Pesquisa · Mapa mental

Capitão Furtado

Ariovaldo Pires, mais conhecido como Capitão Furtado, foi um compositor e cantor brasileiro.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 18/07/2026
01

Biografia

Imagem: Biblioteca Municipal de Figueiró dos Vinhos · BY · Openverse

Mudou-se, ainda criança, para Botucatu e, em 1926, para São Paulo, onde trabalhou (em 1927) como auxiliar de escritório na empresa Henrique Metzger. Dois anos depois, é o intérprete na negociação entre seu tio Cornélio Pires e Wallace Downey (1902-1967), supervisor artístico da Columbia, e torna-se seu secretário. Em 1931, auxilia Downey a produzir o filme Coisas Nossas. Em 1929 participou da inauguração da Rádio Cruzeiro do Sul, encenando um quadro caipira, substituindo o ator Sebastião Arruda. Em sua estreia como letrista, compôs com Marcelo Tupinambá a toada '"Coração"'. Durante algum tempo, assumiu o papel de caipira no programa "Cascatinha do Genaro", na Rádio Cruzeiro do Sul. Nessa rádio, ao lado de Celso Guimarães, criou o primeiro programa de calouros a utilizar esse título. Passou a apresentar o programa "Cascatinha do Gennaro" na Rádio São Paulo, PRA-5, em 1934. Nessa época, adotou o nome artístico de Capitão Furtado, em alusão a uma proposta malsucedida com a Rádio Cruzeiro do Sul.

02

Importância cultural

A obra de Capitão Furtado soma mais de mil canções, das quais cerca de 350 estão gravadas em discos 78 rpm, LPs e CDs. Trata-se de um dos compositores mais gravados e significantes da história da música popular brasileira, mesmo sem levar em conta sua atuação nas emissoras de rádio, que deixam poucos registros de programas, normalmente realizados ao vivo. O traço mais marcante de sua produção são as músicas e histórias sobre a vida do caipira paulista, que revelam a simplicidade do homem do interior de maneira bem-humorada. No cateretê "Moda dos Meses", de 1937, Alvarenga e Ranchinho sugerem, de maneira pouco sutil, que o ouvinte não se case nos "primeiros" 11 meses do ano e avisam: "Quem chegou inté dezembro / vivendo sempre sortero / Num vai istragá no fim / a sorte de um ano inteiro". Na moda "Num Tenho Medo de Homem", 1940, Nhá Zefa relembra um história contada por sua avó em que afirma: "Os homi são convencido / Só por ter barba e bigode / Também gato é bigodudo / E barba quem usa é bode". Mas Capitão Furtado não se limita à música regional paulista. Ele conhece a fundo a música interiorana de Mato Grosso, Goiás e Minas Gerais, produz versões de músicas e canções em voga, cria sambas-canção e valsas, escreve livros sobre o caipira paulista e esquetes para a rádio. Gilberto Alves, por exemplo, grava "Linda Flor que Morreu", de autoria de Capitão Furtado e Jota Soares (1940), em que um amor não correspondido é cantado de forma lânguida e lenta: "Eu quisera viver feliz / Só viver da saudade / Sim, da sublime ilusão / Que é igual / A uma flor que nasceu / Porém logo após feneceu / Tal qual minha felicidade / Tu és o sonho fugaz que passou / Linda flor que morreu / E o vento levou". As Irmãs Divino gravam a saudade da terra "No Coração de Goiás" (1960, em parceria com Julião): "Quanta saudade me veio laçando boi marruá / Tem animado rodeio no coração de Goiás / Ai, ai, ai, ai, / Tem animado rodeio no coração de Goiás!".

Vídeos recomendados

Fontes consultadas

Continue pesquisando