Caracaço
O "Caracaço" foi uma explosão social espontânea, de grandes proporções, ocorrida em Caracas, na Venezuela, no dia 27 de fevereiro de 1989, em repúdio ao pacote de medidas econômicas imposto pelo governo de Carlos Andrés Pérez (CAP). Assim denominado por ter tido a capital, Caracas, como epicentro, o "Caracaço" foi o mais notório entre outros acontecimentos semelhantes que tiveram lugar em vários outros estados do país.
Em 17 de dezembro de 1982, com alguns oficiais de esquerda, Chávez fundou o Movimento Bolivariano Revolucionário 200 (MBR-200), em alusão aos duzentos anos do nascimento de Simón Bolívar, que seriam comemorados no ano seguinte, jurando perante o Samán de Güere (uma árvore com uma história épica na Venezuela), junto a Felipe Antonio Acosta Carlés, Jesús Urdaneta Hernández e Raúl Isaías Baduel, reformar o Exército e iniciar uma luta para construir uma nova República. Este movimento era integrado por oficiais militares de patentes médias, cuja ideologia era bolivariana, mesclada com ideias de Simón Rodríguez e de Ezequiel Zamora ("El árbol de las tres raíces"). Em 1989 Cháves ficou indignado ao ver como milhares de manifestantes do povo foram massacrados pelas forças do exército venezuelano, durante o Caracazo — o que considerou uma 'obra' sangrenta do presidente social-democrata, Carlos Andrés Perez.


