Campeonato Brasileiro de Futebol
O Campeonato Brasileiro de Futebol, também conhecido como Campeonato Brasileiro Série A ou Brasileirão, é a liga brasileira de futebol profissional entre clubes do Brasil, sendo a principal competição futebolística no país. Possui cinco das sete vagas reservadas à Confederação Brasileira de Futebol (CBF) para a Copa Libertadores da América, além de seis vagas para a Copa Sul-Americana. O campeão disputa a Supercopa Rei no ano seguinte.
Antecedentes e primeira edição: o Torneio dos Campeões da FBF (1937)
A maneira como o futebol consolidou-se no Brasil criou várias dificuldades para se estabelecer um sistema de disputa que ultrapassasse as fronteiras estaduais. Ainda que já se praticasse o esporte em território brasileiro desde o final do século XIX, bem como houvesse clubes disputando campeonatos locais organizados por ligas e associações (ambas embriões das atuais federações), não havia nacionalmente uma instituição responsável pela centralização e regulamentação do futebol no país até meados da década de 1910. Nesse sentido, as primeiras entidades surgidas para tentar organizar o futebol nacional foram a Federação Brasileira de Sports (FBS) e a Federação Brasileira de Football (FBF). Embora ambas rivalizassem e tivessem buscado o reconhecimento da Federação Internacional de Futebol (FIFA), ambas acabaram dissolvidas em prol da criação da Confederação Brasileira de Desportos (CBD), cujo corpo funcional seria posteriormente composto por assembleia geral das federações associadas.
O início da regularidade a partir da CBD: a Taça Brasil e o Torneio Roberto Gomes Pedrosa/Taça de Prata (1959–1970)
Ciente do problema da falta de uma competição de caráter nacional, a Confederação Brasileira de Desportos (CBD) estudou maneiras de contentar financeiramente tanto os clubes quanto as federações estaduais como ainda a própria CBD. Em setembro de 1955, durante o primeiro Congresso Brasileiro de Futebol — que tinha como um dos principais objetivos, a realização de um torneio nacional de clubes campeões com a finalidade de se conhecer o time campeão brasileiro — foi aprovada a proposta de criação da Taça Brasil pela CBD e, ficando firmado que, o campeonato seria disputado anualmente e que a sua primeira edição aconteceria somente em 1959. Em razão do calendário do futebol brasileiro já estar aprovado no período de 1955 a 1958, não podendo sofrer alterações em decorrência da Copa do Mundo de 1958. Sendo assim, ficou definido naquela época para a Taça Brasil começar somente em 1959. A criação do torneio era necessária como forma de conciliar e integrar os clubes de outros estados, pois questionava-se o fato de apenas clubes cariocas e paulistas terem a chance de participar do Torneio Rio–São Paulo e da Copa Rio Internacional. A partir da segunda metade da década de 1950, a entidade brasileira também esteve diretamente envolvida na proposta enviada à Confederação Sul-Americana de Futebol (CONMEBOL) de criação da Copa dos Campeões da América (atual Copa Libertadores da América), uma competição anual que reuniria times campeões nacionais disputando o título continental, e cujo campeão pudesse enfrentar o vencedor da Taça dos Campeões Europeus, criada em 1955 pela União das Associações Europeias de Futebol (UEFA, na sua sigla em inglês). Jus a isso, a CBD encontrou mais uma necessidade para a realização de uma competição para definir o campeão brasileiro a ser indicado como o representante do Brasil na competição sul-americana. Desta maneira, em 1959, a CBD deu início à Taça Brasil, uma competição entre os clubes campeões estaduais muito mais abrangente que os torneios Rio-São Paulo e que incorporava times de todas as partes do país em um formato de disputa eliminatória, com partidas de ida e volta em cada fase. Esse modelo permitia que clubes e federações obtivessem bons resultados financeiros organizando partidas em seus estádios/estados e, ainda, que destinassem um percentual das rendas para a CBD. A segunda competição nacional de clubes profissionais do país (sucedendo o Torneio dos Campeões de 1937), sendo a primeira da CBD na era profissional, em 1959, contou com dezesseis participantes. O regulamento previa que os campeões paulista e carioca entrassem na competição apenas na fase semifinal; os demais seriam agrupados geograficamente. Os vencedores das zonas Norte e Sul também se classificavam para as semifinais. O Bahia se tornou o segundo campeão brasileiro ao vencer o Santos na final. Apesar do caráter experimental da primeira edição do torneio, devido, em grande medida, à dificuldade de programar as datas das partidas, a Taça Brasil foi um sucesso de público e se estabeleceu no calendário do futebol brasileiro.
Reformulações: o Campeonato Nacional de Clubes e a Copa Brasil (1971–1979)
Devido à experiência bem-sucedida com as quatro edições do Torneio Roberto Gomes Pedrosa, em 1971 a CBD anunciou a transformação do Robertão em Campeonato Nacional de Clubes, com grande influência política. Esse torneio ficaria conhecido, a partir de 1976, como a primeira edição do Campeonato Brasileiro, excluindo a versão anterior, apesar de disputado sob formato similar ao Robertão — em seus boletins oficiais entre 1971 e 1975, a CBD colocava as edições do Torneio Roberto Gomes Pedrosa em igualdade de condições com as edições do Campeonato Brasileiro, apenas mantendo os nomes próprios, excluindo esta informação a partir do boletim de 1976. Alguns autores consideram que "a história do futebol brasileiro, a partir desse momento, foi deixada para trás".
Criação da CBF, novas reformulações e crises (1980–1988)
Em 1980, devido ao desmembramento da Confederação Brasileira de Desportos (CBD) ocorrido no ano anterior, o futebol brasileiro passou a contar com sua própria entidade, a Confederação Brasileira de Futebol (CBF). Com a nova entidade, o futebol nacional também ganhou um novo campeonato nacional totalmente reformulado, que foi nomeado de "Taça de Ouro" e contou com um formato com duas divisões — três em sua segunda edição —, além de criar um novo troféu que era oferecido pela CBF ao seu campeão. Entretanto, a Caixa Econômica Federal continuou a enviar uma réplica do troféu da antiga competição realizada pela CBD entre 1975 e 1979, a Copa Brasil. A reformulação do campeonato nacional, além da criação da própria CBF, foi principalmente devido a derrocada das bases financeiras que mantinha o futebol nacional e consequentemente a queda da influência do governo militar que intervinha regularmente no campeonato e a cada ano aumentava o número de clubes participantes. Na virada da década de 1970, chegou ao Brasil os efeitos da crise do petróleo, que abalou a economia mundial a partir de 1973 e, que teve efeito retardado no país. O regime militar bancou o congelamento do preço da gasolina, mas foi afetado pelos efeitos colaterais com o estouro da crise econômica nos anos 1980. Os clubes e as federações, presos a esse sistema, foram atingidos pelo agravamento da situação.
Mudanças na CBF e no campeonato (1989–2002)
Em 16 de janeiro de 1989, Ricardo Teixeira assume a presidência da CBF. Ele passou a comandar a entidade em uma época em que a mesma enfrentava graves problemas financeiros. Teixeira conseguiu transformá-la em superavitária através de contratos milionários envolvendo a Seleção Brasileira. Durante sua gestão, o Campeonato Brasileiro tornou-se mais reorganizado e as receitas geradas pelos clubes foram ampliadas, tanto nas cotas de televisão quanto nos patrocínios. Entretanto, desde a primeira década de sua gestão, Ricardo Teixeira foi envolvido em diversas denúncias de corrupção. O Campeonato Brasileiro já havia sido testado com inúmeras fórmulas e nomes diferentes, sendo bastante inchado e confuso em várias edições. Porém, a partir de 1987, com a criação da Copa União, houve diminuição no número de participantes do campeonato. Com isso, vários clubes de regiões menos populares que entravam na competição nacional por serem campeões estaduais deixaram de enfrentar os clubes considerados "grandes" e tradicionais, e com isso algumas agremiações corriam o risco até mesmo de se extinguirem. Para acalmar o descontentamento destes clubes e das federações de menor expressão, a CBF viu-se obrigada a criar uma "copa" nos moldes das europeias. Em 1989, a entidade cria uma competição nacional secundária, a Copa do Brasil, que permitia a entrada de clubes de todos os estados. Com a criação deste novo certame, a CBF decide, pela primeira vez, nomear oficialmente o principal torneio nacional de futebol do país de Campeonato Brasileiro. A entidade tomou esta iniciativa para deixar claro qual era o torneio de caráter nacional do Brasil que daria ao seu vencedor o título de campeão brasileiro e, também, para evitar confusões entre Copa do Brasil com Copa Brasil, um dos antigos nomes utilizado entre as décadas de 1970 e 1980.
Adoção do sistema de pontos corridos, estabilização e crescimento (2003–presente)
Uma das características históricas do Campeonato Brasileiro foi a falta de uma padronização no sistema de disputa, que mudava a cada ano, assim como as regras e o número de participantes. Isto durou até 2003, quando o formato de pontos corridos foi adotado. As partidas são divididas em dois turnos, e a equipe que somar o maior número de pontos é declarada campeã. Os critérios de desempate variam, de sequência de gols a número de vitórias. O Cruzeiro se consagrou o primeiro campeão sob o novo formato. A edição de 2005 ficou marcada por um evento negativo: o escândalo da Máfia do Apito. Durante o campeonato, o árbitro Edílson Pereira de Carvalho foi preso em uma operação da polícia por manipular resultados de jogos em que atuou para que empresários de sites de apostas pudessem lucrar mais. Em uma decisão polêmica e inédita em toda a história do futebol, o Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) determinou a anulação dos 11 jogos apitados pelo árbitro.
Em dezembro de 2010, antepenúltimo ano da gestão de Ricardo Teixeira, foi oficializada a unificação dos títulos da Taça Brasil e Torneio Roberto Gomes Pedrosa/Taça de Prata como Campeonato Brasileiro, que de 1976 até então tinha a edição de 1971 como a primeira (conforme explicação na introdução deste verbete), em que pese as mudanças de nome ao longo da história. O reconhecimento foi baseado em dossiê do historiador Odir Cunha. Em 2021, a CBF lançou a marca "Brasileirão Assaí 50 anos". Segundo a instituição, "O Brasileirão Assaí 50 anos marca o tempo de existência do Campeonato Brasileiro com este nome [chamado de Campeonato Nacional de Clubes pela antiga CBD], ou seja, desde 1971". A entidade ressaltou, porém, que os títulos anteriores são reconhecidos como edições do Brasileiro. Em agosto de 2023, foi unificado o Torneio dos Campeões de 1937 (organizado pela FBF), após dossiê feito pelo Atlético Mineiro, que se baseou no "princípio da isonomia e de jurisprudência" em relação ao entendimento de 2010. O presidente da CBF Ednaldo Rodrigues assinou a homologação.
Vinte clubes participam do Campeonato Brasileiro. Durante o decorrer da temporada (de abril à dezembro), cada clube joga duas vezes contra os outros (em um sistema de pontos corridos), uma vez em seu estádio e a outra no de seu adversário, em um total de 38 jogos. As equipes recebem três pontos por vitória e um por empate. As equipes são classificadas pelo total de pontos. Em caso de empate entre dois ou mais clubes, os critérios de desempate são os seguintes: maior número de vitórias; maior saldo de gols; maior número de gols pró; confronto direto; menor número de cartões vermelhos recebidos; menor número de cartões amarelos recebidos; sorteio.
Qualificação para as competições internacionais
A partir da temporada de 2026, os cinco melhores times do Brasileirão se qualificam para a Copa Libertadores, com os quatro melhores times entrando diretamente na fase de grupos. O quinto colocado se classifica à fase preliminar, tendo de eliminar dois times para chegar à fase de grupos. As equipes do sexto ao décimo primeiro lugar se classificam para a Copa Sul-Americana. Antes, rendeu vaga na extinta Copa CONMEBOL, antecessora desta. Se um finalista da Copa do Brasil ou um campeão de copa continental (Copa Libertadores ou Copa Sul-Americana) estiverem entre os cinco primeiros, no caso da Copa Libertadores, ou entre os onze primeiros, no caso da Copa Sul-Americana, aquela vaga vai para a próxima equipe melhor colocada no campeonato. O campeão brasileiro de 1998, o Corinthians, se classificou à primeira edição da Copa do Mundo de Clubes, em 2000, em razão deste título nacional (por acaso, também foi o campeão de 1999); antes mesmo de ser campeão sul-americano, tornou-se campeão mundial.
Em dezembro de 1954, o departamento técnico da CBD instituiu o Troféu Taça Brasil, quando, também, é instituído o título de campeão brasileiro ao seu vencedor. A CBD não confeccionou uma nova taça a cada edição da competição, que só ficava definitivamente com o clube que conquistava três títulos consecutivos ou cinco alternados. No período em que o campeonato era denominado Taça Brasil, apenas dois troféus foram confeccionados: um é de propriedade do Santos (pentacampeão brasileiro no período de 1961-1965) e o outro do Botafogo (último campeão deste período em 1968). Após a unificação dos títulos, alguns clubes brasileiros, como o Cruzeiro, fizeram réplicas do troféu. Existem dois troféus relacionados a primeira edição do Torneio Roberto Gomes Pedrosa, que foi realizada em 1967. Sendo um deles o troféu Abreu Sodré, que foi oferecido ao campeão em homenagem ao governador de São Paulo. Nas edições seguintes, até 1974, houve outras versões alternadas.
O Campeonato Brasileiro é classificado como a sexta liga de futebol mais valiosa do mundo, a primeira fora do "top cinco Europeu", com um patrimônio de mais de US$ 1,43 bilhão, além de ter um volume de negócios anual de mais de US$ 1,24 bilhão em 2013,[carece de fontes?] sendo que o valor total de cada clube nesta temporada era de US$ 1,07 bilhão. Em 2013, o Corinthians fez parte da lista dos clubes de futebol mais ricos, figurando na décima sexta colocação. Os direitos televisivos do Brasileirão valiam mais de US$ 610 milhões em 2012, o que representa 57% do valor na América Latina como um todo. Em 2015, dos vinte clubes brasileiros com maior faturamento, dezoito faziam parte da primeira divisão. O faturamento total desses clubes foi de 3,6 bilhões de reais. Os prejuízos foram estimados em 373 milhões, enquanto os superávits, em 390,7 milhões. O Cruzeiro foi a equipe com o maior faturamento desse ano (363,8 milhões), enquanto o Corinthians teve o maior prejuízo (97 milhões), o Flamengo teve o maior superávit (130,4 milhões). No entanto, apesar do alto faturamento, os clubes brasileiros possuem um problema incomum: as dívidas. O endividamento dos clubes da primeira divisão em 2015 foi de 4,8 bilhões de reais (mais que o dobro em relação a 2011). O endividamento operacional foi estimado em R$ 980 milhões, enquanto o bancário chegou a 1,48 bilhão, o fiscal atingiu a marca recorde de 2,33 bilhões, com um aumento de mais de 500 milhões em relação a 2014.
Patrocinadores
O Campeonato Brasileiro de Futebol foi oficialmente patrocinado entre 2001 e 2016, e a partir de 2018. Além do patrocínio em si, o Campeonato Brasileiro tem outros parceiros oficiais e fornecedores de material esportivo. O fornecedor da bola oficial é a Nike.
Atualmente, o dinheiro da televisão representa uma parte significativa das finanças dos clubes brasileiros. Os direitos de exibição do campeonato pertencem, com exclusividade, ao Grupo Globo, que distribui as partidas ao vivo para suas emissoras: TV Globo (na televisão aberta), SporTV (na televisão por assinatura) e Premiere (no sistema de pay-per-view). As transmissões das partidas são repassadas ao Fox Sports, que desde 2013 tem direito de exibir apenas os melhores momentos e reprises dos jogos. Em 1986, a Rede Manchete transmitiu a final da competição com exclusividade. O primeiro contrato de televisão negociado pelo Clube dos 13 junto à Globo foi em 1987, e que idealizou a organização do módulo verde do campeonato daquele ano, também conhecido como Copa União. Os direitos televisivos foram vendidos por 3,4 milhões dólares. Nesse ano, foi o SBT que transmitiu a partida final com o Guarani novamente na decisão, dessa vez, contra o Sport na Ilha do Retiro, já que a Globo também não considerou o cruzamento entre os clubes dos módulos verde e amarelo. Em 1990 e 1991, apenas a Rede Bandeirantes adquiriu os direitos de transmissão. A edição de 1990 marcou o primeiro título brasileiro do Corinthians, segunda equipe mais popular do país, e chamou a atenção da mídia e do público, com destaque a partida final, que registrou um Ibope de 53 pontos na Grande São Paulo. Mesmo assim, a Globo só passou a priorizar a competição a partir da edição de 1992 com o título do Flamengo.
Participações dos clubes
Um total de 160 clubes já participaram do Campeonato Brasileiro desde a sua primeira edição, em 1937. O Grêmio, embora tenha sido rebaixado três vezes, é o clube recordista em participações com 65 no total. O clube gaúcho só não participou das edições de 1962, 1992, 2005 e 2022. No período de 1967 a 2002, seis equipes participaram de todas as 36 edições: Cruzeiro, Atlético Mineiro, Vasco da Gama, Botafogo, Flamengo e Internacional. Santos, São Paulo e Corinthians aparecem em seguida, com uma edição a menos, devido à desistência das equipes em participarem da Copa Brasil de 1979, e o Palmeiras por não ter participado da Taça de Ouro de 1982. Em relação ao modelo atual, de pontos corridos, disputado desde 2003, apenas Flamengo, Fluminense e São Paulo participaram de todas as edições.
Pontuação histórica
Os 20 clubes mais pontuadores na história do Campeonato Brasileiro (1959–2023).
O Torneio dos Campeões de 1937, organizado pela FBF, deu ao Atlético-MG o posto de primeiro campeão brasileiro. A primeira edição da Taça Brasil definiu o Bahia como o primeiro clube a ser intitulado campeão brasileiro pela CBD. No período em que esta foi a principal competição do país, notou-se um bom domínio do Santos, que além de ter sido campeão por cinco vezes consecutivas (entre 1961 e 1965), chegou a outras duas finais no período (contra o próprio Bahia em 1959 e contra o Cruzeiro em 1966). Em 1967, foi jogado o Torneio Roberto Gomes Pedrosa, de cunho nacional (sucedendo o interestadual Rio-SP), o qual foi continuado pela CBD como Taça de Prata, a partir de 1968. Disputou-se duas competições a nível nacional em dois anos. Em 1967, o Palmeiras conseguiu conquistar o título das duas competições. Em 1968, teve-se dois campeões nacionais: o Santos (pela Taça de Prata) e o Botafogo (pela última edição da Taça Brasil). Neste período, cinco equipes diferentes conquistaram o título: o Santos (6 vezes), o Palmeiras (3 vezes), Bahia, Cruzeiro e Botafogo (1 vez cada), entre os quais Palmeiras (em 1960), Santos (em 1963, 1964 e 1965) e Cruzeiro (em 1966) foram campeões invictos.
Em 2016, o Ministério do Esporte lançou um sistema que avalia os estádios de futebol no Brasil, o Sisbrace. O critério de avaliação se baseia com uma nota que varia de uma bola até cinco bolas, sendo uma a pior nota. Entre os estádios da primeira divisão em 2016, a média foi de 3 bolas por estádio, sendo que sete foram avaliados com cinco bolas: Maracanã, Neo Química Arena, Mineirão, Beira-Rio, Arena da Baixada, Arena do Grêmio e Allianz Parque. Barradão, Arruda e Moisés Lucarelli foram os piores avaliados, com duas bolas cada. Neste mesmo ano, a CBF investiu 2,2 milhões de reais em um sistema de padronização do tamanho do gramado de 43 estádios das séries A e B, que passaram a ter 105 metros de comprimento e 68 metros de largura. Na atual temporada, a capacidade combinada total dos estádios da primeira divisão é de 688 919, com capacidade média de 34 445.[nota 10] Em 2017, o Congresso Técnico da CBF definiu algumas mudanças em relação aos estádios no Campeonato Brasileiro. Foram proibidas a venda de mando de campo (já a partir da atual temporada, proposto pelo Atlético Mineiro e aprovado pela maioria dos clubes) e a utilização de gramado sintético (a partir da próxima temporada, proposto pelo Vasco da Gama). Essas alterações afetaram clubes como o Flamengo (em relação a venda de mando de campo) e diretamente ao Athletico Paranaense (em relação ao uso de gramado sintético). Com a proibição aos clubes de mandar jogos fora do estado de origem, alguns estádios construídos para a Copa do Mundo FIFA de 2014 ficaram sem receber jogos, como o Mané Garrincha, em Brasília.
No futebol brasileiro, nota-se que há uma intensa cobrança por resultados imediatos com os treinadores, o que acaba resultando em uma cultura de demissões e contratações, onde os clubes trocam de treinador regularmente até mesmo durante as competições. Na Série A de 2015 houve 32 trocas de treinador em 38 rodadas, número que só não superou as edições de 2003 e 2004 (41 trocas em 45 rodadas cada) e de 2005 (35 trocas em 42 rodadas). A edição com menos trocas foi a de 2012 (20 em 38 rodadas). De acordo com um estudo do jornal mexicano El Economista feito entre 2002 e 2014, o tempo médio de um treinador no Campeonato Brasileiro é de quatro meses no cargo - mais curto que em qualquer outra liga de futebol no mundo. Em relação ao desempenho, Luís Alonso Pérez (mais conhecido como Lula) e Vanderlei Luxemburgo são os treinadores mais vitoriosos do Campeonato Brasileiro, com cinco conquistas cada. Luxemburgo foi campeão comandando Palmeiras (em 1993 e 1994), Corinthians (em 1998), Cruzeiro (em 2003) e Santos (em 2004), enquanto Lula foi campeão comandando o Santos por cinco anos consecutivos (1961, 1962, 1963, 1964 e 1965), até então o único a conseguir este feito. Rubens Minelli (comandando o Internacional em 1975/1976 e o São Paulo em 1977) e Muricy Ramalho (comandando o São Paulo em 2006, 2007 e 2008) foram os únicos treinadores tricampeões em anos consecutivos. Lula (1963, 1964 e 1965 pelo Santos), Osvaldo Brandão (1960 pelo Palmeiras), Ayrton Moreira (1966 pelo Cruzeiro) e Ênio Andrade (1979 pelo Internacional) foram os únicos treinadores campeões de forma invicta.[carece de fontes?] Barbatana também terminou uma edição do campeonato invicto, embora tenha sido vice-campeão comandando o Atlético Mineiro em 1977, perdendo a decisão para o São Paulo nos pênaltis.
Atuais treinadores
Os atuais treinadores do Campeonato Brasileiro são:


