Arthur Virgílio Neto
Arthur Virgílio do Carmo Ribeiro Neto GOMM, é um diplomata, sociólogo e político brasileiro, filiado ao Movimento Democrático Brasileiro (MDB). Foi ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República durante o Governo FHC, senador e deputado federal pelo Amazonas, e prefeito de Manaus por três mandatos.
Na juventude foi militante do PCB. Posteriormente foi filiado ao PMDB, PSB. Foi filiado ao PSDB entre 1989 até 2022, partido do qual foi um dos fundadores. Candidatou-se a deputado federal em 1978 pelo MDB obtendo a primeira suplência. Eleger-se-ia a este cargo na eleição seguinte, em 1982, pelo PMDB. Foi candidato a governador do Amazonas em 1986 pelo PSB, sendo derrotado por Amazonino Mendes. Pelo mesmo PSB foi eleito prefeito de Manaus em 1988, derrotando o ex-governador Gilberto Mestrinho. Ainda no início do mandato, em 1989, migrou para o PSDB, partido que havia ajudado a fundar no ano anterior, do qual ainda é membro. Novamente deputado federal em 1994, seria reeleito em 1998. Foi um dos líderes do governo Fernando Henrique Cardoso na Câmara, ocupando o cargo de Ministro-Chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República. Eleito senador em 2002, tornou-se líder da bancada do PSDB no Senado em 2003. No ano seguinte, foi admitido pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva à Ordem do Mérito Militar no grau de Grande-Oficial especial. Entretanto, como um dos lideres da oposição, foi um dos críticos mais firmes do governo do presidente Lula. Foi um dos principais protagonistas para a derrubada da Contribuição Provisória sobre a Movimentação ou Transmissão de Valores e de Créditos e Direitos de Natureza Financeira (CPMF).
É filho de Arthur Virgílio do Carmo Ribeiro e Isabel Vitória de Mattos Pereira do Carmo Ribeiro; tem quatro filhos, Arthur Bisneto, Nicole, Juliano e Ana Carolina, foi casado com Maria Goreth Garcia do Carmo Ribeiro, mãe de Juliano e Ana Carolina, sendo que Arthur Virgílio Bisneto, seu filho mais velho do primeiro casamento, é deputado federal pelo Amazonas. Seu avô e bisavô também tiveram carreira política no estado, dois deles sendo senadores. Praticante das artes marciais, é faixa vermelha 9 graus em jiu-jítsu e faixa preta em judô. É acadêmico titular da Academia Amazonense de Letras, na cadeira nº 3, eleito em 3 de outubro de 2011 e recebido em 16 de dezembro do mesmo ano. Em 17 de agosto de 2016, Arthur Virgílio Neto assumiu publicamente seu relacionamento com a arquiteta carioca Elisabeth Pereira Valeiko.
Em 6 de agosto de 2009, em meio a denúncias contra o presidente do Senado José Sarney, defendeu o afastamento do mesmo e sofreu representação do PMDB, partido de Sarney, no Conselho de Ética do Senado. Treze dias depois, entretanto, o referido Conselho arquivaria por unanimidade a representação. Em 2016 foi citado por executivos da Odebrecht, pelo recebimento de propina, por um esquema de lavagem de dinheiro envolvendo o Grupo Petrópolis. Em junho de 2020, ingressou no Supremo Tribunal Federal (STF) com um queixa-crime contra o presidente Jair Bolsonaro por injúria e difamação nas falas do presidente na reunião ministerial de 22 de abril. Mais tarde, denunciou o presidente na Organização das Nações Unidas (ONU) e à Corte Internacional de Justiça (CIJ), pedindo providências urgentes para evitar a dizimação dos indígenas brasileiros pela pandemia de COVID-19.


