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Maria Julieta Drummond de Andrade

Maria Julieta Drummond de Andrade foi uma escritora brasileira.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 13/07/2026
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Biografia

Maria Julieta Drummond de Andrade nasceu em 4 de março de 1928, em Belo Horizonte (MG), filha de Carlos Drummond de Andrade e Dolores Morais Drummond de Andrade. Aos seis anos, mudou-se para o Rio de Janeiro, então capital do Brasil, onde o pai assumia a função de chefe de gabinete do ministro Gustavo Capanema, no Ministério da Educação e Saúde. Publicou aos 17 anos o seu primeiro livro, a novela A Busca, com prefácio de Aníbal Machado. Formada em Línguas Neolatinas pela Pontifícia Universidade Católica (PUC), no Rio de Janeiro, Maria Julieta desempenharia, por mais de 30 anos, trabalho a favor das letras brasileiras na Argentina, país para o qual se mudou ao casar com o escritor e advogado portenho Manuel Graña Etcheverry, em 1949, com quem teve três filhos: Carlos Manuel, Luis Maurício e Pedro Augusto. Além de lecionar literatura na Universidade de Buenos Aires (UBA), Maria Julieta foi também diretora do Centro de Estudos Brasileiros, dedicado ao ensino de português do Brasil e a multiplas atividades culturais. O Centro fazia parte do Setor Cultural da embaixada brasileira. Ela foi diretora de 1976 a 1983. Durante esse período, promoveu seminários, entrevistas e exposições com artistas argentinos e brasileiros, e foi responsável pela publicação de obras de Cecília Meireles, Mário de Andrade e Augusto dos Anjos, entre outros. Em 1980, recebeu homenagem de Personalidade do Ano, dada pela UBA. No mesmo ano, recebeu também o prêmio de melhor divulgação da literatura brasileira na Argentina, dado pela Associação Paulista de Críticos da Arte (APCA), no Brasil.

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Curiosidades

Aos 11 anos posou para Cândido Portinari que a retratou em vestido rosa e ressaltou o traço fisionômico herdado do pai, também destacado por Drummond no poema “Resíduo”: “Pois de tudo fica um pouco./ Fica um pouco de teu queixo/ no queixo de tua filha”. A ligação afetiva e intelectual entre Carlos Drummond de Andrade e Maria Julieta era quase lendária. Ambos eram tão afinados que conseguiam emular o estilo um do outro, como a autora confidenciou ao jornalista Edmílson Caminha: "Quando adoeci e não pude mandar para O Globo minhas crônicas semanais, meu pai as escreveu e encaminhou ao jornal; quando o doente era ele, fiz a mesma coisa, para que o Jornal do Brasil não deixasse de publicá-lo três vezes por semana. Acho que editores e leitores de um e do outro não perceberam a diferença, pois nunca houve reclamação". Um testemunho dessa relação é Maria Julieta entrevista Carlos Drummond de Andrade, disco idealizado e produzido por Pedro Drummond a partir de uma entrevista gravada em fita cassete em 1984. Nela, o poeta e a filha passeiam por assuntos variados: livros, Deus, crítica, Estado Novo, projetos, felicidade... O ouvinte tem a impressão de estar sentado no sofá da sala, acompanhando uma conversa ao mesmo tempo íntima e de interesse geral.

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Fontes consultadas

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