensão ao trono em 1670. Entre os filhos que tiveram os únicos que sobreviveram até à idade adulta foram o futuro rei Frederico IV, o príncipe Carlos e a princesa Sofia Edviges da Dinamarca. Carlota foi educada na religião calvinista. O seu contrato de casamento não exigia que ela se convertesse apesar de o facto de não o fazer não agradava a muitos e demorou muito tempo a ser aceite. Carlota manteve a sua religião mesmo depois do casamento com Cristiano que, como governante da Dinamarca, era também chefe da Igreja Luterana do país, mas a rainha conseguiu excluir-se a si e à sua corte da obrigação de pertencer a essa igreja, tendo também obtido o direito de praticar a sua religião e promovê-la no país com o seu próprio dinheiro. Contudo, as suas acções fizeram com que o clero luterano contestasse a sua coroação como rainha. Carlota não se entendia com a sua sogra com quem se envolvia frequente em conflitos relacionados com a etiqueta. Também apoiou a libertação de Leonora Christina Ulfeldt.

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Últimos anos

Carlota ganhou muita popularidade por ter defendido Copenhaga quando o rei Carlos XII da Suécia invadiu a Zelândia em 1700. Durante o incidente, a rainha representou a força de vontade dos cidadãos da capital falando com eles e convencendo o comandante da cidade a dar permissão aos habitantes da cidade para usar canhões e organizar a defesa da capital. Por esta atitude foi considerada uma heroína. É também conhecida por ter protegido a conhecida Marie Grubbe e o seu antigo amante quando, depois de Grubbe se ter divorciado do seu marido, foi rejeitada. Carlota ofereceu refugio ao casal na sua casa. Carlota tinha várias propriedades no campo que administrava cuidadosamente. Após a morte do seu marido em 1699, mudou-se para uma mansão que tinha comprado, o Palácio de Charlottenborg em Copenhaga onde viveu até à morte. O mansão, que tem o seu nome, é a sede da Academia Real das Artes da Dinamarca desde 1754.

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Fontes consultadas

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