Hepatocarcinoma
Hepatocarcinoma ou carcinoma hepatocelular (CHC) é o tipo de câncer primário do fígado mais comum em adultos e trata-se da maior causa de mortalidade em pessoas com cirrose, trata-se do terceira maior causa de mortes relacionadas ao câncer.
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O carcinoma hepatocelular, assim como qualquer outro câncer, se desenvolve quando há uma mutação na maquinaria celular que faz com que a célula se multiplique em uma taxa maior e/ou resulte na incapacidade de apoptose. Em particular, infecções crônicas por Hepatite B e/ou C podem ajudar no desenvolvimento do carcinoma hepatocelular por fazer com que o próprio sistema imune do corpo ataque as células do fígado, algumas das quais infectadas pelo vírus, enquanto outras não.
Imagem: Andrea Remo, Matteo Fassan, Alessandro Vanoli, Luca Reggiani Bonetti, Valeria Barresi, Fabiana Tatangelo, Roberta Gafà, Guido Giordano, Massimo Pancione, Federica Grillo and Luca Mastracci · BY · Openverse
O diagnóstico definitivo de CHC se dá por meio de biópsia hepática, contudo é mais comumente realizado exames de imagem como a Tomografia computadorizada de abdômen em 03 fases ( com wash-out) que ao demonstrarem as características do tumor permitem o diagnóstico, o ultrassom de abdômen também pode levar a suspeita desse diagnóstico e é recomendada como rastreio bianual em pacientes cirróticos. A dosagem de alfa-feto proteína pode auxiliar no diagnóstico, sendo recomendada em pacientes com presença de cirrose, contudo resultados podem ser falsamente elevados na presença de tumores germinativos que produzem a proteína espontaneamente.
Entre as possíveis formas de tratamento estão a quimioterapia, ablação por radiofrequência, cirurgia e transplante de fígado. O tratamento do carcinoma hepatocelular varia de acordo com o estadiamento do tumor. A ressecção cirúrgica é reservada a tumores em pacientes no estágio BCLC 0, quando detectado precocemente ela pode levar ao aumento das taxas de sobrevivência acima de 60%, contudo é incomum que pacientes apresentem-se em estágios precoces o suficiente. Outra opção de terapia locoregional é o uso de ablação do tumor, podendo ser realizada por meio de radiofrequência, com uso de ondas em altafrequência que destroem o tumor localmente ao induzirem altas temperaturas, com bons resultados em tumores com um tamanho menor que 2 centímetros , crioablação e a injeção local de etanol, reservados a tumores pequenos. Em pacientes que não possam ser submetidos a terapias locorregionais para o tratamento de câncer e que não apresentem contraindicações, o transplante hepático trata-se de opção definitiva para o tratamento desses pacientes, com a melhora progressiva desses pacientes sendo observado com os avanços em cuidado de pacientes pós-transplantados. A presença de metástase ou a presença de extensão vascular do tumor contraindicam a realização deste procedimento


