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Hook (filme)

Hook é um filme americano de 1991 dos gêneros comédia, aventura e fantasia, dirigido por Steven Spielberg, com roteiro de James V. Hart, Nick Castle e Malia Scotch Marmo baseado no romance Peter and Wendy, de J. M. Barrie.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 19/07/2026
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Sinopse

Já adulto, Peter Pan é Peter Banning, advogado bem-sucedido, casado, pai de dois filhos e sem lembranças da infância. A calma é quebrada quando o capitão Gancho sequestra seus filhos, e Peter tem de voltar à Terra do Nunca para recuperar o seu espírito jovem e, assim, desafiar o velho inimigo.

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Produção

Imagem: pardonmeforasking · BY-NC-ND · Openverse

J. M. Barrie chegou a considerar escrever uma história em que Peter Pan crescia, tendo chegado a juntar 1.920 notas para uma revisitação da história de Peter Pan para o palco incluindo títulos como The Man Who Couldn't Grow Up ou The Old Age of Peter Pan. A gênese de Hook começou quando a mãe do realizador Steven Spielberg, lhe lia frequentemente Peter and Wendy como uma história para dormir. Spielberg explicou em 1985: "Quando eu tinha onze anos cheguei a encenar a história durante uma produção escolar. Eu sempre me senti como Peter Pan. Eu ainda me sinto como Peter Pan. Tem sido muito difícil para mim crescer, eu sou uma vítima da síndrome de Peter Pan". No início de 1980, com a Walt Disney Pictures, Spielberg começou a desenvolver o filme, que teria acompanhado de perto o enredo do filme mudo de 1924 e do filme de animação de 1953. Spielberg também considerou realizar Peter Pan como um musical, com Michael Jackson no papel principal. Jackson demonstrou interesse no papel, mas não estava interessado na visão de Spielberg de um Peter Pan adulto que tinha esquecido seu passado. O projeto chegou à Paramount Pictures, onde James V. Hart escreveu o primeiro argumento com Dustin Hoffman já escolhido para fazer de Capitão Gancho. Peter Pan entrou em pré-produção em 1985, para ser filmado num estúdio em Inglaterra. Elliot Scott tinha sido contratado como diretor de arte. Com o nascimento de seu primeiro filho, Max, em 1985, Spielberg decidiu abandonar o projecto. "Decidi não realizar Peter Pan quando eu tive meu primeiro filho", comentou Spielberg. "Não queria ir para Londres e ter sete filhos em fila à frente de um chroma key. Queria estar em casa como um pai". Nessa época, Spielberg pensou em realizar Big, por este ter motivos e temas semelhantes com Peter Pan. Em 1987, Spielberg "abandonou permanentemente" Peter Pan, sentindo que expressara os seus temas infantis e adultos em Empire of the Sun.

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Temas

Imagem: Zach K · BY-NC · Openverse

Spielberg encontrou uma ligação pessoal com o filme. O relacionamento conturbado entre Peter e o seu filho ecoavam a relação de Spielberg com seu pai. Vários filmes anteriores de Spielberg exploraram o tema da relação conturbada entre pai e filho, incluindo E.T. the Extra-Terrestrial e Indiana Jones and the Last Crusade. Peter Banning também se assemelha a Spielberg na medida em que a sua carreira se pautou pela "busca do sucesso", começando como um realizador de cinema e acabando como um magnata de Hollywood. Isto levou ao divórcio de Spielberg de Amy Irving, o que também espelha a relação de Banning com a sua família. Speilberg afirmou: "Acho que uma data de de pessoas hoje estão a perder a sua imaginação, porque são orientados para o trabalho. Estão tão embrenhados no seu trabalho e no seu sucesso e em chegar ao próximo patamar, que as crianças e a família se tornam quase incidentais. Eu mesmo senti isso quando eu estive numa filmagem muito difícil e não via os meus filhos, exceto aos fins de semana. Eles pedem o meu tempo e eu não lhes posso dar, porque estou a trabalhar". Tal como Peter Banning no início de Hook, Spielberg também tem medo de voar. Ele sente que "a qualidade duradoura" de Peter Pan no enredo é simplesmente voar. "Sempre que qualquer coisa voa, seja o Superman, o Batman, ou o E.T., isso é uma piscadela de olho ao Peter Pan", Spielberg refletiu. "Quando vi o Peter Pan foi a primeira vez que vi alguém voar. Antes do Superman, antes do Batman, e, claro, antes de qualquer filme de super-heróis, a minha primeira memória de ver alguém voar é em Peter Pan".

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Banda sonora

Imagem: JOHN K THORNE · CC0 · Openverse

A banda sonora foi composta por John Williams. Williams foi contratado numa fase inicial, quando Spielberg estava a pensar fazer o filme como um musical. Assim, Williams escreveu em torno de oito músicas para o projeto nesta fase. A ideia foi posteriormente abandonada, mas a maioria dos temas já criados por Williams foram incorporados à trilha instrumental, embora duas canções tenham sobrevivido no filme terminado - "We Don't Wanna Grow Up" e "When You're Alone", ambos com letras de Leslie Bricusse. A edição original de 1991 foi lançada pela Epic Records. Em 2012, uma edição limitada da banda sonora, chamada Hook: Expanded Original Motion Picture Soundtrack, foi lançada pela La-La Land Records e pela Sony Music. Esta contém quase a toda a banda sonora, incluindo material não utilizado. Inclui também um inlay que explica a produção e a gravação da música do filme.

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Recepção

Imagem: Alan Light · BY · Openverse

Spielberg, Williams e Hoffman não receberam salários pelo filme. O negócio com os três envolveu dividirem 40% da receita bruta com a TriStar Pictures. Acabariam por receber US$ 20 milhões a partir dos primeiros US$ 50 milhões em bilheteira, com a TriStar a ficar com os próximos US$ 70 milhões antes dos três voltarem a receber a sua percentagem. Hook foi lançado na América do Norte a 11 de dezembro de 1991, ganhando $13.52 milhões de dólares na sua semana de estreia. O filme faturou US$ 119,65 milhões na América do Norte e 181,2 milhões em países estrangeiros, acumulando um total mundial de 300,85 milhões de dólares. É o quinto filme de piratas mais visto de sempre, atrás de todos os quatro filmes da série Pirates of the Caribbean. No total da América do Norte, Hook foi o sexto filme mais visto em 1991,, e o quarta mais visto em todo o mundo. Apesar de Hook ter obtido um lucro de $50 milhões para o estúdio, foi ainda assim considerado uma decepção financeira.

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Videogames

Imagem: alba · BY-NC-ND · Openverse

Vários jogos de vídeo baseados no filme e com o mesmo nome foram lançados entre 1991 e 1993. Um Arcade Beat 'em up foi produzido pela empresa japonesa Irem e lançado em 1992. Este permitia jogabilidade cooperativa entre quatro jogadores. O jogador(es) podiam optar por jogar como Peter Pan ou como um dos quatro meninos perdidos. Um jogo de consola também foi lançado em 1992 para a Super Nintendo Entertainment System (SNES), Sega CD, Sega Genesis e para a Sega Game Gear. O jogo foi originalmente desenvolvido pela Ukiyotei para o SNES, antes de ser portado pela Core Design (Sega CD e Sega Genesis) e pela Spidersoft (Game Gear). Todas as versões foram publicadas pela Sony Imagesoft. A versão Sega CD recebeu um lançamento europeu em 1993. O adulto Peter Banning é o único personagem jogável. O jogo recebeu críticas positivas. Outro jogo de plataformas foi lançado em 1992 para o NES e Nintendo Game Boy. O jogo foi desenvolvido pela Ocean Software e publicado pela Sony Imagesoft. A Ocean Software também desenvolveu e publicou um jogo de aventura em 1991 para o Commodore 64 e Amiga seguido pela Atari ST e por versões para PC em 1992. O principal objetivo do jogo era para escapar da cidade dos piratas, chegar ao esconderijo dos Garotos Perdidos e tentar tornar-se Peter Pan, a fim de lutar mais uma vez com o Capitão Gancho.

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Fontes consultadas

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