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Campeonato Catarinense de Futebol

O Campeonato Catarinense de Futebol, também conhecido como Campeonato Catarinense, é a principal competição de futebol do estado de Santa Catarina, no Brasil. É por meio dela que são indicados os representantes catarinenses para as competições nacionais. É organizado pela Federação Catarinense de Futebol, responsável pelo futebol profissional no estado.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 19/07/2026
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História

A história do futebol de Santa Catarina traz consigo grandes momentos protagonizados por tradicionais clubes e clássicos municipais que foram surgindo nos maiores centros do estado. Estes jogos entre equipes da mesma cidade se tornaram grandes clássicos, que ganharam reconhecimento e fama ao longo dos tempos pelo ótimo nível das equipes. No Norte, em Joinville, América vs. Caxias, no Vale do Itajaí em Blumenau, Olímpico vs. Palmeiras, em Itajaí, Almirante Barroso vs. Marcílio Dias, em Brusque, Paysandu vs. Carlos Renaux. Seguindo para o Sul, em Criciúma, com Próspera, Metropol e Comerciário. No litoral Sul, em Tubarão, Ferroviário vs. Hercílio Luz, no Planalto Serrano, nas cores do Internacional de Lages, no Oeste, em Chapecó, com a Chapecoense. Nesta década, o Joinville se consolidou como um dos principais clubes do estado. Das dez edições, seis foram conquistados pelo recém fundado JEC. Foram 8 títulos seguidos (1978–1985), sendo a única equipe octacampeã de Santa Catarina. Além do Joinville, o Criciúma foi vencedor da edição de 1986 e da edição de 1989, além de ter sido vice-campeão em quatro oportunidades. O Avaí conquistou seu décimo segundo título na edição de 1988.

Primeiros anos (1924–1929)

Fundada em 12 de abril de 1924 com o nome de Liga Santa Catharina de Desportos Terrestres, a história da regulamentação do futebol em Santa Catarina começou na Rua Esteves Júnior, no centro da capital, no Gymnasio Catharinense, atual Colégio Catarinense, berço da educação e da prática desportiva, onde se reuniram os representantes dos clubes Atlético Florianópolis, Figueirense, Internato, Trabalhista e Avaí, para registrar a ata de fundação da atual, Federação Catarinense de Futebol. No princípio, a entidade organizava campeonatos das modalidades de atletismo, tiro ao alvo e também de futebol. O primeiro presidente da então Liga Santa Catharina de Desportos Terrestres foi Luiz Alves de Souza (1924–1927). Mais tarde, já em 1927, a entidade teve seu nome modificado para Federação Catarinense de Desportos. Com a consolidação do futebol como o esporte das multidões e com evolução das demais modalidades de práticas esportivas e a consequente criação de entidades regulamentadoras específicas para cada uma, em 1951 a Federação Catarinense de Desportos tornou-se a Federação Catarinense de Futebol.

Domínio da capital e o primeiro título de Itajaí (1930–1939)

Na década de 1930, começa a surgir os clubes clássicos em Santa Catarina, mas que hoje em dia grande parte estão desativados. Também foi uma década de domínio da capital. Avaí, Figueirense e Atlético Catarinense conquistaram sete das dez edições. Desta vez, o Figueirense foi o maior campeão da década com cinco conquistas (1932, 1935, 1936, 1937 e 1939), sendo três destas de forma consecutivas. O primeiro título de Itajaí aconteceu na edição de 1931, que terminou apenas no dia 31 de janeiro de 1932. A final seria contra o Atlético Catarinense, da capital. Seria, porque o time de Florianópolis não apareceu. A equipe ficou irritada porque a partida decisiva foi adiada em uma semana. A diretoria do Atlético, que já não estava em sintonia com a Federação Catarinense de Desportos, resolveu não aparecer e o Lauro Müller venceu por WO. O Atlético acabou punido e o Caxias foi considerado o vice-campeão.

O interior surge ao futebol catarinense (1940–1949)

A partir de meados da década de 1940, o interior catarinense se tornou hegemônico, equipes de fora da capital se adequaram mais rapidamente à realidade do profissionalismo, caso clássico do Olímpico e do América, ambos campeões catarinense. Desde então, começa surgir a força do interior catarinense. Contudo, entre as dez edições disputadas, cinco foram vencidas pelas equipes de Florianópolis. Assim como na década de 1920, destaca-se o Avaí com quatro conquistas. A decisão do estadual de 1942, teve como finalistas o América e o Avaí. Porém, o jogo final nunca aconteceu e o Leão da Ilha ficou com a taça por conta de um decreto. Os jogadores do time joinvilense foram impedidos de jogar pelo batalhão do exército para a partida decisiva porque o América tinha no elenco atletas que faziam partida do 13º Batalhão de Caçadores. Assim, o time do Norte do estado tentou realizar a partida em outra data, ou mesmo em Joinville — onde os jogadores que serviam o exército poderiam jogar —, mas a FCF não cedeu e decretou o Avaí campeão.

Domínio do interior (1950–1959)

Na edição de 1950, o Carlos Renaux conquistou o seu primeiro Campeonato Catarinense. Com a final disputada em dois jogos contra o Figueirense, o Carlos Renaux ganhou as duas partidas por 1–0, a primeira no dia 27 de maio de 1951 no Estádio Cônsul Carlos Renaux, em Brusque. O juiz da partida foi Artur Paulo Lange de Santa Catarina. A segunda partida ocorreu no dia 3 de junho de 1951 no Estádio Adolfo Konder, em Florianópolis. O juiz da partida foi Manoel Machado, do Rio de Janeiro. Dois anos depois, na edição de 1953, o Carlos Renaux caiu na fase qualificatória contra o União de Ibirama, e aplicou logo de cara duas goleadas históricas, 9–3 e 7–2. Nas quartas de final outra goleada histórica, 7–1 em cima do Cruzeiro. O placar foi tão elástico que a equipe do Cruzeiro decidiu não comparecer ao jogo de volta. Nas semifinais outra goleada, 6–2 sobre o Baependi, e com mais 2–0 no jogo de volta a equipe se classificou para a final. A final foi contra o América, e após duas vitórias apertadas, 4–3 e 3–2, o Carlos Renaux conquistou o título de forma invicta pela segunda vez em sua história. Com isso se tornou bicampeão catarinense.

Criciúma desponta no cenário estadual (1960–1969)

Esta década ficou marcada pela aparição de Criciúma no cenário futebolístico estadual, através do Metropol. O clube ganhou as edições de 1960, 1961, 1962, 1967 e 1969. Além do Metropol, o Comerciário (atual Criciúma) ganhou a edição de 1968. Criciúma assim como Florianópolis e Joinville, despontava como uma potência do futebol catarinense. No dia 25 de abril de 1965, o Olímpico, de Blumenau, conquistava seu segundo título estadual. O sonho dos blumenauenses começou a se tornar mais uma vez realidade, aos 26 minutos da primeira etapa. A arbitragem marcou falta em Rodrigues pouco além da risca divisória, cometida pelo lateral De Paula. Paraguaio cobra a infração com endereço certo. O centroavante paranaense salta de costas para o gol, desviando do alcance do goleiro lageano, que teve que buscar a bola no fundo das redes. O Olímpico e sua torcida comemoravam o primeiro gol, o único da primeira etapa. O Internacional, de Lages, correu logo atrás do prejuízo sofrido na primeira etapa empatando aos 10 minutos, através de Jóia, dando um grande susto na torcida local. O técnico Adúcci Vidal processara uma alteração na equipe, tirando o ponteiro Lila, colocando Quatorze, deixando assim o ataque mais ofensivo, com a presença de dois centroavantes. A tentativa deu bom resultado, logo aos 13 minutos, 2–1, outra vez reanimava-se o torcedor blumenauense. O terceiro gol foi duvidoso para os jogadores do Inter. Lances que ensaiavam a violência começaram a suceder-se no final do jogo. O Inter ainda tentava o empate para levar a decisão a uma prorrogação.

O surgimento dos grandes clubes e sua primeiras conquistas (1970–1979)

A década de 1970 foi uma das mais importantes e decisivas para a história do futebol catarinense. Foi nessa década que grandes equipes da atualidade apareceram e tiveram seus primeiros títulos. Com o passar dos anos e a evolução para o profissionalismo, muitas equipes pioneiras no futebol catarinense ficaram para trás, mas também surgiram imensas alegrias com o aparecimento de clubes que representam uma realidade de conquistas para os torcedores catarinenses. Em 1976, após a fusão das duas equipes profissionais de Joinville, o Caxias e o América, clubes que juntos já somavam dezoito finais de Campeonato Catarinense, nasceu o Joinville Esporte Clube. No mesmo ano de sua fundação já conquistou seu primeiro título estadual. Além da edição de 1976, o JEC conquistou os títulos de 1978 e 1979. Já em 1977, a Associação Chapecoense de Futebol surge para o estado sagrando-se campeã catarinense do mesmo ano e sendo vice-campeã do ano seguinte.

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Troféu e premiações

O Campeonato Catarinense não tem um formato de troféu definido. Ao longo do tempo, vários modelos foram entregues aos clubes. Dentre alguns deles o que mais se repete é o que contém a fachada da Federação Catarinense de Futebol. Vários troféus transitórios também são dados aos vencedores, neles estão homenagens a pessoas de grande influência no futebol catarinense como o ex-governador Aderbal Ramos da Silva e o ex-presidente da Federação Catarinense Delfim de Pádua Peixoto Filho. Na edição de 2016, o troféu foi escolhido através de um concurso intitulado "Com a taça na mão". Três torcedores tiveram a oportunidade de desenhar uma modelo de taça, a votação aconteceu pela internet e o ganhador foi Eder Costa com 40,59%. Na edição de 2017, os troféus cedidos a equipe campeã continham uma série de homenagens as vítimas do Voo LaMia 2933. O troféu da edição de 2018, tem formato de estrela e é alusivo aos 60 anos do Supermercado Angeloni, um dos patrocinadores do Estadual. Os troféus de campeão e vice do Catarinense 2019 têm o mesmo design, sendo o destinado ao campeão dourado e o destinado ao vice-campeão prateado. Os troféus medem 68 centímetros de altura, com 30 centímetros de diâmetro, são projetados a partir de uma base de madeira, circundada por três frisos nas cores branca, verde e vermelho, representando o Estado de Santa Catarina. A partir de cima da base surgem hastes espelhadas em formato cilíndrico, que projetam a circunferência da bola de futebol na face superior dos troféus, onde está destacado o símbolo do Catarinense 2019. Nas bases há placas com o brasão da Federação Catarinense de Futebol, a marca do patrocinador e também placas com dizeres, campeão e vice-campeão.

Prêmio Top da Bola

O projeto Top da Bola é uma realização do Instituto MAPA, com apoio institucional da Federação Catarinense de Futebol e o patrocínio da Associação dos Clubes de Futebol Profissional de Santa Catarina, ganhando o caráter de premiação oficial dos melhores do Campeonato Catarinense de Futebol. O Prêmio ocorre todos os anos e premia os melhores jogadores, comissão técnica e arbitragem do Campeonato Catarinense, segundo votação de radialistas e jornalistas de Santa Catarina.

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Transmissão

Por mais de duas décadas, a transmissão das edições do Campeonato Catarinense foram transmitidas pela RBS TV. Em 2006, os direitos de transmissão do Campeonato Catarinense foram adquiridos pela Record em 14 de dezembro de 2006 para os anos de 2007, 2008 e 2009, dobrando o valor que vinha sendo pago pela RBS. Surpreso com a decisão, ainda em 2007, o grupo gaúcho tentou resgatar a transmissão. Em ata de janeiro, está registrada oferta da concorrência, de R$ 1,9 milhão pelo catarinense. A proposta foi rechaçada pela assembléia da Associação de Clubes. A Record conseguiu então iniciar as transmissões. A partir da temporada de 2009, a RBS TV voltou a transmitir o Campeonato Catarinense até o ano de 2017. No dia 7 de março de 2016, foi anunciado em Florianópolis a venda e o fechamento para a transferência de controle das operações de televisões, rádios e jornais que atuam sob a marca RBS em Santa Catarina, o que inclui as 6 emissoras da RBS TV no estado. A partir da venda, surgiu a NSC TV. A NSC TV e a Federação Catarinense de Futebol fecharam, no ano de 2018, um acordo para a renovação da transmissão, com exclusividade na televisão aberta, do Campeonato Catarinense pelos próximos quatro anos.

Cotas de televisão

O Grupo Globo, através de sua afiliada em Santa Catarina: a NSC TV, fechou o contrato de televisionamento do Campeonato Catarinense por 4 anos (2018-2021) distribuindo dessa forma o pagamento dos direitos de transmissão dos jogos:

Transmissão pela internet

Em 2018, foi cancelado a transmissão do Campeonato Catarinense em emissoras de TV fechada (Pay-per-view), como houve em outros anos por meio do Premiere FC, da SporTV. Buscando alternativas e saídas para o problema, foi criado o FCPlay. O FCPLAY é dos clubes, que buscaram apoio em diversos parceiros para viabilizar a transmissão dos jogos, entre eles a Federação Catarinense de Futebol, a Associação de Clubes de Futebol Profissional de Santa Catarina, o Sindicato dos Atletas, a empresa de tecnologia Samba Tech e a Primer TV. A plataforma desenvolvida pela Samba Tech foi a solução encontrada pelos clubes para a transmissão dos seus jogos do Estadual deste ano. A primeira transmissão foi do jogo Figueirense e Concórdia. Os preços para assistir às partidas pela internet, já divulgados pela SCClubes, são R$ 39 a partida ou R$ 99 todo o campeonato.

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Patrocinadores

Em 2013, foi firmado parceria entre a Federação Catarinense de Futebol e a marca brasileira da General Motors para as temporadas de 2013 e 2014. A denominação oficial do Estadual foi Catarinense Chevrolet 2013/2014. Além do nome oficial, a taça que será entregue ao clube campeão será “Taça Chevrolet”. Em 2015, foi firmado uma parceria com a Hemmer Alimentos como patrocinadora oficial da fase decisiva do Campeonato Catarinense Série A 2015. A Hemmer Alimentos é uma indústria genuinamente catarinense, com sede em Blumenau celebrou 100 Anos de fundação em 2015. Para ilustrar esse momento histórico do centenário da antiga Companhia Hemmer, o Catarinense Hemmer 100 Anos, leva o nome oficial da renomada Hemmer Alimentos, destacando a parceria na placa central de todos os jogos válidos pela competição até o dia 03 de maio, data da finalíssima, quando também ilustrará a cerimônia de premiação do grande campeão.

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Títulos

Por clubes

Em itálico clubes que estão desativados ou licenciados.

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Treinadores

Desde 1924, o Campeonato Catarinense consagrou campeão dezenas de treinadores diferentes. O primeiro treinador campeão foi Carlos Pires, do Avaí e o último foi Enderson Moreira, também do Avaí. Lauro Búrigo, é o treinador que mais vezes venceu o campeonato, com cinco conquistas. Todas as suas conquistas foram por clubes diferentes, sendo quatro vezes consecutivas: o Criciúma (1968), o Metropol (1969), o Ferroviário (1970), o América de Joinville (1971) e o Figueirense (1974). O segundo treinador mais vitorioso é Jorge Ferreira com três conquistas. Com duas conquistas estão os treinadores Arthur Neto, Joel Castro Flores, João Francisco e Luiz Gonzaga Milioli. O uruguaio Sérgio Ramírez d'Ávila, conquistou a edição de 1993, sendo o único treinador estrangeiro a ser campeão em toda a história do Campeonato Catarinense.

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Jogadores

Muitos jogadores ganharam mais de uma vez o campeonato catarinense, Fernandes pelo Figueirense ganhando 6 títulos, Adolfinho pelo Avaí ganhando 4 títulos, Sílvio Criciúma pelo Criciúma ganhando 3 títulos, mas o jogador que é o maior campeão catarinense é Nardela do Joinville com 7 títulos, ganhos entre 1980 até 1985 e mais o título de 1987.

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Artilheiros

Pela falta de fontes e informações, não se tem conhecimento de qual é o maior artilheiro da história do Campeonato Catarinense. O primeiro artilheiro que se tem conhecimento foi Raul, que atuava pelo Caxias de Joinville na edição de 1929. Em 1966, Norberto Hoppe estabeleceu o recorde de gols marcados em uma única edição do torneio, com 33 gols. Na edição de 2017, Rentería tornou-se o primeiro estrangeiro a ser artilheiro do Campeonato Catarinense. O Colombiano anotou 11 gols e dividiu a artilharia com Jonatas Belusso. Em doze ocasiões, a artilharia terminou empatada por dois ou mais jogadores, assim como na última edição do campeonato. Oito jogadores já foram artilheiros por mais de uma vez, sendo que Saul, foi o que por mais vezes conquistou esse título (4 vezes), sendo seguido por Raul, Juarez, Norberto Hoppe, Ademir, Paulinho Cascavel, Lima e Rafael Costa (2 vezes cada). O Avaí é o clube que teve mais artilheiros, com doze no total, seguido de Figueirense, Joinville e Caxias com dez, Criciúma com sete e Chapecoense com seis. Não se tem conhecimento dos artilheiros das edições de 1924 a 1928, 1932, 1936, 1957, 1959, 1962 a 1964 e 1969 a 1971.

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Estatísticas

Imagem: Eversonrachadel · BY-SA · Openverse

Maiores goleadas

Abaixo segue a lista das maiores goleadas da história do Campeonato Catarinense.[carece de fontes?]

Maiores públicos

Abaixo estão maiores públicos da história do Campeonato Catarinense.

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Fontes consultadas

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