Canha
Canha é uma vila portuguesa que é sede da Freguesia de Canha do Município de Montijo, freguesia que tem 207,73 km² de área e 1566 habitantes, tendo, por isso, uma densidade populacional de 7,5 hab./km².
Nota: Com lugares desta freguesia foi criada a Freguesia de Santo Isidro de Pegões (decreto-lei nº 41.320, de 14/10/1957) e pela Lei n.º 94/85, de 4 de Outubro, a Freguesia de Pegões
A vila de Canha, cujo padroeiro é Nossa Senhora da Oliveira, é a cabeça da freguesia com maior dimensão do Município de Montijo e tem de área 207,73 km2. O nome da localidade provavelmente provém da existência na região de profusão de canas[carece de fontes?], daí o topónimo de Villa Nova de Canya. Devido à sua excelente localização geográfica, atraiu desde longa data a fixação do homem, como atestam os diversos vestígios encontrados na proximidade da sua ribeira, datáveis do paleolítico. Do neolítico há a registar a existência de uma sepultura megalítica tipo cista. A presença de um castro neolítico também foi referenciada na região. Do período da ocupação romana do território encontram-se vestígios da sua passagem por Canha, nomeadamente na área do Monte do Escatelar onde se encontra os restos de uma presumível “Villae”. De salientar a existência de um fragmento de mosaico policromo, actualmente inserido numa das habitações do monte e de diversos materiais cerâmicos.
Cronologia
Assim durante o período da reconquista, Canha aparece como limite do Castelo de Alcácer do Sal e, posteriormente, juntamente com Cabrela e o Castelo de Belmonte (Samora Correia), fazia parte das sentinelas avançadas que defrontavam os mouros, pertencendo a defesa deste território à cavalaria e mestrado de Santiago.
Imagem: Eduardo Amorim · BY-NC-SA · Openverse
No primeiro fim-de-semana de Setembro celebram-se as Festas de Nossa Senhora da Oliveira, que vêm acontecendo desde de 1889. As ruas, de arquitetura alentejana e à semelhança de Campo Maior, encontram-se engalanadas com recortes de papel colorido e flores do mesmo material resultado de muita dedicação e perícia. Não falta o arraial, fogareiros para assados, nomeadamente, a famosa sardinha ou a carne de porco, charanga e muita música. Devido à proximidade do Ribatejo e do Alentejo realizam-se largadas, passeios equestres e uma Picaria na Praça de Touros. O ponto alto das festas surge aquando da procissão da Nossa Senhora da Oliveira. O andor com a imagem é colocado à entrada da igreja, com o mesmo nome, e ao final do dia de Domingo, a grande procissão sai percorrendo as principais ruas da vila. Esta imagem é acompanhada por outros santos também transportados em andor, homenageando assim todos os protectores da devoção da vila.


