Gafsa
Gafsa, localizada no sul da Tunísia, é uma cidade com uma história rica e uma economia impulsionada pela mineração de fosfatos. Capital de duas delegações na província de Gafsa, a cidade tem suas raízes em tempos pré-históricos e passou por diversas dominações e transformações ao longo dos séculos. Sua economia moderna é fortemente ligada à extração de fosfatos, um recurso vital para a Tunísia, além de contar com um artesanato tradicional de tapetes.
Pontos-chave
- Gafsa tem vestígios de atividade humana datando de mais de 15.000 anos.
- A cidade foi ocupada por romanos, bizantinos e árabes, com influências culturais marcantes.
- A descoberta da jazida de fosfatos em 1886 impulsionou a economia de Gafsa.
- A Tunísia é o quinto maior produtor mundial de fosfatos, com Gafsa sendo um centro crucial.
- O artesanato local, especialmente tapetes de lã como kilim e mergoum, é uma especialidade.
Imagem: Didier Descouens · BY-SA · Openverse
O nome antigo de Gafsa, Capsa, batizou a cultura epipaleolítica capsiana, cujos vestígios mais antigos na região remontam a mais de 15.000 anos. Os capsianos eram habilidosos na fabricação de utensílios de pedra, sílex e artefatos de osso, como agulhas para costura. A região foi ocupada pelos romanos no século II a.C., evoluindo de um assentamento para município e, posteriormente, colônia. Em 540 d.C., os bizantinos a renomearam para Justiniana e construíram muralhas. A conquista árabe ocorreu em 688 por Uqueba ibne Nafi, enfrentando forte resistência berbere. Curiosamente, o latim ainda era falado em Gafsa no século XII. Durante o Protetorado Francês, a cidade serviu como local de acantonamento para companhias disciplinares do exército. Na Segunda Guerra Mundial, Gafsa sofreu bombardeios alemães em 1942-1943, danificando parte da casbá. Foi também palco da Batalha de El Guettar em março de 1943, um confronto significativo entre forças aliadas e o Afrika Korps alemão.
Imagem: Chris Barr · BY-SA · Openverse
O desenvolvimento econômico de Gafsa está intrinsecamente ligado à exploração de fosfatos, com uma das maiores jazidas do mundo descoberta em 1886 por Philippe Thomas. Esses fosfatos são de extrema importância para a economia tunisina; em 2007, foram extraídas cerca de oito milhões de toneladas, posicionando a Tunísia como o quinto maior produtor global. A Companhia de Fosfatos de Gafsa utilizou uma linha ferroviária própria para o escoamento da produção até 1966, conforme acordo de 1896. Além da mineração, Gafsa se destaca pelo artesanato local, especialmente na produção de tapetes de lã, como o kilim e o mergoum, com parte da produção voltada para exportação.


