Pesquisa · Mapa mental

Carlos Drummond de Andrade

Carlos Drummond de Andrade foi um poeta, contista e cronista brasileiro, considerado por muitos o mais influente poeta brasileiro do século XX.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 11/07/2026
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Juventude

Drummond nasceu na cidade de Itabira, em Minas Gerais. Sua memória dessa cidade viria a permear parte de sua obra. Seus antepassados, tanto do lado materno como paterno, pertencem a famílias de origem escoto-madeirense há muito tempo estabelecidas no Brasil. Em 1916, foi estudar no Colégio Arnaldo, em Belo Horizonte, colégio no qual desenvolveu amizades com figuras como o futuro Ministro da Educação Gustavo Capanema. Contudo, Drummond não concluiu seu estudos nesta instituição devido a sua contaminação por uma doença venérea, o que motivou sua família a retirá-lo do colégio e retorná-lo para sua cidade natal a fim de se tratar. Três anos depois, Drummond é matriculado em novo colégio: o Colégio Anchieta, dos jesuítas, em Nova Friburgo. Nesse período, destacou-se entre os estudantes, passando a ser escritor do jornal escolar. Porém, ao observar as correções que seu professor de português efetuou em suas redações, discordou delas, o que ocasionou desavenças entre ambos e a posterior saída de Drummond do colégio por "insubordinação mental", sem terminar seu Ensino Médio.

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Carreira

No mesmo ano em que publica a primeira obra poética, Alguma poesia (1930), o seu poema Sentimental é declamado na conferência "Poesia Moderníssima do Brasil", feita no curso de férias da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, pelo professor da Cadeira de Estudos Brasileiros, Dr. Manoel de Souza Pinto, no contexto da política de difusão da literatura brasileira nas Universidades Portuguesas. Nos anos 1940, Drummond ingressou nas fileiras do Partido Comunista Brasileiro (PCB) e chegou a dirigir um jornal do Partido no Rio de Janeiro, onde realizou uma entrevista com o dirigente do partido Luis Carlos Prestes ainda na cadeia. Existe colaboração de sua autoria no semanário Mundo Literário (1946–1948) e na revista luso-brasileira Atlântico. Durante a maior parte da vida, Drummond foi funcionário público, embora tenha começado a escrever cedo e prosseguisse escrevendo até sua morte, que se deu em 1987 no Rio de Janeiro, doze dias após a morte de sua filha. Além de poesia, produziu livros infantis, contos e crônicas. Sua morte ocorreu por infarto do miocárdio e insuficiência respiratória.

Estilo literário

Drummond, como os modernistas, segue a libertação proposta por Mário de Andrade e Oswald de Andrade; com a instituição do verso livre, mostrando que este não depende de um metro fixo. Se dividirmos o modernismo numa corrente mais lírica e subjetiva e outra mais objetiva e concreta, Drummond faria parte da segunda, ao lado do próprio Oswald de Andrade. Quando se diz que Drummond foi o primeiro grande poeta a se afirmar depois das estreias modernistas, não se está querendo dizer que Drummond seja um modernista. De fato, herda a liberdade linguística, o verso livre, o metro livre, as temáticas cotidianas. Contudo, nota-se em sua obra constantes efusões críticas, enfadadas ou mesmo fatigadas a respeito da modernidade e das consequências do progresso e seus excessos, característico de sua escrita que também era profundamente marcada pela reflexão e análise aprofundada de diversas temáticas.

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Vida pessoal

Em 1925, casou-se com Dolores Dutra de Morais, com quem teve dois filhos, Carlos Flávio, que viveu apenas meia hora (e a quem é dedicado o poema "O que viveu meia hora", presente em Poesia completa, Ed. Nova Aguilar, 2002), e Maria Julieta Drummond de Andrade.

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Legado

Homenagens

Em 1987, meses antes de sua morte, a escola de samba Mangueira o homenageou no Carnaval com o enredo "O Reino das Palavras", sagrando-se campeã do Carnaval Carioca naquele ano. A 5 de abril de 1975, foi agraciado com o grau de Grande-Oficial da Ordem Militar de Sant'Iago da Espada, de Portugal.

Represetações na cultura

Drummond já foi retratado como personagem no cinema e na televisão, interpretado por Carlos Gregório e Pedro Lito no filme Poeta de Sete Faces (2002) e Ivan Fernandes na minissérie JK (2006). Também teve sua efígie impressa nas notas de NCz$ 50,00 (cinquenta cruzados novos) em circulação no Brasil entre 1988 e 1990. Atualmente, também, há representações em Esculturas do Escritor, como é o caso das estátuas 'Dois poetas', na cidade de Porto Alegre, e também 'O Pensador', na praia de Copacabana no Rio de Janeiro, além de um memorial em sua homenagem na cidade de Itabira. Uma das estátuas, que fica na praia de Copacabana, foi instalada em 2002, o ano do centenário do escritor.

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