Carlos Gregório
Carlos Alberto Mendes Gregório é um ator, diretor, escritor e roteirista brasileiro formado pelo Conservatório Nacional de Teatro. Na televisão, teve muito destaque em obras como Saramandaia, Grande Sertão:Veredas, Direito de Amar, Vale Tudo, entre outros. Em 1990, na telenovela História de Ana Raio e Zé Trovão, viveu o vilão Ubiratan Hernandez, principal comparsa de Leopoldo Miranda "Canjerê" vivido pelo ator Nelson Xavier. Em 2010 o ator foi convidado a participar de elenco da série A Vida Alheia, onde interpretou Júlio, o marido da personagem de Marília Pêra. Três anos mais tarde, foi responsável por escrever sua primeira telenovela: Além do Horizonte, junto com seu parceiro titular Marcos Bernstein.
Carlos Gregório é filho de José Luiz Gregório, alagoano de Olho d'Água das Flores, e de Joselina Mendes, carioca. Começou sua carreira no teatro, participando de peças como O Rei da Vela, de Oswald de Andrade, Galileu, Galilei, de Brecht, Na Selva das Cidades, no Grupo Oficina de São Paulo, e O Anti-Nelson Rodrigues. Ao acompanhar um amigo que foi até o Conservatório Nacional de Teatro para se matricular no curso de interpretação, Carlos Gregório viu que aquele era o seu lugar. À época o curso de teatro no Conservatório não era universitário. Depois se transformou na Faculdade de Teatro da UNIRIO. Carlos Gregório foi da mesma turma dos atores Marcos Nanini, Pedro Paulo Rangel, Luiz Armando Queiróz. Uma turma considerada histórica do Conservatório. Quando terminou o curso havia alguns amigos de Gregório fazendo a peça Galileu, Galileu; de Brecht, no Teatro Oficina. O espetáculo ficou em cartaz por dois meses em São Paulo e depois foi para o Rio de Janeiro. Com a saída de um dos atores Gregório foi indicado para substituí-lo no espetáculo. Enquanto viajava por alguns estados brasileiros com Galileu, Galilei o grupo ensaiava o próximo espetáculo: Na Selva das Cidades, também de Brecht. Depois dessa peça o grupo se dissolveu. Atores como Othon Bastos, Pedro Paulo Rangel, Otávio Augusto e André Valli já haviam saído do grupo antes do seu término. José Celso Martinez Correa e Renato Borghi foram para a Europa e, de volta ao Brasil resolveram produzir o filme Prata Palomares. O roteiro foi escrito por José Celso e a direção ficou a cargo de André Farias que convidou Carlos Gregório e Renato Borghi para serem os protagonistas. As gravações ocorreram em Florianópolis em 1970, durante três meses.
Televisão
Iniciou sua trajetória em 1976 na telenovela Saramandaia, da Rede Globo como delegado Petronílio Peixoto. Nos três anos seguintes, deu vida a Nélio, Taio e Padre Justino em Nina, Pecado Rasgado e Os Gigantes, respectivamente. No início da década de 1980, viveu Sandro Moreira em Baila Comigo e atuou na pele do personagem Juca em Elas por Elas. Em 1984, participou das minisséries Marquesa de Santos como Boaventura (Barão de Sorocaba) e Rabo de Saia como Quinquim de Salles. No ano seguinte, foi José Simplício em Grande Sertão: Veredas. Concluiu o decênio interpretando Josmar em Tudo ou Nada, da Rede Manchete; além de retornar para a emissora global em Direito de Amar como Cirineu Farfan e em Vale Tudo como o terapeuta Gerson.
Cinema
Estreou no cinema em 1970 como o "homem novo" em Prata Palomares e, em 1971, representou José Álvares Maciel em Os Inconfidentes, de Joaquim Pedro de Andrade. Em 1974, esteve no elenco de Guerra Conjugal, do mesmo diretor, como Nelsinho, o "vampiro de Curitiba", inspirado na obra de Dalton Trevisan. Por esse trabalho, foi eleito 'Melhor Ator' pelo Prêmio APCA (Associação Paulista dos Críticos de Arte). No ano seguinte atuou em A Extorsão, de Flávio Tambellini, como Miguel. Em 1977, participou do filme Chuvas de Verão, de Cacá Diegues, como Paulinho, concluindo a década em A Volta do Filho Pródigo como "filho do patrão" e Memórias do Medo como Garcia.
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Curtas-Metragem
Em 1997 dirigiu o seu primeiro curta: Amar..., inspirado no poema Quadrilha, de Carlos Drummond de Andrade. O filme recebeu nove prêmios em festivais nacionais: direção, melhor filme, roteiro, crítica e júri popular. Gregório foi agraciado com o prêmio de melhor diretor no RioFilme Festival, que viria a se tornar o Festival do Rio. O curta Loop, que dirigiu em 2002 recebeu dois prêmios por melhor roteiro: no Gramado CineVídeo e no Festival de Curitiba. Em 2006 dirigiu O curta O Silêncio.
Séries e Filmes
O ator escreve desde sempre, começou com poesias e contos na década de 1970 e no inicio dos anos 1980 recebeu a primeira encomenda de uma história para o cinema. Outras se seguiram. Em 1995 foi contratado pela TV Globo como autor roteirista. Colaborou na realização das séries A Vida Como Ela É (baseado em contos de Nelson Rodrigues), Malhação, A Justiceira, Você Decide, Linha Direta, Tudo Novo de Novo, Linha Direta e na novela A Vida da Gente. Em 2006 escreveu junto com Flávia Bessone e Lúcio Manfredi e foi o diretor da série documental em 5 episódios JK.Doc, que revisa a trajetória de Juscelino Kubitschek, primeira parceria entre a TV Globo e o canal GNT.
Literatura
Começou a escrever poesias e contos na década de 1970. Lançou seu primeiro romance: Ruídos e Pequenos Movimentos em setembro de 2003 pela editora Bom Texto. Foi agraciado, em 30 de setembro de 2007, com a Comenda Graciliano Ramos da Câmara Municipal de Maceió como reconhecimento à sua trajetória artística, sobretudo no campo da escrita e das artes cênicas. A iniciativa da homenagem foi do vereador Marcelo Malta.
Treinamento e cargos executivos
Foi professor de interpretação fundador da CAL (Casa de Artes de Laranjeiras) e por 7 anos deu aulas de análise de texto e personagem nas Oficinas de Ator da TV Globo. Lá, também ministrou oficinas e workshops de dramaturgia para diversas categorias profissionais. Entre 2003 e 2005 e entre 2009 e 2012 fez prospecção de talentos nas áreas de roteiro e direção para o Departamento de Recursos Artísticos da TV Globo. Foi professor de roteiro e de direção de atores na Escola Darcy Ribeiro e professor da cadeira de Personagem na Pós-Graduação em Cinema da Universidade Estácio de Sá. Fez consultoria de dramaturgia em três edições dos Laboratórios de Roteiro SESC/Riofilme e curadoria para concursos públicos do Ministério da Cultura, da Secretaria do Audiovisual e do Fundo Setorial Para o Desenvolvimento do Audiovisual.
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Associação Paulista de Críticos de Arte (Apca) - 1975 Melhor ator .... S.O.S. Brunet! (1986) ==Referências==


